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Categoria: Saúde

RN tem 406 casos suspeitos de microcefalia

(FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE)

(FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou o novo boletim com as informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da microcefalia e outras malformações no Rio Grande do Norte. Segundo os dados, foram notificados 406 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas.

Desses, 316 são de nascimentos ocorridos em 2015, 85 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº 11, encerrada em 19/03, 01 foi aborto e 04 diagnosticados no pré-natal. Os casos notificados estão distribuídos em 79 municípios do estado.

Do total, 290 estão sob investigação, 77 foram confirmados por exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita, quatro por critérios clínico-laboratorial e com a identificação do vírus Zika, e 35 foram descartados (por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos).

Dos 406 casos notificados, 3,7% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto), o que representa um número de 15 óbitos, sendo 9 confirmados e 6 ainda em investigação.  Dos 9 óbitos confirmados, seis apresentaram resultado de exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita, e quatro foram confirmados por critério clínico-laboratorial com identificação do vírus Zika.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Evidências de ligação entre Zika e malformações fetais são esmagadoras, diz OMS

A DIRETORA-GERAL DA OMS, MARGARET CHAN, DIZ QUE EVIDÊNCIAS DE LIGAÇÃO ENTRE ZIKA E MALFORMAÇÕES FETAIS SÃO ESMAGADORAS. (MARCELO CAMARGO/ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)

A DIRETORA-GERAL DA OMS, MARGARET CHAN, DIZ QUE EVIDÊNCIAS DE LIGAÇÃO ENTRE ZIKA E MALFORMAÇÕES FETAIS SÃO ESMAGADORAS. (MARCELO CAMARGO/ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse hoje (22) que, apesar da associação entre o vírus Zika e o aumento de malformações fetais não ter sido cientificamente confirmada, as evidências circunstanciais atuais são esmagadoras. “O tipo de ação urgente demandada por esta emergência em saúde pública não deve esperar por uma prova definitiva”, completou.

Durante coletiva de imprensa em Genebra, Margaret Chan destacou que o vírus já circula em pelo menos 38 países e territórios, enquanto 12 localidades já relataram aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré associados a resultados positivos para infecção por Zika. “Quanto mais sabemos sobre o vírus, pior nos parece a situação”, avaliou.

Ainda segundo a diretora-geral da OMS, Brasil e Panamá são os únicos países até o momento a reportarem casos de microcefalia possivelmente associados ao Zika, enquanto o governo colombiano também investiga casos da malformação em bebês. Especialistas foram enviados a Cabo Verde para analisar o primeiro caso identificado de microcefalia possivelmente associado à infecção.

“Se esse padrão se confirmar para além da América Latina e do Caribe, o mundo terá de enfrentar uma grave crise em saúde pública”, alertou Margaret Chan. “No estágio atual de conhecimento, ninguém pode prever se o vírus Zika vai se espalhar para outras partes do mundo, causar malformações ou algum tipo de desordem”, destacou Margaret Chan.

Ministério da Saúde libera R$ 4,8 milhões para testes rápidos de gravidez no SUS

EM FUNÇÃO DOS CASOS DE MICROCEFALIA, O MINISTÉRIO REFORÇA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA GRAVIDEZ (FOTO: ANA NASCIMENTO/MDS/PORTAL BRASIL)

EM FUNÇÃO DOS CASOS DE MICROCEFALIA, O MINISTÉRIO REFORÇA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA GRAVIDEZ (FOTO: ANA NASCIMENTO/MDS/PORTAL BRASIL)

O Ministério da Saúde liberou R$ 4,8 milhões para custear testes rápidos de gravidez no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo, segundo a pasta, é reforçar a atenção e o cuidado ao grupo, facilitando o diagnóstico precoce da gestação.

“Em função dos casos de microcefalia associados ao vírus Zika, o Ministério da Saúde reforça, com os testes rápidos, a importância do diagnóstico precoce de gravidez e as ações de planejamento reprodutivo com o devido acompanhamento pré-natal, essencial para a qualidade de vida da mãe e da criança”, informou a pasta, por meio de nota.

Segundo o comunicado, o teste rápido de gravidez é indicado para mulheres adultas, jovens e adolescentes que apresentem atraso menstrual igual ou superior a sete dias. O exame será disponibilizado em todas as unidades básicas de saúde do país e pode ser feito dentro ou fora das instalações, conforme desejo da mulher.

De acordo com o ministério, com os resultados do teste, profissionais de saúde podem detectar precocemente a gravidez para início do pré-natal em tempo oportuno, identificar situações para uso de anticoncepção de emergência (caso tenha havido relação desprotegida num prazo de até cinco dias), orientar sobre o planejamento reprodutivo e acolher mulheres adultas, jovens, adolescentes e casais que estão em situação de gravidez indesejada.

“No pré-natal, são oferecidos todos os exames, vacinas e acompanhamentos necessários para uma boa gestação, além de ser o momento ideal para investigar sinais de infecção pelo vírus Zika e outras doenças, com os devidos registros na Caderneta da Gestante e no prontuário médico”, concluiu a pasta.

Agência Brasil.

Cerca de 5% dos casos de dengue notificados no RN são confirmados pela Sesap

MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE DOENÇAS COO DENGUE, CHICOGUNYA E ZIKA.(FOTO:ESTADÃO)

MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE DOENÇAS COO DENGUE, CHICUGUNYA E ZIKA.(FOTO:ESTADÃO)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, até o momento, 5,24% dos casos notificados de dengue até o momento. No mais recente relatório divulgado pelo Núcleo Estadual de Vigilância das Arboviroses da secretaria, constam 1.025 confirmações, entre os 19.546 casos notificados.

Num comparativo com o ano de 2015, as notificações de 2016 estão acima 142,60% até o momento. Os números da semana epidemiológica 10 apontam para 5 casos de dengue grave, 545 inconclusivos e 486 descartados. A Sesap confirmou 2 óbitos por dengue grave este ano e investiga 31.

Zika

Com relação à febre transmitida pelo zika vírus, foram confirmados 7 casos, dos 1.396 notificados. No ano anterior foram notificados 177 casos e nenhum confirmado. A semana epidemiológica 10 relata 20 casos confirmados de chikungunya dos 1.151 notificados.  Em 2015 foram 3.045 notificações.

Diante da situação, a secretaria vem intensificando as ações e estratégias de combate ao aedes aegyptae, vetor transmissor das doenças. Os aplicativos Observatório da Dengue, desenvolvido em parceria com a UFRN, e o Aedes na mira estão colaborando para que a população denuncie focos do mosquito. Na Sala de Situação, instalada no 7º andar da Sede da Sesap, uma equipe multidisciplinar recebe as denúncias e as encaminha para os municípios correspondentes, numa ação permanente de monitoramento.

RN tem 81 casos de microcefalia confirmados e aumento de 10 casos suspeitos na última semana

(FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE)

(FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE)

O mais novo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), dá conta que o Rio Grande do Norte registra, no momento, 393 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Os dados foram divulgados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/RN) e representam 10 casos suspeitos a mais do que na semana anterior.

Desse total, 307 são de nascimentos ocorridos em 2015, 75 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica (SE) 10, encerrada dia 12/3, 2 foram abortos, 8 intraútero e 1 em 2014. Os casos notificados estão distribuídos em 78 municípios do estado.

Do total, 277 estão sob investigação, 81 foram confirmados por exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita ou por critérios clínico-laboratorial e com a identificação do vírus Zika, e 35 foram descartados. Os casos são descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.

Do total de casos notificados, 4,2% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Segundo a classificação, 37,5% permanecem em investigação e 62,5% foram investigados e confirmados.

Deoclécio Marques fecha setor de reanimação e esvazia corredores

O SINDICATO DOS SERVIDORES DA SAÚDE DO RN (SINDSAÚDE) FAZ A DENÚNCIA.

O SINDICATO DOS SERVIDORES DA SAÚDE DO RN (SINDSAÚDE), DENUNCIA A PARALISAÇÃO DO SERVIÇO

O Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, tinha os corredores completamente vazios, sem nenhum paciente em maca. A cena contrasta com o cenário encontrado durante todo o ano passado, quando o hospital chegou a superar por quatro semanas o total de macas do Walfredo Gurgel.

A explicação é o fechamento do setor de reanimação e do de ortopedia. Todos os servidores do município de Parnamirim que prestavam atendimento no hospital também não estão mais lá.

“Não dá pra comemorar um corredor vazio se o serviço é fechado. Os pacientes foram mandados para onde? Pra sofrer em casa?”, questiona Breno Abbott, diretor do Sindsaúde-RN.

Pesquisa comprova eficácia de óleos de orégano e de cravo no combate ao Aedes

PUC/MG DESENVOLVE PESQUISA COM ÓLEOS DE ORÉGANO E CARVO PARA COMBATE AO AEDES AEGYPTI. (FOTO: LEO RODRIGUES/AGÊNCIA BRASIL)

PUC/MG DESENVOLVE PESQUISA COM ÓLEOS DE ORÉGANO E CARVO PARA COMBATE AO AEDES AEGYPTI. (FOTO: LEO RODRIGUES/AGÊNCIA BRASIL)

Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) atestou a eficiência do uso dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti. O próximo passo do estudo será desenvolver a fórmula para um larvicida, que será colocado à disposição do mercado.

Em contato com o criadouro, os óleos matam as larvas em até 24 horas. A pesquisadora Alzira Batista Cecílio espera que até o meio do ano a formulação já esteja pronta para ser apresentada à indústria. “Produto natural não pode ser patenteado. Então, só após a formulação do larvicida, poderemos patentear e iniciar as negociações com as empresas”, afirma.

O estudo é um desdobramento de outra pesquisa mais ampla, que testa o uso de produtos naturais para combater diversos tipos de vírus. “Nesse cenário preocupante em relação ao vírus da dengue, nós decidimos começar a estudar também plantas que pudessem eliminar o vetor”, acrescenta Alzira. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus Zika e da febre chikungunya.

O orégano e o cravo foram selecionados após análise de mais de 20 plantas. O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta por exemplo colocar folhas de orégano ou cravo nos vasos das plantas.

Neste momento, está sendo feito o estudo fitoquímico, para detalhar a composição química dos óleos. Futuramente, está previsto também o teste desses óleos no combate a outras fases da vida do mosquito, o que pode levar ao desenvolvimento de um inseticida aerosol ou um repelente. A pesquisadora alerta, porém, que esses produtos são apenas ferramentas auxiliares para combater o Aedes. “Eliminar os criadouros continua sendo o ponto chave”, reitera.

Larvicida degradável

Segundo Alzira Cecílio, o objetivo é desenvolver um produto que não contamine o meio ambiente, já que a maioria dos criadouros de larvas está espalhada. Elas podem ter contato com animais e até água voltada para o consumo humano, como por exemplo nas caixas d’água. “Queremos um larvicida que seja degradado rapidamente e não contamine a água, ao mesmo tempo em que tenha boa eficácia. A maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade”, explica.

No mês passado, uma nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) gerou polêmica ao criticar os larvicidas usados atualmente. O governo do Rio Grande do Sul chegou a suspender o uso do Pyriproxifen, ao considerar que o produto poderia estar relacionado à ocorrência de microcefalia em bebês. A própria Abrasco negou que tenha colocado essa possibilidade em questão.

Agência Brasil

Sesap define nova metodologia de trabalho para crianças com microcefalia, RN tem 383 casos suspeitos

NOVA METODOLOGIA FOI DISCUTIDA EM REUNIÃO COM REPRESENTANTES DE TODAS AS REGONAIS DE SAÚDE. (FOTO: ASSESSORIA/SESAP)

NOVA METODOLOGIA FOI DISCUTIDA EM REUNIÃO COM REPRESENTANTES DE TODAS AS REGIONAIS DE SAÚDE. (FOTO: ASSESSORIA/SESAP)

 

Representantes de todas as Unidades Regionais de Saúde (Ursaps) e dos municípios da Grande Natal estão reunidos durante todo o dia de hoje (10) na sede da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) para estabelecer a nova metodologia de trabalho em relação às crianças com microcefalia e óbitos.

O objetivo da Coordenação de Promoção à Saúde (CPS) é a descentralização, definindo estratégias para que os municípios sejam co-responsáveis na notificação, monitoramento e atualização dos dados.

“Estamos elaborando estratégias tanto para os municípios que já estão em acompanhamento dos casos quanto para aqueles que ainda não enviaram notificação. É necessário a articulação e integração para efetivamente monitorar essas crianças”, informou a coordenadora da CPS, Cláudia Frederico.

A definição da metodologia é importante para, entre outros objetivos, evitar a notificação de casos em duplicidade. A Sesap já se deparou com este tipo de problema, quando se defrontou com a notificação de um mesmo caso por um município, maternidade e ainda o registro por outro tipo de serviço.

A definição do método de trabalho chega no momento em que o Ministério da Saúde passou a adotar novos critérios para identificação dos bebês com microcefalia. Anteriormente, os bebês que tivessem cérebro com tamanho igual ou inferior a 32 cm era considerado como caso suspeito de malformação. Agora haverá diferenças entre o sexo masculino e feminino. Para meninos, a medida será igual ou menor a 31,9 cm e para meninas 31,5cm .

Microcefalia

O Rio Grande do Norte permanece com 383 casos suspeitos de microcefalia relacionada às infecções congênitas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/RN), e se referem à semana epidemiológica 09 (terminada em 5/3/2016), que manteve o total de notificações da semana anterior.

Entre os casos notificados, 305 são de nascimentos ocorridos em 2015, 68 são de nascimentos ocorridos até 5 de março deste ano, 2 foram abortos, 4 intraútero e 3 em 2014. Do total de notificações, 78 foram confirmados, 278 estão sob investigação e 27 foram descartados, por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.