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Categoria: Saúde

Pele de tilápia pode servir como curativo para queimaduras

Estudo já constatou efeitos positivos em animais, com menos infecções. Curativo biológico é feito de forma artesanal; ideia é levar para o SUS. (Imagem: Reprodução G1/PE)

Estudo já constatou efeitos positivos em animais, com menos infecções. Curativo biológico é feito de forma artesanal; ideia é levar para o SUS. (Imagem: Reprodução G1/PE)

Pesquisadores de Pernambuco, em pareceria com especialistas do Ceará e Goiás, está testando a pele de tilápia como curativo biológico para queimaduras. A pele já foi testada em 40 camundongos, que tiveram uma boa cicatrização e diminuíram as infecções. O próximo passo é testar em seres humanos.

A pesquisa é coordenada pelo cirurgião plástico Marcelo Borges, que tem 35 anos de experiência em tratamento de queimados. “Sem dúvida nenhuma, o tratamento com curativos à base de pele animal acelera o processo de cicatrização e contribui muito pra que esse processo seja menos doloroso”, avalia.

A tilápia é um peixe resistente às doenças, cresce rápido e é fácil de criar. Por isso, é muito consumida no país. A carne tem valor comercial, mas quase sempre vai para o lixo. Durante os estudos, os pesquisadores descobriram que a resistência da pele da pele do peixe é muito semelhante à da pele humana.

O curativo biológico é feito de forma artesanal e passa por processos de limpeza, descontaminação, resfriamento e preservação. Depois desses cuidados, pode ser usada durante dois anos.

A ideia é levar o tratamento para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e substituir as antigas pomadas usadas há mais de 40 anos. “A prioridade é o SUS porque prevemos um baixo custo e a comercialização desta pele que vai resolver não só a questão social em queimaduras, como vai contribuir para o meio ambiente, retirando o material que hoje vai para o lixo e dando uma destinação muito mais nobre pra esse tipo de material”, explica o médico.

Estudo Inédito: Pesquisadores acham vírus da zika em soins e em macacos-prego

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Pela primeira vez, pesquisadores encontraram fora do continente africano, no Ceará, primatas infectados com o vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A descoberta se deu no segundo semestre de 2015, quando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Pasteur e da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) realizavam expedição de pesquisa sobre a raiva em animais silvestres no interior do estado.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta indica que, por ser capaz de contaminar outros hospedeiros além dos humanos, a doença se espalha com mais facilidade e, consequentemente, pode dificultar o controle. Além do vírus da zika, o mosquito Aedes aegypti é o vetor da dengue, febre amarela, chikungunya.

Quatro saguis – conhecidos como soins no Ceará – e três macacos-prego capturados nos municípios de Tabuleiro do Norte, Quixeré, São Benedito e Guaraciaba do Norte, apresentaram teste positivo para o vírus da zika pela técnica PCR em tempo real, que detecta a presença do vírus no organismo do animal. Na pesquisa foram capturados, no total, 15 soins e nove macacos-prego, todos eles em áreas com notificação de zika e ocorrência de microcefalia.

“Este é o primeiro relato de infecção pelo vírus zika em primatas neotropicais e indica a possibilidade de que estas espécies possam atuar como reservatórios do vírus, semelhante ao observado no ciclo silvestre da febre amarela no Brasil”, relata a bióloga Silvana Regina Favoretto, coordenadora do projeto “Raiva em silvestres terrestres da Região Nordeste do Brasil: epidemiologia molecular e detecção da resposta imune”.

Após passarem pelo exame, os macacos tiveram um microchip implantado e foram devolvidos ao hábitat natural Os animais testados têm hábitos domésticos ou vivem próximos aos humanos. Em maio, os pesquisadores realizarão exames em mais animais e tentarão recapturar alguns dos animais já testados para que eles passem por estudos mais detalhados

Com o Mundial na mira, Juliana se diz “curada” sobre ausência na Olimpíada

Juliana, oito vezes campeã do Circuito Mundial, está em novo momento na carreira (Foto: FIVB)

Juliana, oito vezes campeã do Circuito Mundial, está em novo momento na carreira (Foto: FIVB)

Em um encontro com crianças, surge a pergunta, de maneira natural. – Quantos títulos você tem? disse uma delas. A resposta vem mais natural ainda, em forma de pergunta. – Nacional ou mundial?, questiona Juliana Felisberta, atleta do vôlei de praia, oito vezes campeã do Circuito Mundial, cinco vezes campeã do Circuito Brasileiro e bronze nos jogos olímpicos de Londres 2012. Em visita ao Lar Amigos de Jesus (espaço que acolhe crianças em tratamento de câncer), na tarde desta quinta-feira (21), em Fortaleza, a jogadora conversou sobre o momento na carreira, o sentimento de estar fora das Olimpíadas e fala de favoritismo do Brasil no esporte. Além disso, atleta deu autógrafos, presenteou as crianças e prometeu uma quadra de vôlei aos pequenos.

Sorriso é o cartão de visita para quem chega ao Lar Amigos de Jesus. Assim, a octa-campeã mundial de vôlei de praia Juliana foi recebida. O espaço recebe crianças de 0 a 18 anos de várias partes do País, que chegam ao Ceará para tratamento do câncer. Cerca de 150 são atendidas mensalmente. Juliana chegou à Fortaleza durante a madrugada para participar do Circuito Brasileiro e da Liga Mundial. Aproveitando a oportunidade, foi conhecer o lugar.

– Saio daqui bem diferente de como cheguei. Às vezes, a gente acha que veio deixar alguma coisa, mas, na verdade, a gente acaba ganhando. É um ganho de energia, de coisa boa. Estou feliz por ter tido essa experiência. Todas as vezes em que visitei lugares como esse, eles apareceram nos jogos e, quando vejo, fico bem emocionada. E eles ficam loucos me vendo jogar. A troca de energia não tem preço. O que a pessoa tem de mais importante no mundo é doar o seu tempo. Eles estão doando o tempo deles e eu também – disse a jogadora após muitas fotos e mensagens de carinho feitas pelos pequenos.

Ao final do encontro, um registro de parte das crianças que estiveram no encontro com a jogadora (Foto: Crisneive Silveira)

Ao final do encontro, um registro de parte das crianças que estiveram no encontro com a jogadora (Foto: Crisneive Silveira)

Adolescente que estava grávida morre com suspeita de H1N1 na PB

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Uma adolescente de 17 anos morreu nesta quinta-feira (21) com suspeita da gripe H1N1 em Campina Grande. Ela estava internada no Instituto de Saude Elpidio de Almeida (Isea) há 17 dias, quando deu entrada na unidade grávida.

O parto do bebê teve que ser antecipado e ele nasceu prematuro, de 8 meses. Ele nasceu bem, há 15 dias, mas foi internado na UTI pediátrica da unidade. O estado de saúde da mãe permaneceu gravíssimo durante todo o pós-parto.

A adolescente era de Matureia, no Sertão do estado, e passou por vários hospitais e postos de saúde da região sem que ninguém percebesse os sintomas da gripe. “Aplicava o soro, passava paracetamol e mandava pra casa. Passou dipirona, amoxicilina e pronto”, comentou a mãe, Maria das Dores.

Apenas na quarta ida ao médico, uma profissional cubana que atende na região percebeu os sintomas da adolescente e a encaminhou para o Isea. Exames ainda vão confirmar se a jovem realmente tinha a gripe H1N1.

Decreto cria programa que oferece repelente para gestantes do Bolsa Família

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EM GOIANDIRA (GO),  NOTIFICOU CERCA DE 600 CASOS DE DENGUE NA CIDADE

SERÃO DISTRIBUÍDOS INSUMOS ESTRATÉGICOS PARA A SAÚDE, COMO REPELENTES PARA USO TÓPICO CONTRA MOSQUITOS.

 

A presidente Dilma Rousseff assinou hoje (22) decreto que institui o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra oAedes aegypti.De acordo com a publicação, se caracterizam como em situação de vulnerabilidade socioeconômica as gestantes que integram famílias beneficiárias pelo Programa Bolsa Família.

O programa será desenvolvido por meio da implementação e execução de ações voltadas para a aquisição e a distribuição de insumos estratégicos para a saúde, como repelentes para uso tópico contra mosquitos.

A definição de quais insumos serão adquiridos e distribuídos ficará a cargo do Ministério da Saúde que, conforme o decreto, vai atuar de forma conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para a implementação do programa.

“A aquisição e a distribuição dos insumos serão realizadas pelo Ministério da Saúde, com os recursos relativos ao crédito extraordinário em favor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome aberto pela Medida Provisória nº 716, de 11 de março de 2016, mediante assinatura de termo de execução descentralizada entre os referidos ministérios.”

O decreto entra em vigor hoje.

Agência Brasil

Hospital Tarcísio Maia inaugura enfermaria com 36 leitos construída em parceria com a Maçonaria de Mossoró

 A OBRA FOI ENTREGUE ONTEM (21) À POPULAÇÃO


A OBRA FOI ENTREGUE ONTEM (21) À POPULAÇÃO

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), de Mossoró, recebeu 10 respiradores da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Os equipamentos vieram se somar aos 36 novos leitos que a unidade recebeu da Maçonaria daquela cidade, ampliando os serviços. A obra foi entregue ontem (21) à população, numa solenidade que contou com a presença do secretário Ricardo Lagreca.

Com a ampliação da unidade hospitalar, foi necessário ampliar o quadro de pessoal do HRTM e com isso a Sesap está relotando 37 servidores do Hospital Regional da PM de Mossoró para a unidade, sem prejuízo para o seu funcionamento. Estão sendo remanejados 1 médico, 1 assistente social, 6 cirurgiões dentistas, 3 enfermeiros, 1 nutricionista, 19 auxiliares de saúde, 1 técnico administrativo, 5 assistentes técnicos em saúde.

O Hospital Regional Dr. Tarcísio Maia é um hospital geral de grande porte, referência para toda a região Oeste do Estado. Tem a função de atendimento de Urgência e Emergência pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Estão nos serviços prestados por essa Unidade de Saúde: Clínica Médica; Clínica Cirúrgica; Clínica Pediátrica, UPI (Unidade de Pacientes Infectados); Traumatologia, Oftalmologia, Odontologia, Cirurgia Buco Maxilo Facial; Unidades de Enfermagem; Serviço Social, Nutrição e Dietética; Fisioterapia; Terapia Ocupacional e Saúde Ocupacional.

A unidade conta ainda com um Centro Cirúrgico, com 4 salas e uma UTI – Unidade de Terapia Intensiva com 9 leitos; Serviço de Diagnóstico e Imagem como: Raios X, Endoscopia, Ultrassonografia e Tomografia computadorizada, além de um Laboratório de Análises Clínicas e outro de microbiologia.

HOSPITAL ADQUIRIU 10 NOVOS RESPIRADORES COM RECURSOS DA SESAP

HOSPITAL ADQUIRIU 10 NOVOS RESPIRADORES COM RECURSOS DA SESAP

 

STF pede explicações a Dilma sobre lei que autoriza pílula do câncer

A ANVISA VAI ESTUDAR JURIDICAMENTE MANOBRAS CAPAZES DE FAZER COM QUE O DANO À SAÚDE DAS PESSOAS SEJA MINIMIZADO (MARCOS SANTOS/USP/DIVULGAÇÃO)

O USO DA SUBSTÂNCIA, CONHECIDA COMO PÍLULA DO CÂNCER, FOI AUTORIZADO POR LEI SANCIONADA HÁ UMA SEMANA PELA PRESIDENTE (MARCOS SANTOS/USP/DIVULGAÇÃO)

O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu explicações à presidenta Dilma Rousseff sobre a Lei 13.269 que aprova o uso da fosfoetanolamina no país. O uso da substância, conhecida como pílula do câncer, foi autorizado por lei sancionada há uma semana pela presidente. Médicos e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são contra o dispositivo legal.

A decisão, proferida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF, foi uma resposta à Ação Direta de Inconstitucionalidade da Associação Médica Brasileira (AMB),  alegando que a lei libera o uso de uma substância que não passou pelos testes clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia. O prazo para as explicações é de cinco dias, a partir da publicação da decisão, emitida na quarta-feira (20).

No Brasil, para um medicamento ser comercializado, é necessário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária conceda um registro. Este documento só é dado quando a agência analisa e aprova todos os testes feitos pelo laboratório fabricante.

Em palestra na Fiocruz, em Brasília, na semana passada, o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse que a lei da fosfoetanolamina é uma “barbaridade” em todos os pontos de vista. “A Anvisa não registra substâncias, ela registra medicamentos. Ser autorizada como substância em geral vai querer dizer o que? Vai ter bula? Vai ter data de fabricação e de validade? Na bula, vai aparecer que a fosfoetanolamina funciona melhor sem quimioterapia? O que vai impedir que amanhã um produtor inescrupuloso coloque farinha em capsula e venda como fosfoetanolamina? Não vai ter autoridade sanitária para fiscalizar como temos com os medicamentos registrados. O potencial de dano é tremendo”, disse Barbosa.

Histórico

Sintetizada há mais de 20 anos, a fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, quando ele era ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos. Algumas pessoas tiveram acesso gratuito às cápsulas contendo a substância, produzidas pelo professor, porém sem aprovação da Anvisa. Esses pacientes usavam a pílula como se fosse um medicamento contra o câncer. Alguns chegaram a dizer que essa era a cura da doença.

Em junho de 2014, uma portaria da USP determinou que substâncias em fase experimental deveriam ter todos os registros antes de serem distribuídas à população. Desde então, pacientes que tinham conhecimento das pesquisas passaram a recorrer à Justiça para ter acesso às pílulas.

Em outubro do ano passado o Ministério da Saúde anunciou a criação de um grupo de trabalho para estudar a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina na cura do câncer. No dia 14 de abril, foi sancionada a lei para resolver essa questão do acesso e garantir aos pacientes com câncer o direito de usar a fosfoetanolamina, mesmo antes de a substância ser registrada e regulamentada pela Anvisa.

UOL

Walfredo Gurgel é o primeiro hospital público do Nordeste a implantar serviço de telemedicina

MÉTODO SERVE COMO UMA SEGUNDA OPINIÃO EM SITUAÇÕES DE DÚVIDA. (DIVULGAÇÃO)

MÉTODO SERVE COMO UMA SEGUNDA OPINIÃO EM SITUAÇÕES DE DÚVIDA. (DIVULGAÇÃO)

Mais uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Hospital Israelita Albert Einstein traz benefícios à assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que chegam ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Através do envio de informações sobre a condição de saúde do paciente, uma interação entre profissionais médicos (um do hospital com um do Einstein) proporcionará a conclusão de um diagnóstico com maior segurança.

O Walfredo Gurgel é o primeiro hospital do NE a contar com a nova tecnologia. O sistema funciona através de uma máquina que realiza uma conferência com áudio e vídeo. A ideia é que este contato com um outro profissional possa servir como uma segunda opinião, nas situações em que o médico (mesmo com os resultados dos exames solicitados em mãos) não tiver totalmente certo sobre que procedimentos deve adotar com determinado paciente.

Os primeiros testes e treinamentos aconteceram durante a terça-feira (20). Pela manhã, um paciente foi avaliado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Bernadete e a conversa aconteceu entre os médicos sem intercorrências na comunicação. A tarde, um novo teste na UTI Geral também obteve sucesso. A máquina que permite a interação entre os profissionais é equipada com teclado, monitor, duas câmeras (sendo uma de última geração), microfone e headset. Toda a comunicação é feita através da internet.

Para os casos neurológicos, as conversas poderão acontecer de domingo a domingo, das 10h às 13h. Já os casos clínicos contam com assistência 24h.   Para que a comunicação entre os médicos possa acontecer, primeiro é necessário que o profissional do Walfredo insira em um miniprontuário eletrônico (smart consult) o maior número de informações possíveis sobre o quadro de saúde do doente. Em seguida, uma chamada com vídeo conecta os dois profissionais que discutem o caso até chegar a um denominador comum.

Todos os dados inseridos do paciente ficam gravados na máquina, caso seja necessário um novo acesso. Para facilitar a conversa entre as partes, o sistema permite o envio online de documentos em formato jpeg, doc, pdf e xls. Também há a possibilidade do envio de imagens direto do PAX (raio-x digital) do Walfredo Gurgel para o consultor do Einstein.

Segundo a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, para os casos de sepse (infecção generalizada), trauma e Acidente Vascular Encefálico (AVE), por exemplo, as medidas que serão adotadas pelo médico assistente (o profissional do Walfredo) serão mais ágeis. “Para situações assim, o Albert Einstein já possui protocolos muito bem definidos e formalizados”, diz Fátima. A máquina também possui rodas e atenderá a todos os pacientes internos em setores assistenciais do hospital