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Categoria: Saúde

Em plena festa de Santana, Currais Novos fica sem serviço de traumatologia e obstetrícia

NOTA HOSPITAL CURRAIS NOVOS

Não falta mais nada acontecer para acentuar o caos da saúde pública do Rio Grande do Norte.

Em plena festa de Sant’Ana, evento de massa a participação de milhares de pessoas, o Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, irá suspender o atendimento em traumatologia, de acordo com comunicado oficial, assinado por seu diretor-geral, José de Arimatéia Bezerra.

No ofício, o gestor destaca ainda que o serviço de obstetrícia também será fechado a partir do dia 18 de julho.

A orientação, segundo o gestor, é que os problemas de traumatologia e fraturas, por menor que sejam, sejam encaminhadas para unidades hospitalares de Natal.

O transporte de pacientes de traumas e parturientes também será limitado, tendo em vista haver só uma ambulância e a cota diária de gasolina ser insuficiente para chegar em Natal.

FESTA DE SANTANA REÚNE MILHARES DE PESSOAS QUE NÃO VÃO DISPOR DE SERVIÇOS DE TRAUMATOLOGIA

FESTA DE SANTANA REÚNE MILHARES DE PESSOAS QUE NÃO VÃO DISPOR DE SERVIÇOS DE TRAUMATOLOGIA

Sesap divulga números da microcefalia no RN

SESAP DIVULGA NÚMEROS DA MICROCEFALIA NO RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta quarta-feira (13) o novo boletim com números da microcefalia no Rio Grande do Norte. Foram notificados 445 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 327 são de nascimentos ocorridos em 2015, 107 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica (SE) nº27, terminada em 09 de julho de 2016, quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014 e os demais estão entre os abortos e pré-natal.

Os casos notificados estão distribuídos em 86 municípios do estado. Os municípios com maior número de notificações são Mossoró, Natal e Parnamirim. Do total de casos notificados, 199 estão sob investigação, 123 foram confirmados e 123 foram descartados. Além disso, 4,5% dos casos notificados (20/445) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Desses óbitos, 15 foram confirmados e 5 permanecem sob investigação.

O aumento da prevalência dos casos de malformação foi evidenciado a partir dos meses de outubro e novembro de 2015, com tendência de diminuição nos meses seguintes.

 

Saúde confirma 4.855 casos de Chikungunya no RN

O MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE DOENÇAS COMO ZIKA, DENGUE E CHIKUNGUNYA

O MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE DOENÇAS COMO ZIKA, DENGUE E CHIKUNGUNYA

Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) confirmou 4.855 casos de febre de Chikungunya no Estado. O mais recente Boletim Epidemiológico aponta que foram notificados 19.566 casos, sendo 15 óbitos. Em 2015, no mesmo período, Semana Epidemiológica no. 26, foram notificados 4.745 casos, com 11 óbitos confirmados.

Uma particularidade chama a atenção da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) da Sesap: 93% dos óbitos ocorridos este ano vitimaram indivíduos acima de 60 anos de idade, com predominância do sexo masculino (9 casos).

Com relação ao período do ano de maior ocorrência de febre de Chikungunya, o pico em 2016 se estendeu até abril, enquanto que no ano passado foi até fevereiro.

A 7ª Região de Saúde, que inclui os municípios de Extremoz, Macaíba, Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante é a que concentra o maior número de casos. Na sequência aparecem a 2ª Região (Mossoró) e 4ª Região (Caicó).

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, Maria de Lima Alves, explica que devido à suspensão dos kits com os testes pelo Ministério da Saúde no período de março a junho deste ano, os números podem ser alterados: “Podemos descartar alguns casos e também confirmar para outros agravos, como dengue e zyka vírus”, afirmou.

Rio Grande do Norte tem maior incidência de chikungunya do país

 A DOENÇA É TRANSMITIDA PELOS MOSQUITOS AEDES AEGYPTI E AEDES ALBOPICTUS.


A DOENÇA É TRANSMITIDA PELOS MOSQUITOS AEDES AEGYPTI E AEDES ALBOPICTUS.

O número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal da doença. A doença é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

A chikungunya foi motivo confirmado de 45 mortes no 1° semestre na região, contra 35 mortes por dengue e cinco pelo vírus da zika. O número de mortes ainda deve crescer consideravelmente, já que há outras 400 mortes por arboviroses em investigação nestes Estados, todas sem causa confirmada.

O levantamento feito pelo UOL inclui dados das secretarias estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O governo de Sergipe não indica a quantidade de mortes em seus boletins divulgados nem a secretaria estadual de Saúde informou o número.

O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 107 mil pessoas foram infectadas pela febre chikungunya –a região tem 87% das infecções registradas em todo o país. O número de pessoas infectadas no Brasil em 2016 já é quase nove vezes maior que as registradas em todo o ano passado: 13 mil.

Assim como dengue e zika, não existe um tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e dores articulares.

Gravidade da doença assusta

A dispersão da febre chikungunya pelo Nordeste tem deixado um rastro de adultos e idosos com dores crônicas graves que sobrecarrega os serviços de saúde, além de um número ainda não explicado de mortes. Os boletins das secretarias de saúde estaduais trazem aletas da gravidade da situação.

No primeiro semestre de 2016, o número de mortes por arbovirores cresceu 426% no Rio Grande do Norte. O Estado é o que tem maior incidência de chikungunya do país.

Em Pernambuco, Estado líder em mortes pela doença na região, o índice de mortalidade de chikungunya é seis vezes maior que o da dengue. Até junho, foram sete mortes confirmadas de dengue para 19.304 pessoas infectadas (média de 0,4 morte para mil casos). Já no caso da chikungunya, são 11.273 casos confirmados de infecção, com 26 mortes: 2,1 para cada mil casos.

O índice é maior do que o apresentado na literatura médica. A letalidade de dengue nas Américas em 2014 foi de 0,7 óbitos por mil casos, enquanto o de chikungunya era de 0,2 por mil casos.

O infectologista Kleber Luz, integrante do grupo de cientistas do Ministério da Saúde que investiga o problema, diz que essa taxa de mortalidade “aparentemente” maior para a febre que no caso de outras arboviroses intriga os especialistas.

[As mortes] têm preocupado muito a comunidade científica, realmente é um comportamento estranho da doença. A expectativa é que a chikungunya não produzisse óbitos. A coisa ganhou uma dimensão maior”

Para o Ministério da Saúde, ainda é preciso investigar mais detalhadamente as mortes por chikungunya “para que seja possível determinar se há outros fatores associados, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros”. Luz diz que o Ministério da Saúde vai debater um protocolo para investigar o problema. Ele diz que, no final de julho, um grupo da comunidade científica deve se reunir em João Pessoa para essa discussão.

 Luz indica que há duas teorias mais prováveis para as mortes. “Temos vistos alguns casos em que o vírus tem invadido o sistema neurológico, causando encefalite grave, e em crianças há um quadro clássico com múltiplas lesões de pele, mas isso já era esperado. Uma outra possibilidade é que, no Brasil, a venda é livre de todos os remédios, com exceção dos antibióticos; ao adoecerem e por terem muita dor, os pacientes talvez estejam usando anti-inflamatórios e corticoides”, diz.

O uso de remédios pode, ao mesmo tempo, tornar a doença mais grave e comprometer a imunidade dos infectados. “É como se deixasse o caminho livre para o vírus matar”, explicou o infectologista.

A doença

A transmissão da febre chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. Os sintomas da doença são: febre acima de 39 graus e de início repentino e dores intensas nas articulações de pés e mãos. Pode ocorrer, também, dores de cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Contra o avanço da doença e reações mais graves, o Ministério da Saúde já formulou o Guia de Manejo Clínico, com orientações sobre o diagnóstico precoce e manejo para profissionais de saúde.

Uol

Servidores em greve farão ato no Deoclécio Marques, contra irregularidades e escorpiões

Nesta segunda-feira, os servidores da saúde do estado aprovaram em assembleia a continuidade da greve iniciada no dia 22 de junho e a realização de um ato no hospital Deoclécio Marques. O ato nesta terça (12), a partir das 09h, irá denunciar a falta de transparência na fila de cirurgias do hospital, a infestação de baratas e escorpiões, a sobrecarga de trabalho e a quarteirização da mão de obra.

O Sindsaúde aponta indícios de ingerência política na seleção das cirurgias que são realizadas no hospital e questiona ainda o uso indevido do hospital por cooperativas. O sindicato denuncia que não há transparência na fila de cirurgias, e que muitos pacientes aguardam há mais de quarenta dias pelo procedimento. “As pessoas estão esperando aqui há semanas, muito antes de a greve começar. A Sesap não pode culpar a greve”, denuncia João Assunção, diretor do Sindsaúde.

O sindicato apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal, no dia 06, pedindo que fosse aberta uma investigação sobre denúncias de ingerência política. O Sindsaúde anexou um mapa da Ortopedia, com cirurgias marcadas e observações de quem indica o paciente, incluindo a subsecretária de Saúde, Denise Aragão, ex-diretora do hospital, a própria Secretaria de Saúde e médicos.

“Não deveria haver nenhum tipo de indicação, de recado. O diretor à saúde é igual para todos. Deveria ter uma fila de cirurgias e pronto, e transparente para que todos acompanhem”, defende João Assunção, diretor do Sindsaúde. O sindicato também avalia como incomum o fluxo de pacientes de determinados municípios. “ Esse é um ano eleitoral, e sabemos como tudo é usado como moeda de troca para compra de votos. Temos que permanecer atentos”, alerta João.

O sindicato pede ainda a investigação da grande quantidade de cirurgias realizadas no plantão noturno, pela cooperativa médica, sobrecarregando os técnicos do estado, e a quarteirização de serviços, com o pagamento e contratação de profissionais que não são do quadro do estado.

O protesto também irá denunciar a proliferação de baratas e escorpiões no hospital desde o começo do ano, inclusive na sala de repouso. Na sexta-feira (08), dois escorpiões apareceram no Centro Cirúrgico.

Servidores da saúde do RN completam duas semanas em greve com ato público

Os servidores da saúde do RN completam duas semanas de greve nesta quarta-feira (06). O movimento teve início no dia 22 de junho e atinge todos os hospitais da Região Metropolitana e o Tarcísio Maia, em Mossoró. Com forte adesão, tem reduzido atendimentos e cirurgias eletivas, em hospitais como o Deoclécio Marques, o Ruy Pereira e o Tarcísio Maia.
Neste dia, os servidores participarão de um ato unificado em defesa da saúde pública com o funcionalismo estadual e federal, nesta quarta-feira (06), a partir das 09h, em frente ao Hospital Onofre Lopes (Huol). De lá, sairão em caminhada.

O ato é convocado pelo Fórum dos Servidores Estaduais do RN e também por entidades do funcionalismo federal do INSS e da UFRN.
Mais cedo, às 08h, os servidores do Hospital Giselda Trigueiro realizarão um abraço coletivo no hospital.
NEGOCIAÇÕES
O governo estadual recebeu o Sindsaúde em duas audiências, na Sesap e no Gabinete Civil, mas não atendeu a pauta de reivindicações dos servidores, que vai da recomposição salarial a garantia de concurso público na saúde estadual e a retirada do PL que cria a Previdência Complementar.

Campanha de vacinação da pólio é adiada devido à Olimpíada

 IMUNIZAÇÃO OCORRERÁ EM SETEMBRO; EM 2015, CAMPANHA FOI FEITA EM AGOSTO. POLIOMIELITE ESTÁ ERRADICADA NO BRASIL DESDE 1990.


IMUNIZAÇÃO OCORRERÁ EM SETEMBRO; EM 2015, CAMPANHA FOI FEITA EM AGOSTO.
POLIOMIELITE ESTÁ ERRADICADA NO BRASIL DESDE 1990.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será feita em setembro, de acordo com o Ministério da Saúde. A mudança na data da imunização, que geralmente ocorre em agosto, ocorre devido à Olimpíada no Rio.

Segundo a pasta, a variação do mês não deve prejudicar a imunização da população, já que a doença está erradicada do país desde 1990. A vacinação é feita para evitar que a pólio volte a circular.

Devem ser vacinadas crianças entre 6 meses e 5 anos de idade que ainda não tenham completado o esquema de prevenção da doença.  O esquema vacinal contra a poliomielite é de três doses da vacina injetável e mais duas doses de reforço em versão oral. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é erradicar a doença até 2018.

G1 SP

Corredômetro registra 190 pacientes em macas, número é o maior desde sua criação

 WALFREDO GURGEL TEM MAIOR NÚMERO, COM 94 PACIENTES


WALFREDO GURGEL TEM MAIOR NÚMERO, COM 94 PACIENTES

Nesta segunda-feira (04), a quantidade total de pacientes em macas nos quatro maiores hospitais do RN registrou o maior número desde o início do Corredômetro, em junho de 2015. O número chega à 190 pessoas em macas, batendo o recorde da contagem de maio deste ano, que alcançou 189.

No Hospital Walfredo Gurgel, a contagem contabilizou 94 pacientes recebendo atendimento em macas, sendo 30 diretamente nos corredores. Cerca de 8 pacientes estão à espera da internação na UTI. Em maio, pela primeira vez, o Walfredo atingiu 100 pacientes, durante o governo Robinson, que de acordo com o Corredômetro, chega a índices semelhantes ao do governo Rosalba Ciarlini. No Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, foi contabilizado 46 pacientes em macas. Na semana passada, servidores do Tarcísio Maia registraram a presença de um rato na sala de apoio do Pronto Socorro.

“A superlotação continua mostrando que a falta de leitos é uma realidade que tem continuidade no governo Robinson. Assim como os problemas estruturais, falta de materiais e medicamentos e déficit de servidores, nos hospitais do RN. Uma das reivindicações da nossa greve, são mais recursos para a saúde, que o governo invista o que de fato a saúde necessita”, disse Manoel Egídio Jr, Coordenador-geral do Sindsaúde.

Os servidores da saúde do estado entram para a segunda semana de greve. Na quarta (06), a categoria realizará um ato unificado com o funcionalismo estadual, em defesa da saúde pública, no Hospital Onofre Lopes, às 09h.