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Categoria: Saúde

Operadoras de planos de saúde querem até 30 dias úteis para marcar consulta

 O DIRETOR-EXECUTIVO DA ABRAMGE, ANTONIO CARLOS ABBATEPAOLO (EM FOCO), DURANTE AUDIÊNCIA NO SENADO

O DIRETOR-EXECUTIVO DA ABRAMGE, ANTONIO CARLOS ABBATEPAOLO (EM FOCO), DURANTE AUDIÊNCIA NO SENADO

Operadoras de planos de saúde querem que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aumente de 7 para até 30 dias úteis o prazo mínimo para agendamento de consultas médicas. O setor fala em falta de especialistas no interior do país e reclama do valor das multas aplicadas em caso de atraso.

Hoje, as operadoras precisam marcar consultas com médico pediatra, ginecologista, obstetra, clínico ou cirurgião geral em, no máximo, 7 dias úteis. Para as demais especialidades, o prazo é de 14 dias. No caso de procedimentos de alta complexidade, o agendamento precisa ser feito em 21 dias.

A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) sustenta que os prazos estão fora dos padrões internacionais. A entidade afirma ter feito pesquisas em outros países e chegado à conclusão de que os períodos máximos para atendimento só existem no Brasil.

Segundo um levantamento da associação, consultas com especialistas nos Estados Unidos ocorrem, em média, de 15 a 27 dias. No Brasil, o limite é de 14 dias.

Já as cirurgias eletivas –quando o procedimento não é emergencial– precisam ser agendadas em até 21 dias no Brasil. No Reino Unido, de acordo com a Abramge, 41,7% dos pacientes aguardam mais de 3 meses para os mesmos procedimentos. Em Portugal, o percentual dos que esperam por esse mesmo prazo chega a 58,1%.

A Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) avalia que essa comparação não é válida porque, no Brasil, o modelo de atendimento mais utilizado é o da medicina de grupo.

Nesse sistema, as operadoras prestam serviços de saúde por meio de um hospital próprio ou credenciado –tudo a um preço fixo mensal. ”Isso não acontece em outros países do mundo”, afirma a coordenadora-institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

Para Dolci, os prazos definidos pela ANS que estão em vigor atualmente são razoáveis. ”O consumidor contrata um plano para complementar o atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Não é lógico que ele tenha que esperar”, diz. ”Se as operadoras oferecem um contrato, têm que ter a capacidade de cumpri-lo.”

Segundo o diretor-executivo da Abramge, Antonio Carlos Abbatepaolo, a associação ainda não fez um pleito oficial à ANS no sentido de flexibilizar os prazos atuais. Mas proporá, em breve, algo que se aproxime do que é praticado em outros países –em torno de 30 dias para os procedimentos mais simples.

PESO NO BOLSO
No centro da discussão, estão as multas aplicadas pela ANS em caso de atraso nos atendimentos. ”Cada consulta com especialista custa, em média, R$ 80 para as operadoras. Quando há atraso, a multa é de R$ 80 mil. É um valor desproporcional”, afirma Abbatepaolo.

As operadoras também reclamam da falta de médicos especialistas no interior do país, sobretudo quando há aumento sazonal na demanda em função do clima.

Além das multas e falta de médicos, os efeitos da crise econômica são outros dos argumentos do setor na negociação com a ANS. Desde o início de 2015, as empresas já perderam cerca de 1,5 milhão de clientes –número que deve subir para 2 milhões até o final de 2016, segundo estimativa da Abramge.

Uol

Presidente da Assembleia recebe médicos e discute crise na saúde no RN

SETOR QUER QUITAÇÃO DE R$ 21 MILHÕES EM DÉBITOS E MEDIDAS QUE GARANTAM O FUNCIONAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA NO ESTADO. (SITE/ALRN)

SETOR QUER QUITAÇÃO DE R$ 21 MILHÕES EM DÉBITOS E MEDIDAS QUE GARANTAM O FUNCIONAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA NO ESTADO. (SITE/ALRN)

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), recebeu uma comissão de entidades médicas nesta quarta-feira (14), que externou o atraso de 7 meses de repasses do Governo do Estado com cooperativas médicas e hospitais particulares que atendem pacientes do SUS.

“Apesar da crise financeira o Estado tem que enfrentar esta demanda e encontrar soluções. No enfrentamento da crise da segurança foi feito este esforço e para a saúde urge a busca da normalidade no atendimento. São vidas que estão sendo perdidas. Vamos unir esforços e trazer resolutividade para o setor”, salientou Ezequiel Ferreira.

O líder do governo, deputado Dison Lisboa (PSD), participou da audiência e se prontificou em encontrar caminhos no âmbito do executivo. Os deputados Albert Dickson (PROS), Gustavo Carvalho (PSDB), Cristiane Dantas (PCdoB), Gustavo Fernandes (PMDB) e Hermano Morais (PMDB) também debateram com a classe médica.

“As consequências do não pagamento às cooperativas e aos sete hospitais conveniados tem sido o acúmulo de dívidas da ordem de R$ 21 milhões e há mais de 40 dias não são realizados procedimentos cirúrgicos na rede privada conveniada”, explicou Marcelo Cascudo, presidente da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte, (Coopmed-RN).

Marcelo Cascudo rememorou que na primeira quinzena de julho o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira de Souza, intermediou uma audiência entre as cooperativas e o Governo do Estado. “Foi estabelecido um cronograma de pagamento por parte do governo, mas não chegou a ser cumprido”, pontuou.

O presidente da Coopmed também pediu apoio político aos deputados para que dialoguem com o Tribunal de Justiça, mesmo entendendo a autonomia e independência dos poderes, para que se concretize o repasse de R$ 20 milhões do TJRN como empréstimo para o Governo do RN. “Só enxergamos esta solução para viabilizar o pagamento dos débitos para com a Coopmed e Hospitais particulares. Vejo com a luz no final do túnel diante da crise do Poder executivo”, explicou o médico Fernando Pinto.

O médico Madson Vidal, da Associação dos Amigos da Criança Cardiopata, fez um depoimento emocionado conclamando para um pacto pela saúde. “Não estamos conseguindo oferecer o atendimento. Estamos contando óbitos”, disse.

Por sua vez, o médico Álvaro Barros, cardiologista do Incor, relatou que o Governo do Estado em provocado o desmonte do sistema de alta e médica complexidade. “A rede pública não faz este atendimento. Há o convênio com a rede privada para que o atendimento cirúrgico de alta e média complexidade aconteça no Rio Grande do Norte. Sem o pagamento dos procedimentos os hospitais e clínicas irão falir e fechar as portas. Com isto o sistema falha e o desmonte do sistema será concretizado”, explica.

Diante das dificuldades financeiras muitos hospitais privados estão demitindo funcionários ou decretando férias para parte de seus colaboradores. Hospital do Coração, Memoria, Natal Hospital Center e Incor adotaram estas medidas para enfrentar a crise. “Tem hospital recorrendo a empréstimo e contas garantia para cumprir seus compromissos. Mas uma hora o crédito falhará e a falência será concretizada”, alertou Álvaro Barros.

A Cooperativa Médica do RN possui cerca de 1.600 cooperados distribuídos em 36 especialidades. Fundada em 19 de fevereiro de 2003, a Cooperativa Médica do RN começou a funcionar efetivamente em 2006.

A prestação dos serviços acontece nos hospitais particulares que atendem ao SUS e onde é possível realizar cirurgias e procedimentos de Alta e Média Complexidade proporcionando à população mais carente um serviço de excelência.

Saúde vai examinar mais de 45 mil crianças na Campanha do Tracoma

Doença ocular crônica, recidivante e endêmica, que pode causar perda da visão, o tracoma exige um exame essencialmente clínico, feito por meio de um exame ocular externo e as crianças de até 10 anos são as mais susceptíveis à reinfecção. Para combater o problema, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está realizando uma campanha para identificar e tratar os casos.

 A meta da Campanha Nacional do Tracoma é examinar 45.514 escolares em 20 municípios do Estado. São duas equipes de 4 examinadores, que estão, desde ontem (12), visitando as escolas com o apoio técnico e logístico das Unidades Regionais de Saúde. Os exames vão acontecer até o dia 25 de novembro.

 No RN, a campanha é coordenada pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE), vinculada à Coordenação de Promoção à Saúde (CPS).

O diagnóstico do tracoma é essencialmente clínico, feito por meio de um exame ocular externo, realizado por profissional certificado pelo Ministério da Saúde.

Os municípios que vão receber as equipes são Goianinha, Espírito Santo, Canguaretama, Lagoa de Pedra, Brejinho, Natal, Mossoró, Touros, Tangará, São José de Mipibu, Santa Maria, Macaíba, Cerro Corá, Bodó, Caraúbas, Assu, Rio do Fogo, Ceará Mirim, São Paulo do Potengi e Baía Formosa.

Servidores da Assembleia fazem doação coletiva de sangue ao Hemonorte

 A INICIATIVA PARTIU DO SETOR DE SAÚDE DA CASA, QUE SE SENSIBILIZOU COM OS NÚMEROS DO HEMONORTE. (FOTO:SITE/ALRN)

A INICIATIVA PARTIU DO SETOR DE SAÚDE DA CASA, QUE SE SENSIBILIZOU COM OS NÚMEROS DO HEMONORTE. (FOTO:SITE/ALRN)

Os servidores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte atenderam ao apelo do Hemonorte e farão uma ação coletiva de doação na próxima terça-feira (13). A coleta vai acontecer das 8h às 15h, na unidade móvel do Hemonorte, que estará em frente à sede do Poder Legislativo. A comunidade também pode participar.

A iniciativa partiu do setor de Saúde da Casa, que se sensibilizou com os números do Hemonorte. Segundo dados do hemocentro, os estoques de sangue de fatores negativos (O e AB negativo) estão em situação crítica, comprometendo o fornecimento de sangue e hemocomponentes para a rede hospitalar.

“Pretendemos criar uma cultura do doação de sangue entre os nossos servidores e servir de exemplo para outros órgãos. Partindo do princípio que os nossos colaboradores são saudáveis, eles estarão aptos a fazer a doação e colaborar, de forma solidária, com o banco de sangue do Estado”, afirma Geane Augusto Lima, gerente de enfermagem da Assembleia. Ela também informou que na mesma data, o setor vacinará os servidores contra a Hepatite e o Tétano.

A expectativa é de que pelo menos 150 pessoas façam a doação na unidade móvel. A chefe da Divisão de Serviço Social do Hemonorte, Miriam Mafra, lembra que “uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas” e alertou para os requisitos básicos para a coleta.

Requisitos básicos

– Ter entre 16 e 69 anos (o candidato para doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos necessita de autorização e presença dos pais (pai ou mãe) ou responsável legal, durante todo processo da doação de sangue)

– Ser saudável

– Pesar acima de 50kg

– Repouso mínimo de 6 horas na noite anterior

–  Evitar alimentos gordurosos antes da doação

– Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores

– Apresentar um documento oficial com foto

 

Sábado é o “Dia D” da Campanha de Vacinação Antirrábica

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) vai realizar neste sábado (10), a maior mobilização da Campanha de Vacinação Antirrábica de cães e gatos do RN. Os animais podem ser vacinados das 8h às 17h em postos fixos nos municípios. A estimativa é de que 742.555 animais sejam imunizados, sendo desses 530.638 cães. E para que a meta de 80% que assegura a quebra da cadeia de transmissão da raiva do cão para as pessoas seja atingida, é preciso que 424.511 cães sejam vacinados. A campanha foi iniciada em 8 de agosto e prossegue até 10 de outubro.

No RN, o último caso de raiva humana ocorreu em 2010, mas há, anualmente, em média 27 casos de raiva animal diagnosticados laboratorialmente. Em 2015, o registro de casos de raiva animal foi superior à média anual e foi o maior dos últimos cinco anos. Nesse ano foram diagnosticados laboratorialmente 39 animais positivos para raiva, sendo cinco cães. Esse número de casos de raiva canina chama atenção da vigilância da raiva, pois, de 2005 a 2015, esse foi o ano com maior registro de raiva em cães no estado. Além disso, a variante viral identificada em quatro desses cães foi proveniente de raposa, comprovando a inter-relação entre animais de estimação e silvestres.

 O caso de raiva humana de 2010 do RN teve como animal transmissor um morcego. Historicamente, no Rio Grande do Norte, os quirópteros são os animais mais acometidos por raiva, correspondendo a 52,82% dos casos diagnosticados entre todas as espécies encaminhadas para exame laboratorial de raiva. Este ano, dos 14 casos diagnosticados laboratorialmente no RN, 10 ocorreram em morcegos.

A Sesap alerta que o envolvimento dessa espécie animal no ciclo da raiva traz preocupação, pois quirópteros raivosos podem entrar nas residências, colocando em risco pessoas e animais. “Dessa forma, considerando o poder de transmissão do vírus rábico entre os animais de estimação e que os mamíferos silvestres raivosos podem ser fonte de infecção dessa doença, devemos proteger os cães e gatos vacinando-os contra raiva anualmente”, afirma Cinthia Higashi, xxx.

 Ministério da Saúde

De acordo com o Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses do Ministério da Saúde (2016), a vacina antirrábica animal é a única preconizada e normatizada para uso no serviço público de saúde e constitui uma das ferramentas do Programa Nacional de Vigilância e Controle da Raiva no Brasil. Na campanha de vacinação antirrábica anual o objetivo é a prevenção da raiva nos cães e gatos, uma vez que o cão ainda é considerado como principal transmissor dessa doença para as pessoas, e que cresce a preocupação com a transmissão da raiva por gatos no país.

De 2005 a agosto de 2016, foram registrados no país 33 casos de raiva humana, sendo 54,54% transmitidos por cães. No entanto, nesse último ano, dos três casos de raiva humana diagnosticados no Brasil, em dois deles o animal transmissor foi o gato, que teve como animal fonte de infecção da raiva o morcego.

RN tem 137 casos confirmados de microcefalia

 DO TOTAL DE CASOS NOTIFICADOS, 7,7% (35) EVOLUÍRAM PARA ÓBITO APÓS O PARTO


DO TOTAL DE CASOS NOTIFICADOS, 7,7% (35) EVOLUÍRAM PARA ÓBITO APÓS O PARTO

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta quarta-feira (24) o mais recente boletim com casos de microcefalia no Rio Grande do Norte. Foram notificados 455 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 331 são de nascimentos ocorridos em 2015, 114 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº33, terminada em 20/08/2016, e quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014; os demais estão entre os abortos e pré-natal.

Do total de casos suspeitos, 131 estão sob investigação, 137 foram confirmados e 187 foram descartados (descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de caso). Os casos confirmados estão distribuídos em 45 municípios do Estado.

Do total de casos notificados, 7,7% (35) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Do total de óbitos,  28,5% (10/35) permanecem em investigação, 62,9% (22/35) foram confirmados e 8,6% (3/35) foram descartados.

Estado descumpre acordo com cooperativas médicas e hospitais provocando a suspensão de cirurgias

 OS HOSPITAIS PÚBLICOS COMO O WALFREDO GURGEL ESTÃO NOVAMENTE SUPERLOTADOS

OS HOSPITAIS PÚBLICOS COMO O WALFREDO GURGEL ESTÃO NOVAMENTE SUPERLOTADOS

O Governo do Estado desde janeiro não efetua o pagamento às cooperativas médicas, que complementam a realização de cirurgias de alta e média complexidade pelo SUS em diversas especialidades: ortopedia, neurologia, oncologia, cardiologia, pediatria e urologia. Mais de 15 mil procedimentos cirúrgicos não foram pagos. Já o convênio com os hospitais privados (Hospital do Coração, Natal Center, Promater-Incor, Memorial, Prontoclínica Paulo Gurgel e LIGA), o atraso é ainda maior: desde o final de 2015. Em virtude disso, os hospitais públicos como o Walfredo Gurgel estão novamente superlotados, com pacientes internados nos corredores, aguardando há mais de 60 dias por uma cirurgia.

Em meados de julho, quando o serviço estava também suspenso, o governador Robinson Faria recebeu os representantes das cooperativas médicas e dos hospitais privados, acordando pagar o atrasado a partir daquele mês, de forma parcelada, o que não ocorreu em julho, causando novamente a paralisação.

“O Estado descumpre o acordo assumido conosco e não nos resta outra saída a não ser a paralisação do serviço, atendendo apenas os casos de urgência”, relata o Dr. Marcelo Cascudo, presidente da COOPMED.

O descumprimento do acordo por parte do Estado ocorre pelo fato da Secretária Estadual de Saúde não ter assinado seu termo de posse, lhe impedindo de assinar o Termo de Cooperação entre os Entes Público (TCEP), e portanto repassar os recursos. O MP já ajuizou uma ação contra o Estado.

Câmara aprova MP que prorroga Mais Médicos por três anos

PROFISSIONAIS CUBANOS DO MAIS MÉDICOS (FOTO: MANU DIAS)

PROFISSIONAIS CUBANOS DO MAIS MÉDICOS (FOTO: MANU DIAS)

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira, 22, o texto-base da medida provisória (MP) que prorroga por mais três anos o programa Mais Médicos, do governo federal. A proposta foi aprovada em votação simbólica, ou seja, sem contagem nominal de votos, após acordo entre partidos da base aliada e da oposição ao governo do presidente em exercício Michel Temer. Faltam ainda votar os destaques à matéria.

A MP precisa ser aprovada pelo Senado Federal até a próxima segunda-feira, 29, quando perde sua validade. De acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, há um acordo para que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coloque a proposta em votação ainda esta semana no plenário da Casa, para que ela siga para sanção presidencial antes de perder a validade.

Na prática, a MP prorroga por três anos o prazo de atuação dos médicos do programa, que permite tanto a profissionais estrangeiros quanto brasileiros formados no exterior atuarem como médicos sem diploma revalidado no País. A proposta, editada pela presidente afastada Dilma Rousseff, também prorroga por três anos o visto temporário concedido aos médicos intercambistas estrangeiros inscritos no programa.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida permitirá que sete mil profissionais (a maioria cubanos) permaneçam no Brasil. Os prazos acabariam em outubro de 2016. Só a partir de 30 de agosto, um dia após a MP perder a validade, 2 mil profissionais terão de deixar o programa, caso a proposta não seja aprovada a tempo. Caso a MP não seja votada a tempo, automaticamente os profissionais estrangeiros perdem o direito de atender pacientes.

Embate

Mesmo com acordo para votação simbólica, a MP foi alvo de críticas de parlamentares que são contra o programa. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) afirmou que o programa celebra a cultura do improviso. “Hoje, no Brasil, temos brasileiros formados fora do Brasil. Que se faça um Revalida (exame de validação de diploma) para aprovar os brasileiros formados no exterior para devolver os estrangeiros”, disse.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS), por sua vez, defendeu o programa. Para o petista, o programa não é limitado a bolsas para estrangeiros, mas também é responsável pela criação de vagas em cursos de Medicina. O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) lembrou que a aprovação da MP hoje pela base aliada de Temer, que criticava o programa na época do governo Dilma, é a “prova de fogo da política governamental. “O Mais Médicos não tem de ser de Dilma ou de Temer, tem de ser do País, do povo brasileiro”, disse.

Exame