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Categoria: Saúde

Mãe descobre microcefalia em bebê depois de um mês de vida, no Ceará

ARTHUR NASCEU SEM NENHUM SINTOMA APARENTE DE MICROCEFALIA (FOTO: MICHEL VICTOR/ G1 CE)

ARTHUR NASCEU SEM NENHUM SINTOMA APARENTE DE MICROCEFALIA (FOTO: MICHEL VICTOR/ G1 CE)

O filho de Cristiane Gaspar tem apenas um ano de idade e nasceu aparentemente saudável, após a mãe fazer todos os exames do pré-natal sem diagnosticar problemas. Foi quando completou um mês de vida que a jovem, influenciada por  notícias sobre microcefalia, atentou que o menino, apesar de não apresentar nenhum sintoma neurológico, tinha o crânio com circunferência de 33 cm, condição característica dos recém-nascidos com microcefalia quando surgiram os primeiros casos da doença relacionada ao vírus da zika. Hoje, um bebê é considerado portador de microcefalia quando tem circunferência igual ou inferior a 32 cm.

“O meu filho nasceu com 33 cm [de circunferência do cérebro], mas na maternidade onde ele nasceu os exames foram  todos normais, a minha alta foi normal. Antes do parto, o pré-natal foi tranquilo, minhas ultrassonografias todas foram normais. A descoberta [da doença] se deu a partir do início do surto, quando vi no noticiário da  TV e fiquei com aquela coisa na cabeça”, conta a mãe, universitária de 22 anos.

A mãe resolveu investigar e levou o bebê ao pediatra. O menino estava com um mês de vida. “O pediatra passou um ultrassom da cabeça, pois como a moleira ainda estava aberta a visualização seria melhor. O exame apresentou pequenas calcificações no cérebro, mas a microcefalia não foi diagnosticada”, conta.

O exame seguinte foi uma tomografia e mais uma vez, nenhum diagnóstico da doença. O pediatra pediu, então, que fosse feita uma ressonância magnética. “Neste exame, foi confirmado o diagnóstico de microcefalia. O laudo indicou que ele tinha pequenas calcificações e corpo caloso do cérebro reduzido”, explica a mãe.

O corpo caloso é uma estrutura cerebral que faz a conexão entre os dois hemisférios (direito e esquerdo) do cérebro dos seres humanos.  De acordo com os especialistas, lesões no corpo caloso podem provocar diversos problemas como dificuldades na orientação de direção, problemas relacionados à linguagem, dificuldades em reconhecimento de objetos visuais e dificuldades de diferenciação dos dois lados do corpo.

A descoberta da doença posterior ao nascimento fez do menino um dos casos analisados em estudo publicado pelos Centros de Controle e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). O descreve 13 casos – onde em em Pernambuco e dois no Ceará – de bebês cujas mães tiveram zika durante a gravidez. No Ceará, o estudo foi feito no hospital infantil Albert Sabin.

Os pesquisadores já sabiam que o zika podia causar problemas no desenvolvimento cerebral mesmo quando não havia sinais externos de microcefalia. Mas o novo trabalho é o primeiro a mostrar o desenvolvimento dos sintomas após o nascimento.

Cristiane não lembra de ter tido zika durante a gestação. “Cerca de 80% das pessoas que são infectadas pelo vírus zika não desenvolvem os sintomas da doença. Isso também ocorre em grávidas, que têm filhos aparentemente saudáveis, mas que só descobre a patologia ao acompanhar a redução do tamanho da cabeça dos filhos”, explica o neurogeneticista do  Albert Sabin, André Luiz Santos Pessoa, um dos coordenadores do estudo no Ceará, com a coautoria da médica Erlane Marques Ribeiro, do mesmo hospital.

Os especialistas identificaram 20 casos de bebês que nasceram aparentemente saudáveis no Ceará. O estudo apresenta o resultado  do acompanhamento de dois deles.  “Com o passar de poucos meses, por causa de malformações cerebrais, os bebês desenvolveram a microcefalia, crescimento da cabeça abaixo da média. Trata-se da microcefalia congênita”, explica o médico.

“Destes, 11 desenvolveram microcefalia mais tarde”, afirmaram os cientistas. “Este crescimento anormalmente lento da cabeça foi acompanhado por sérias complicações neurológicas”. A pesquisa mostra, ainda, que todos os bebês  acompanhados tinham problemas de motricidade similares aos de uma paralisia cerebral.  Como os bebês foram observados durante o primeiro ano de vida, as deficiências cognitivas não puderam ser observadas.

O neurogeneticista diz, porém, que a exposição ao vírus zika não é determinante para que os bebês desenvolvam a doença e o estudo não indica a incidência com que a microcefalia pode se desenvolver depois do nascimento.

Diante do resultado das pesquisas, os especialistas alertam para que os obstetras realizem tomografias cerebrais nos fetos expostos ao  vírus zika durante a gravidez e que alertem os pais para que façam o acompanhamento médico do desenvolvimento do bebê nos meses posteriores  ao nascimento. Os autores do trabalho são de 17 instituições brasileiras e americanas.

G1 RN

Brasil tem mais casos de chikungunya do que de zika em 2016

 EXEMPLARES DE AEDES AEGYPTI EM LABORATÓRIO EM CAMPINAS. (FOTO: PAULO WHITAKER/REUTERS)

EXEMPLARES DE AEDES AEGYPTI EM LABORATÓRIO EM CAMPINAS. (FOTO: PAULO WHITAKER/REUTERS)

O ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (24) que os casos de chikungunya tiveram um crescimento de 850% em 2016, e que o ano de 2017 terá ainda mais casos. Os dados são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti.

De acordo com o ministro Ricardo Barros, foram 251.051 casos da doença neste ano, contra 26.435 em 2015 – os registros superam os de zika no mesmo período, com 208.867 notificações e apenas 3 mortes.

Em 2016, morreram 138 pessoas por chikungunya enquanto que, no ano passado, foram somente seis óbitos. O pico da doença ocorreu em março. Questionado pelo G1 sobre o motivo da alta taxa de crescimento, Ricardo Barros disse que é “uma estatística”.

“É uma estatística. Nós tivemos uma infestação maior e esperamos que esse resultado alerte as pessoas para se protegerem mais”, afirmou.

Para ele, o ministério não falhou nas ações e tem feito o planejamento para quando houver surtos de doenças. “Não [falhou], é uma incidência, gente. Não há como se prever a incidência das doenças. O que temos feito é uma estatística e um planejamento para que estejamos preparados, para que quando acontece, a saúde pública esteja em condições de atender”.

As doenças do Aedes

Além do alerta sobre a chikungunya, Barros fez um balanço sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes. Ele afirmou que os casos de zika e dengue deverão se manter estáveis em 2017 e ter o mesmo número de registros. “Nós não esperamos que aumentem os casos de dengue e zika”, disse. “Este ano a nossa maior preocupação é a chikungunya”, completou.

No caso da dengue, foram 1.458.355 casos prováveis em 2016, contra 1.543.000 em 2015. Houve uma redução de 50% nos casos graves da doença e de 36% em relação aos óbitos do ano anterior.

Os casos confirmados de microcefalia chegam a 2.159, sendo que 3.115 continuam em observação e 4.925 foram descartados. O Nordeste concentra 66% do total de casos confirmados da malformação. Para os moradores da região, Barros pediu “mais cuidado e atenção”.

“É preciso que haja da população do Nordeste mais cuidado, mais atenção, para que esses casos não se multipliquem tanto nessa região.”

A zika atingiu 2.281 municípios e teve seu pico em fevereiro, com 17.541 ocorrência por semana, em média. A pasta estima que, dos mais de 200 mil casos notificados, 16.696 casos tenham sido em gestantes.

Investimento

Segundo o ministro, no ano passado foram gastos cerca de R$ 500 milhões no combate às doenças propagadas pelo Aedes aegypti. O orçamento para a área em 2017 ainda não foi definido e está em votação no Congresso.

“O dinheiro foi aplicado em diversas frentes, disse, como no combate direto ao mosquito com a compra de larvicidas e equipamentos de pulverização, além de investimentos em pesquisas, […] entre elas, para vacinas”, acrescentou.

Ao todo, segundo levantamento da pasta, 855 cidades, que representam 34% dos municípios pesquisados, se encontram em situação de alerta e risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Atualmente, a adesão à pesquisa do ministério é voluntária, mas Barros anunciou que vai propor que, a partir de 2017, ela seja obrigatória a todos os municípios com mais de 2 mil imóveis.

Das 22 capitais levantadas pelo ministério, Cuiabá é a única em situação de alto risco. Já nove estão em alerta e 12 em condições satisfatórias.

Bem Estar

Centro de Detenção Provisória de Candelária recebe serviços de saúde

 AÇÃO TEM COMO OBJETIVO AMPLIAR AS AÇÕES DE SAÚDE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) PARA A POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE. (DIVULGAÇÃO/SMS)

AÇÃO TEM COMO OBJETIVO AMPLIAR AS AÇÕES DE SAÚDE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) PARA A POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE. (DIVULGAÇÃO/SMS)

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Distrito Sanitário Sul realiza de hoje (24) até o dia 28 de novembro, a primeira edição de saúde prisional no território sul. A ação, que segue a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) será realizada no Centro de Detenção Provisória de Candelária, das 8h às 12h.

A ação tem como objetivo ampliar as ações de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população privada de liberdade, fazendo com que cada unidade básica de saúde prisional passasse a ser visualizada como ponto de atenção da Rede de Atenção à Saúde.

No primeiro dia, a ação será voltada para os agentes de segurança pública e, posteriormente, à população carcerária, quando serão ofertados serviços de teste rápido das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), educação em saúde sobre métodos de prevenção dessas infecções, além de exposição sobre tuberculose, orientação nutricional, distribuição de hipoclorito de sódio, verificação de glicemia, pressão arterial e orientações de controle e prevenção da pressão.

Boletim aponta 142 casos confirmados de microcefalia no RN

DO TOTAL DE CASOS, 134 ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO, 142 FORAM CONFIRMADOS E 204 FORAM DESCARTADOS

DO TOTAL DE CASOS, 134 ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO, 142 FORAM CONFIRMADOS E 204 FORAM DESCARTADOS

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou novo boletim com a situação epidemiológica da microcefalia no Rio Grande do Norte. Foram notificados 480 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 334 são de nascimentos ocorridos em 2015, 135 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº 45, terminada em 12/11/2016, quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014 e os demais estão entre os abortos e pré-natal.

Do total de casos, 134 estão sob investigação, 142 foram confirmados e 204 foram descartados (por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de caso).

Os casos confirmados estão distribuídos em 47 municípios do Estado. Lideram as estatísticas de casos confirmados, os municípios de Natal, com 40 casos, Mossoró 14 e Parnamirim 9.

Do total de casos notificados, 7,5% (36/480) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Segundo a classificação, 25% (9/36) permanecem em investigação e 64% (23/36) foram confirmados e 11% (4/36) foram descartados.

Audiência pública vai debater atenção à saúde de diabéticos

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai promover audiência pública sobre diabetes na próxima sexta-feira (25), às 8h30, no auditório da Governadoria, em Natal.

O evento é realizado em conjunto pelas 62ª, 48ª e 47ª Promotorias de Justiça da Comarca de Natal e objetiva discutir a rede de atenção ao paciente diabético, desde a atenção básica à atenção terciária no Estado, em especial no Município de Natal.
A audiência é aberta ao público. Na oportunidade, serão prestados esclarecimentos acerca da importância do autocuidado, da assistência à saúde e sobre a atuação ministerial na área respectiva. Além disso, os promotores de Justiça aproveitarão para obter informações dos participantes sobre a prestação dos serviços mencionados e os problemas identificados pelos usuários do sistema público de saúde.

Foram convidados para o evento os membros do MPRN e do Tribunal de Justiça, que atuam nas Varas da Fazenda Pública de Natal; integrantes do Comitê Estadual de Demandas Judiciais da Saúde; da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte; da OAB-RN; das Secretarias de Saúde do Estado e do Município de Natal; de hospitais públicos; do Conselho Estadual de Saúde; Conselho Municipal de Saúde de Natal; da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) de Natal; dos conselhos regionais de Medicina, de Enfermagem e Farmácia; Sociedade Endocrinologia e Metabologia do RN; de associações que reúnem diabéticos, entre outros.

RN notifica 62.773 casos suspeitos de dengue em 2016; Sesap faz alerta para prevenção

O MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE DOENÇAS COMO ZIKA, DENGUE E CHIKUNGUNYA

SESAP ORIENTA PARA QUE A POPULAÇÃO INTENSIFIQUE AS MEDIDAS PREVENTIVAS EM RELAÇÃO AO VETOR AEDES AEGYPTI

A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap divulgou boletim com atualização dos números da dengue, zika e chikungunya no Rio Grande do Norte. Os dados mostram uma situação ainda preocupante em relação ao controle do mosquito aedes aegypti.

No RN 78% dos municípios apresentam índice de infestação predial com classificação de alerta ou risco, o que demonstra a importância da conscientização de que cada morador é responsável por cuidar e supervisionar seu próprio imóvel, seguindo as orientações feitas pelo agente de endemias no ato de sua visita ao domicílio.

Por isso a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) orienta para que a população intensifique as medidas preventivas em relação ao vetor, entre elas: não acumular lixo em locais impróprios e manter a lixeira fechada, manter as caixas d’água e outros recipientes de armazenamento de água fechados, não deixar água acumulada sobre a laje ou calhas, colocar areia nos vasos das plantas, entre outras. O controle do vetor Aedes aegypti é realizado pelos Agentes de Endemias nos municípios sob a supervisão e orientação dos técnicos da Sesap.

Dengue

No Rio Grande do Norte foram notificados 62.773 casos suspeitos de dengue em 2016, até a semana epidemiológica número 44 (terminada em 05/11/2016). Um aumento importante no percentual quando comparado ao mesmo período de 2015, quando foram notificados 26.808 casos suspeitos.

Dos 62.773 casos notificados em 2016, 9.500 foram confirmados. Em 2015, dos 26.808 suspeitos, no mesmo período, foram confirmados 5.884 casos.

Em 2016, até o momento foram confirmados 10 óbitos por dengue grave, sendo 01 em Natal, 06 em Mossoró, 01 em Currais Novos, 01 em Pedro Avelino e 01 em Jardim do Seridó.

 Febre de Chikungunya

Em 2016, da semana epidemiológica 01 a 44 foram notificados 26.484, sendo confirmados 7.459 casos, por critérios laboratoriais, clínicos e epidemiológicos.

No ano de 2015, da semana epidemiológica 01 a 44 foram notificados 4.551 casos de Chikungunya no RN, sendo confirmados no mesmo período apenas oito casos.

 Zika Vírus

Em 2016 no mesmo período foram notificados 5.729, sendo 163 confirmados.

Em 2015, no mesmo período foram notificados 8.326 casos suspeitos de zika vírus, sendo 110 confirmados.

 Óbitos por dengue, zika e chikungunya

Em 2016, dos casos que evoluíram para óbito, 10 foram confirmados para dengue grave, 30 para chikungunya e quatro para zika vírus, de acordo com investigação por exames laboratoriais específicos. Outros 144 óbitos estão em investigação.

Relatório preliminar do Orçamento prevê mais R$ 11 bilhões para saúde e educação

 AUMENTO  DE  R$ 9 BILHÕES  NO  TETO  DAS  RECEITAS  DE  2017  E O  CORTE  DE  R$ 6 BILHÕES  EM  SUBVENÇÕES  ECONÔMICAS COMPENSARÃO NOVAS DESPESAS COM SAÚDE E EDUCAÇÃO, DIZ SENADOR EDUARDO BRAGA MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

AUMENTO DE R$ 9 BILHÕES NO TETO DAS RECEITAS DE 2017 E O CORTE DE R$ 6 BILHÕES EM SUBVENÇÕES ECONÔMICAS COMPENSARÃO NOVAS DESPESAS COM SAÚDE E EDUCAÇÃO, DIZ SENADOR EDUARDO BRAGA MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O relator do Orçamento Geral da União de 2017 na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), senador Eduardo Braga (PMDB-AM), apresentou hoje (22) à imprensa o relatório preliminar que prevê R$ 9,9 bilhões a mais em recursos para a saúde e R$ 1,2 bilhão para a educação, totalizando R$ 11,1 bilhões.

No caso da saúde, o parlamentar explicou que houve alocação maior de verbas para cumprir a destinação de 15% da receita corrente líquida, conforme determinado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos.

As novas despesas com saúde e educação serão compensadas pelo aumento de R$ 9 bilhões no teto das receitas de 2017, informado pelo Ministério do Planejamento, e pelo corte de R$ 6 bilhões em subvenções econômicas.

Prazo para emendas

O relatório preliminar poderá ser alterado por sugestões dos integrantes da Comissão de Orçamento. O prazo para apresentação de emendas está aberto, com expectativa de votação para a próxima quinta-feira (24).

Uma vez aprovado o parecer preliminar, começa a fase dos relatórios setoriais. Votados os setoriais, é elaborado o documento final que, aprovado pela comissão, segue para deliberação do plenário do Congresso Nacional.

Eduardo Braga disse, ainda, que espera votar o relatório preliminar na comissão na próxima quinta-feira (24).  “Estamos esperando que a comissão encerre o processo de emendas para apresentar o relatório final e levá-lo a votação. Se tudo transcorrer como estabelecido, devemos votar na quinta-feira o relatório”, finalizou.

Agência Brasil

Garotinho apresenta estado de saúde estável e segue internado no Rio

EX-GOVERNADOR ANTHONY GAROTINHO DURANTE TRANSFERÊNCIA PARA O COMPLEXO DE GERICINÓ (FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO)

EX-GOVERNADOR ANTHONY GAROTINHO DURANTE TRANSFERÊNCIA PARA O COMPLEXO DE GERICINÓ (FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO)

O governador Anthony Garotinho continua internado no Hospital Quinta D’Or, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio. Segundo nota divulgada pela unidade na tarde desta segunda-feira (21), ele apresenta quadro de saúde estável. Após a realização do cateterismo, no domingo (20), seu estado evoluiu bem e não apresentou intercorrências.

Garotinho passou por uma cirurgia para desobstruir uma artéria e colocar um stent. O ex-governador foi preso na última quarta-feira (16) por suspeita de compra de votos nas eleições municipais. Ele, que tem 56 anos, disse que começou a sentir dores abdominais quando estava na Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.

Ele foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde passou por exames. No entanto, o juiz eleitoral de Campos, Glaucenir de Oliveira, determinou que ele fosse transferido para o Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.

No dia seguinte, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, determinou que ele fosse levado a um hospital – ela também decidiu que ele deverá permanecer em prisão domiciliar.

Garotinho foi detido por suposto us eleitoral do programa Cheque Cidadão, distribuído pela Prefeitura de Campos, que é comandada por sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho.

Ele não aceitou a decisão judicial que o transferiu da Hospital Souza Aguiar e tentou resistir ao procedimento. Mesmo assim, acabou levado ao Complexo de Gericinó no dia 17. No entanto, Garotinho ficou pouco tempo por lá: no dia seguinte, a juíza Luciana Lóssio determinou seu retorno ao hospital e, uma vez em condições, sua prisão domiciliar. Logo em seguida, ele acabou levado Hospital Quinta D’Or, onde passou por um procedimento de cateteristo e implantação de um stent.

Globo.com