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Categoria: Saúde

Nordeste recebe R$ 6,9 milhões para compra de medicamentos

RECURSOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE VÃO SER DESTINADOS PARA A COMPRA DE MEDICAMENTOS INDICADOS PARA TRATAMENTOS DE CÂNCER, MAL DE PARKINSON E ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)

RECURSOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE VÃO SER DESTINADOS PARA A COMPRA DE MEDICAMENTOS INDICADOS PARA TRATAMENTOS DE CÂNCER, MAL DE PARKINSON E ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)

Secretarias de Saúde dos nove estados do Nordeste poderão comprar medicamentos, que auxiliem, principalmente, no tratamento a pacientes com câncer, como: Hidroxiureia e Triptorrelina, a partir de recursos repassados pelo Ministério da Saúde, na última semana. No total foram mais de R$ 6,9 milhões liberados para o financiamento destes e de outros medicamentos que fazem parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), na região. O recurso também poderá ser utilizado na aquisição do Entacapona, indicado para o tratamento do Mal de Parkinson e do Riluzol, composto usado para o tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

O Ministério da Saúde liberou mais de R$ 62,3 milhões, todos os estados e o Distrito Federal foram contemplados com os repasses destinados à compra de medicamentos do CEAF. Os estados do Nordeste dividem R$ 6,9 milhões do total, para a região Sudeste foram destinados R$ 39,6 milhões, para o Sul R$ 9,1 milhões, os estados do Centro-Oeste receberam R$ 5,2 milhões e o para o Norte foram destinados R$ 1,3 milhões.

Além desses medicamentos e do Programa Farmácia Popular, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta cerca de outros 844 por meio de três componentes que compõe o Bloco de Financiamento da Assistência Farmacêutica – Básico, Estratégico e Especializado. Este último garante à população o acesso a insumos com custos mais elevados, e que são subdivididos em dois grupos – o primeiro de compra centralizada pelo Ministério da Saúde e o segundo, com repasse federal para os estados.

Outro componente do bloco de financiamento é o Básico (CBAF). Este é destinado a aquisição de medicamentos e insumos no âmbito da Atenção Básica à Saúde. A responsabilidade pela aquisição dos medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica é tripartite, ou seja, a União disponibiliza R$ 5,10 por habitante/ano, os estados, R$ 2,36 e os municípios, R$ 2,36. Os estados, o Distrito Federal e os municípios são os responsáveis pela seleção, aquisição, armazenamento, controle de estoque e prazos de validade, além da distribuição e dispensação destes medicamentos.

Já os medicamentos que fazem parte do Componente Estratégico (CESAF) são de compra centralizada pelo Ministério da Saúde, porém, novamente, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são responsáveis pelo armazenamento, controle de estoque e prazos de validade, distribuição e dispensação.

O Ministério da Saúde investiu, em 2015, R$ 15,8 bilhões na compra de medicamentos. Um aumento de 129% se comparado a 2010, quando foram gastos R$ 6,9 bilhões. Para 2016 a previsão é que mais de R$ 15,9 bilhões sejam destinados para a compra de medicamentos. Vale destacar que o orçamento deste ano ainda não foi fechado e que cresce anualmente.

GESTÃO

Em 100 dias de gestão, o ministro da Saúde, Ricardo Barros economizou cerca de R$ 1 bilhão. A medida só foi possível com a renegociação de contratos e medidas de gestão. Isso possibilitou a realocação de recursos para a ampliação de acesso aos medicamentos e serviços como financiamento de UPAS.

Um exemplo disso, foi a renegociação na compra dos medicamentos Daclatasvir, Sofosbuvir, Simeprevir, que trata a hepatite C e do inovador Dolutegravir, para pessoas que vivem com HIV/Aids, o ministro informou redução de 7% no valor unitário nas compras em reais, e 17% na unidade na aquisição em dólares.

Ricardo Barros destacou, ainda, o descontigenciamento de R$ 6,3 bilhões que garantiu o pagamento de compromissos assumidos para o financiamento do SUS, e a ampliação do orçamento para a saúde que deve chegar a quase R$ 120 bilhões no ano de 2017.

COSEMS RN

SMS esclarece sobre Notificação e Monitoramento de casos de Zika Vírus

ZIKA VURUS

ZIKA VURUS

 

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) e o Setor de Vigilância Epidemiológica(SVE), esclarece sobre notificação e monitoramento dos casos suspeitos de alterações associadas à infecção pelo vírus zika.
As novas orientações atualizam e integram os protocolos de atenção e vigilância visando a identificação de complicações relacionadas à infecção pelo vírus Zika e outras condições identificadas durante o  pré-natal, no nascimento, pós-parto e puericultura, bem como promoção do cuidado adequado às crianças com alterações no crescimento e desenvolvimento, independentemente da etiologia e apoio as suas famílias.
Essa orientações visam esclarecer aos profissionais de saúde e gestores  do SUS compreendendo a participação ativa  de todos é de fundamental importância para que existam a adequações necessárias nos sistemas de vigilância e atenção à saúde no menor tempo possível.
Entre as principais medidas serão adotadas novos critérios para notificação dos casos, ampliando e qualificando as definições, a partir da inclusão de condições que foram descritas como mais comumente relacionadas à síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika.
Notificação de casos suspeitos de síndrome congênita
Todo recém-nascido deve ser notificado dentro das primeiras 48h de vida, que se enquadre em um ou mais critérios, o Critério Antropométrico (circunferência craniana – 2), de acordo com a idade gestacional e sexo;  e  o Critério Clínico: desproporção craniofacial; malformação articular dos membros e exame de USG com padrão alterado durante a gestação.
Crianças com mais de 48h de vida devem ser notificadas caso se enquadrarem no Critério Antropométrico (circunferência craniana -2) e de acordo com a idade gestacional menor que 37 semanas e sexo. O critério clínico, observar a desproporção craniofacial, a malformação articular, observar duas ou mais manifestações neurológica, auditiva ou visual.
Deve ser notificado a partir da 8ª semana até o nascimento, todo feto que durante a gestação apresente os critério de imagem com presença de calcificações cerebrais, alterações ventriculares ou outras alterações mais frequentes; observar o critério laboratorial, quando a gestante apresentar resultado positivo ou reagente STORCH+Z (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes simplex, ou zika vírus). E Fetos submetidos a cirurgia fetal para correções de malformações congênitas com resultado laboratorial positivo ou reagente para STORCH+Z.
Prefeitura do Natal

Laranja é o alimento com maior risco de contaminação por agrotóxico, diz Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira eo rlatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que conclui que quase 99% das amostras dos alimentos analisados estão livres de resíduos de agrotóxicos que apresentam “risco agudo” para a saúde. O risco agudo está relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento que contenha resíduos.

Entre 2013 e 2015, o programa avaliou mais de 12 mil amostras de alimentos em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal. Foram avaliados cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes, totalizando 25 tipos de alimentos. O critério de escolha foi o fato dos itens representarem mais de 70% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira.

Entre os alimentos mais consumidos pela população, as laranjas apresentaram o maior risco de contaminação por agrotóxico. Das 744 amostras, 684 foram consideradas satisfatórias e 141 não apresentaram resíduos. O maior risco associado a laranjas está relacionado ao agrotóxico carbofurano, atualmente em processo de reavaliação na Anvisa. Das amostras avaliadas, 11% apresentaram situações de risco relativas ao carbofurano.

O documento registra que o abacaxi também merece atenção. Pelo menos 5% das amostras da fruta apresentaram potencial de risco relacionado ao agrotóxico carbendazim.

Nos demais produtos, como mamão, feijão, abobrinha, pimentão, tomate e morango, o risco agudo verificado foi considerado aceitável em mais de 99% das amostras.

Segundo a Anvisa, apesar de as irregularidades apontadas no levantamento “não representarem risco apreciável à saúde do consumidor do ponto de vista agudo, podem aumentar os riscos ao agricultor, caso ele utilize agrotóxicos em desacordo com as recomendações de uso autorizadas pelos órgãos competentes”.

Iniciado em 2001, o programa PARA é coordenado pela Anvisa em conjunto com as vigilâncias sanitárias de estados e municípios e com os Laboratórios Centrais de Saúde Pública. O objetivo do programa é avaliar os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam aos consumidores.

Os resultados do relatório são um ponto de partida para que a Anvisa adote ações mitigatórias como fiscalização, restrições de uso do agrotóxico no campo, entre outras medidas.

Agência Brasil

História em quadrinhos retrata a vida de crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids

 O MÉDICO INFECTOLOGISTA E PEDIATRA FRANCISCO MICUSSI MOSTRA OS DESAFIOS ENFRENTADOS POR QUEM CONVIVE COM A DOENÇA DESDE TÃO JOVEM

O MÉDICO INFECTOLOGISTA E PEDIATRA FRANCISCO MICUSSI MOSTRA OS DESAFIOS ENFRENTADOS POR QUEM CONVIVE COM A DOENÇA DESDE TÃO JOVEM

Foi lançado na manhã desta sexta-feira, 25, no Hospital Giselda Trigueiro (HGT), o livro “Hivinho: uma história de vida”, que descreve a realidade de crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids. Através do personagem Hivinho, o médico infectologista e pediatra Francisco Micussi mostra os desafios enfrentados por quem convive com a doença desde tão jovem, como medos, estigmas, preconceitos, mitos e vergonhas.

 Atuando no HGT há 27 anos, sendo os últimos 10 anos dedicados ao ambulatório do SAE, o serviço de atendimento especializado para pessoas vivendo com HIV/Aids, Micussi encontrou na revista em quadrinhos uma forma de incentivar as famílias a aderirem ao tratamento. “Trabalhamos muito para que os pais não deixem de trazer as crianças, e com isso queremos incentivar as famílias a conversar sobre o tema, e a optar pela revelação, ou seja, explicar à criança e ao jovem a situação vivida e a necessidade de manter a rotina das medicações, por mais que haja muitas dificuldades”.

 Ele afirma que nas mais de duas décadas de trabalho nunca perdeu o encantamento. “Temos várias estratégias, gostamos de comemorar os aniversários como forma de celebrar a adesão, e achamos que o livro é uma estratégia para superar com magia os dramas do tratamento, usando a linguagem lúdica, com histórias baseadas em fatos reais que ocorrem com jovens da mesma faixa etária do público-alvo”. Atualmente o SAE do HGT acompanha 70 crianças em tratamento para HIV/Aids.

Combate à zika e ao Aedes aegypti terá R$ 23 milhões do BNDES

LARVAS DE AEDES AEGYPTI. (FOTO: TÂNIA RÊGO/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)

LARVAS DE AEDES AEGYPTI. (FOTO: TÂNIA RÊGO/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinará R$ 23 milhões ao plano de enfrentamento da epidemia de zika elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão usados no desenvolvimento de kits de diagnóstico e em ações de combate ao transmissor do vírus, o mosquito Aedes aegypti.

As verbas são parte da linha de financiamento Funtec, de projetos de pesquisa. Os recursos são não reembolsáveis, ou seja, não precisam ser devolvidos pela Fiocruz ao banco.

O projeto da Fiocruz prevê o desenvolvimento de três testes de diagnóstico diferentes dos já existentes no mercado. Já as verbas destinadas ao combate ao vetor deverão ser aplicadas no uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão da dengue, zika e chikungunya. Também há uma pesquisa que busca utilizar o próprio mosquito como veiculador de larvicida.

Menos de 2% da população doa sangue regularmente, diz Ministério da Saúde

 DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE, NO ANO PASSADO CERCA DE 1 MILHÃO DE PESSOAS DOARAM SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ -MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE, NO ANO PASSADO CERCA DE 1 MILHÃO DE PESSOAS DOARAM SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ -MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Uma pessoa, um gesto, três vidas salvas. Essa equação simples representa o ato de doar sangue, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O professor de física Thiago Ferreira Gomes, que doa sangue desde os 18 anos, entende a importância desse gesto. Ontem (24), véspera do Dia Nacional do Doador de Sangue, ele enfrentou a chuva forte que atingiu Brasília para salvar vidas.

“Estou com 25 anos e fiz a primeira doação quando tinha 18. Já tinha idade para doar e achei que era importante poder ajudar as pessoas, poder salvar vidas de uma forma indireta”, disse à Agência Brasil

“Sempre tive vontade de poder fazer algo para as pessoas. Como não me formei na área da saúde, não tem nada a ver com a minha profissão, pensei: vou fazer isso [ajudar as pessoas] pela doação de sangue”, acrescentou Gomes.

Hoje (25), Thiago e todos aqueles que deixam por alguns instantes de pensar apenas em si para ajudar o próximo têm o dia dedicado dedicado a eles. Em todo o país, os hemocentros prepararam atividades para homenagens os doadores. Essa homenagem é um reconhecimento, mas também uma forma de incentivar mais pessoas a doarem sangue porque os estoques, segundo o Ministério da Saúde, estão no limite.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 1,8% da população doa sangue com regularidade. O percentual fica um pouco abaixo do ideal estimado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), de 2% da população, como necessário para suprir as necessidades de sangue e outros componentes sanguíneos de um país. Em média, os países da América Latina e do Caribe coletam sangue equivalente a 1,5% de sua população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, pelo menos, 1% da população seja doadora de sangue.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado cerca de 1 milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total das doações. Mais 1,6 milhão de pessoas, ou 62% do total, retornaram para doar. Em 2015, foram feitas 3,7 milhões de coletas de bolsa de sangue no país, resultando em 3,3 milhões de transfusões.

Apesar desses número, os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Hemorrede Pública Nacional encontram-se com os estoques no limite e com dificuldade na manutenção dos estoques estratégicos. Por isso, é importante a conscientização sobre a importância da doação.

Para doar no Brasil é preciso ter idade entre 16 e 69 anos. Para os menores (entre 16 e 18 anos) é necessário o consentimento dos responsáveis. Entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já tiver feito alguma doação antes dos 60. Também é preciso pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde.

Além disso, o doador tem que estar descansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação, não fumar e não estar em jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto. No Brasil, a doação é voluntária e beneficia qualquer pessoa, independentemente de parentesco.

De acordo com o Ministério da Saúde, 32 hemocentros coordenam os 530 serviços de coleta distribuídos por todo o país.

Em Natal, artistas de circo fazem ação para incentivar doação de sangue

 CIRCO LEVARÁ PALHAÇOS, MALABARISTAS, ACROBATAS E CONTORCIONISTAS PARA A AÇÃO (FOTO: LE CIRQUE AMAR/DIVULGAÇÃO)

CIRCO LEVARÁ PALHAÇOS, MALABARISTAS, ACROBATAS E CONTORCIONISTAS PARA A AÇÃO (FOTO: LE CIRQUE AMAR/DIVULGAÇÃO)

Para comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue, o Hemocentro do RN recebe nesta sexta-feira (25), a partir das 11h, artistas do Le Cirque Amar, que estão em cartaz em Natal. Terá apresentação de palhaços, malabaristas, acrobatas e contorcionistas, e quem ajudar o hemocentro ganha ingresso para assistir ao espetáculo. “É uma campanha feita com muito carinho para incentivar a população a fazer sua parte”, afirma o diretor do circo, Brayan Stevanovich.

Após três anos, o circo francês, que já está na sexta geração de artistas, volta a Natal, e tem uma trilha de boas ações pelo caminho. “Por todas as cidades por onde circo passa, realizamos espetáculos beneficentes. E em Natal não poderia ser diferente. Vamos levar momentos de alegria e carinho a quem doa vida e salva vidas. O doador de sangue merece toda essa homenagem”, comenta Stevanovich.

Urgente
O Hemonorte está precisando com urgência de sangue de todos os tipos para repor seu estoque. As doações realizadas não estão sendo suficientes para manter o estoque equilibrado. No momento, a unidade conta com pouco mais de 500 bolsas prontas para uso, estoque considerado baixo para o período de grande evento como o Carnatal. “Não tem preço que pague uma doação, que salva muitas vidas. É extremamente importante”, diz Bryan.

Podem doar as pessoas que tem entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos de idade precisam de consentimento do responsável legal), ser saudável, pesar acima de 50 kg, ter dormido seis horas na noite anterior; evitar alimentos gordurosos antes da doação, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e apresentar um documento oficial com foto. O Hemonorte fica na Av. Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol.

Inca: sobrevida de pacientes infantojuvenis com câncer no Brasil é de 64%

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A sobrevida estimada no Brasil por câncer na faixa etária até 19 anos é de 64%. O índice foi calculado com base nas informações de incidência da doença e mortalidade. O dado inédito foi divulgado hoje (24) pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e pelo Ministério da Saúde (MS) em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil (23 de novembro) e ao Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro).

O estudo do Inca/MS apontou que a sobrevida de pacientes infantojuvenis com câncer varia de acordo com a região. Os índices são mais elevados nas regiões Sul (75%) e Sudeste (70%) do que Centro-Oeste (65%), Nordeste (60%) e Norte (50%).

“O nosso dado é bom, mas se considerarmos isso em relação aos países de alta renda ainda temos um caminho a seguir. Porque, hoje em dia, 80% das crianças acometidas por câncer em países de alta renda podem ser curadas”, afirmou a chefe do Serviço Oncologia Pediátrica do Inca, Sima Ferman, que estima que a sobrevida do paciente adulto com câncer no país está em torno de 60%.

A médica avalia que o Brasil tem desafios a enfrentar para melhorar o índice de cura. “O primeiro é que a criança chegue ao centro de tratamento numa fase mais inicial da doença. Hoje em dia, recebemos crianças com a doença muito avançada. Para isso, é necessário que haja maior acesso aos serviços de atenção primária, que a rede funcione melhor”, afirma Sima. “A maior parte dos serviços está nas regiões Sul e Sudeste e isso pode explicar essa diferença regional”.

Para contribuir com o diagnóstico precoce, é importante que pais e responsáveis saibam identificar os sinais e sintomas da doença, que muitas vezes são parecidos com os de doenças comuns da infância. “Qualquer sinal ou queixa que a criança tenha tem que ser valorizado, principalmente se for persistente”, diz a médica. “O câncer infantojuvenil é uma doença potencialmente curável, mas é necessário que o diagnóstico seja rápido, bem como o início do tratamento”.

Panorama do câncer infantojuvenil

Segundo o Inca, o câncer é a doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil e a segunda causa de óbito neste grupo etário, superada somente pelos acidentes e mortes violentas. Entre 2009 e 2013, o câncer foi a causa de cerca de 12% das mortes na faixa de 1 a 14 anos e 8% de 1 a 19 anos. Foram registradas 2.724 mortes por câncer infantojuvenil no Brasil em 2014, ano mais recente das informações compiladas pelo ministério.

O Inca estima a ocorrência de 12,6 mil novos casos de câncer na faixa etária até 19 anos em 2017. As leucemias representam o maior percentual de incidência (26%), seguida dos linfomas (14%) e tumores do sistema nervoso central (13%).

A estimativa da sobrevida para o câncer infantojuvenil é um índice baseado nas informações sobre a doença, obtidas dos registros de câncer de base populacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Inca/MS.

Agência brasil