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Categoria: Saúde

Boletim da microcefalia: RN divulga dados da epidemia

OS CASOS CONFIRMADOS ESTÃO DISTRIBUÍDOS EM 47 MUNICÍPIOS DO ESTADOE DISTRIBUÍDOS NAS CIDADES DE: NATAL (40), MOSSORÓ (14) E PARNAMIRIM (9).

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), divulgou nesta quinta-feira (9) o boletim com a atualização da situação epidemiológica da microcefalia, com dados coletados até 05 de fevereiro.

Os casos notificados estão distribuídos em 91 municípios do Rio Grande do Norte. Do total de 486 casos suspeitos, 108 estão sob investigação, 142 foram confirmados e 236 foram descartados. Os casos confirmados estão distribuídos em 47 municípios do Estado. Os municípios com maior número de casos confirmados são: Natal (40), Mossoró (14) e Parnamirim (9).

Dos 486 casos suspeitos de microcefalia e/ou outras malformações relacionadas às infecções congênitas, 335 são de nascimentos ocorridos em 2015, 140 são de nascimentos ocorridos em 2016 e quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014 e os demais estão entre os abortos e pré-natal.

Do total de casos notificados, 8,3% (38/485) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Segundo a classificação, 29% (11/38) permanecem em investigação e 60% (23/38) foram confirmados e 11% (4/38) foram descartados.

 

Fonte: Sesap RN

Os exames de Marisa Letícia e a crise da medicina brasileira

“TEM QUE ROMPER NO PROCEDIMENTO. DAÍ JÁ ABRE A PUPILA. E O CAPETA ABRAÇA ELA.”, DISSE UM MÉDICO AO VER O EXAME DE MARISA/ ARQUIVO ABr

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares lançou nota neste sábado (4), na qual se posiciona sobre o vazamento de exames de Marisa Letícia Lula da Silva. Para a organização, apesar de chocar, este fato não é novidade diante de situações vivenciadas na trajetória da formação médica no Brasil. “Vamos sendo submetidos aos poucos, em doses homeopáticas, a abusos e absurdos”, diz o texto. Trotes violentos, tratamento diferenciado para pacientes que tenham cometido crime, além de casos de assédio moral e sexual são experiências características da formação em medicina.

“Diante desta crise, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares reforça a necessidade de que a sociedade se envolva na discussão dos médicos e médicas que nossos cursos estão formando. Nós, médicos e médicas, somos formados para servir à sociedade brasileira e é com ela que devemos discutir qual profissional devemos formar, com conteúdos éticos e humanistas indissociáveis da boa prática clínica.”

Confira nota na íntegra:

“Tem que romper no procedimento.

Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”

A frase acima foi veiculada em matéria do jornal O Globo, dita por um médico em um grupo de WhatsApp ao receber as tomografias vazadas de Marisa Letícia Lula da Silva. O fato de que estes exames tenham vazado já causa revolta. Ler o comentário do “colega” deixaria qualquer um estupefato. Entretanto, para muitos médicos e estudantes de medicina no Brasil tais fatos não se constituem novidade, e eles já existiam bem antes da polarização política que o país vive hoje.

Na trajetória da formação de um médico no Brasil, vamos sendo submetidos aos poucos, em doses homeopáticas, a abusos e absurdos. Seja em um ambulatório de Ginecologia na Faculdade onde dez estudantes fazem o toque vaginal na mesma paciente – é para que eles aprendam, diz o professor à paciente. Seja em um plantão de pronto-socorro onde se aprende a tratar os pacientes de um jeito e os “bandidos” de outro: sem analgésicos, tratados sem o mínimo de empatia e manejados com força desproporcional, como se aqueles que estão ali para cuidar da vida humana quisessem sentir o gosto de “revidar” o mal que supostamente fez o cidadão.

Aprendemos a aceitar que receber trotes violentos “faz parte”, pelo simples fato de que nos próximos 5 anos poderemos “descontar” nos próximos calouros. Aprendemos que fazer plantões ilegais em pequenas cidades no interior, nos passando por médicos, não tem problema, afinal, se não fossem estes cidadãos altruístas, quem atenderia os pobres coitados? Aprendemos a ficar calados com os abusos que passamos na Residência médica, desde cargas horárias excessivas até assédio moral dos preceptores. Aprendemos a ouvir calados os impropérios de chefes dos serviços em nome de manter um bom ambiente de trabalho. Tudo isso para “engrossar a casca”, dizem. Com todo esse aprendizado, nos parece que a resiliência é a maior habilidade desenvolvida pela nossa categoria, afinal, se formam muitos médicos e médicas éticos, humanos e comprometidos com a vida.

O episódio do vazamento dos exames da ex-primeira-dama traz à tona essas questões. As tomografias de Marisa Letícia percorreram vários grupos de WhatsApp, de São Paulo para todo o país, e foram recebidas da forma mais natural possível, como se fosse algo corriqueiro receber no celular exames de um paciente que não está sob seus cuidados. Discutir casos com a equipe do próprio hospital nesses grupos, no qual todos são obrigados ao sigilo médico e com o intuito de elucidar diagnósticos, é uma coisa. Mas, neste caso, a quebra do sigilo médico foi notória. O pior é que alguns dos que vazaram o exame não o fizeram com o intuito de discutir um caso clínico, mas sim para tripudiar em cima do sofrimento humano. Não há polarização política que justifique atos como este.

Nestes momentos, nossa categoria fica exposta, na berlinda, com nossos pacientes se perguntando: “Será que isto acontece comigo?”. De forma absolutamente estarrecedora, nos deparamos com comentários de indivíduos que nunca deveriam ter se formado médicos, que não possuem o mínimo de humanidade e ética. Infelizmente é preciso lembrar que há mais destes prestes a se formar, e que é preciso fazer alguma coisa, em nome daqueles que exercem a medicina de forma digna e principalmente em nome de nossos pacientes.

Diante desta crise, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares reforça a necessidade de que a sociedade se envolva na discussão dos médicos e médicas que nossos cursos estão formando. Nós, médicos e médicas, somos formados para servir à sociedade brasileira e é com ela que devemos discutir qual profissional devemos formar, com conteúdos éticos e humanistas indissociáveis da boa prática clínica.

 

Fonte: Brasil de Fato

Guia alerta sobre consumo precoce de bebidas alcoólicas entre jovens

CERVEJA É A BEBIDA PREFERIDA NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL, SEGUIDA DO VINHO. PREFERÊNCIA MUDA DE ACORDO COM CADA REGIÃO/ FOTO MARCELO CAMARGO

A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Às vésperas do carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce. A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.

“Estamos agora, antes do carnaval, lançando esse manual de orientação, mostrando os danos do uso precoce do álcool. De fato, as crianças e os adolescentes precisam de orientações seguras para melhorar a qualidade de vida e seus hábitos, porque sabemos que há uma exposição prejudicial deles ao álcool e às drogas”, explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.

As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila. Essas últimas, geralmente são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.

 

LEIA MAIS EM: Agência Brasil

Cérebro de Marisa Letícia apresenta inchaço e estado de saúde é considerado ‘irreversível’ pelo médico

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O EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ESTÁ NO HOSPITAL AO LADO DE MARISA

O estado de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva piorou ao longo desta quarta-feira, 1º. Segundo o médico Roberto Kalil Filho, o quadro dela é “irreversível”. A informação foi divulgada já na madrugada desta quinta.

Antes, por volta das 21 horas, os médicos disseram que as últimas duas horas tinham sido “dramáticas” e que o quadro é “gravíssimo”.

De acordo com médicos, o cérebro de Marisa apresenta inchaço. Ao longo do dia ela teve diversas ocorrências de vasoespasmos, quando a artéria se fecha e impede o fluxo de sangue na região.

Na terça-feira, 31, os médicos haviam cortado os sedativos que deixavam a ex-primeira-dama em estado de coma induzido.

Mas, diante da piora do estado de saúde de Marisa, a equipe do hospital Sírio-Libanês decidiu colocá-la novamente em coma induzido.

Desde o início da tarde, Marisa passou a sofrer anisocoria, quando as pupilas se dilatam, sintoma de falta de sangue no cérebro.

Marisa Letícia, de 66 anos, está internada no Sírio-Libanês desde terça-feira, 24 de janeiro, depois de sofrer um acidente vascular cerebral.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no hospital ao lado de Marisa.

Fonte: Estadão

Bugueiros do RN são vacinados contra a febre amarela

AÇÃO CONTEMPLA BUGUEIROS, CATEGORIA RECEBE TURISTAS DE VÁRIAS REGIÕES DO PAÍS/ DIVULGAÇÃO

 

O Sindicato dos Bugueiros Profissionais (Sindbuggy) realizou esta semana uma campanha de vacinação contra a febre amarela de olho na prevenção à doença devido ao convívio constante da categoria com turistas que vem de regiões afetadas pelo surto.
De acordo com o presidente do Sindbuggy, Luiz Thiago Manoel, foram vacinados mais de 100 profissionais. “Nós lidamos diariamente com turistas, muitos dessas regiões afetadas pelo surto da doença. Então realizamos essa ação preventiva para imunizar os bugueiros e dar mais segurança aos demais turistas”, explicou.
A vacinação é recomendada para pessoas de 6 meses a 60 anos que vão viajar para regiões de risco. Não há um registro de suspeita da doença no litoral e o Rio Grande do Norte não faz parte da área de risco, os bugueiros profissionais se adiantaram na prevenção para não servirem de “porta de entrada” da doença no Estado. A campanha foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

Com a paralisação dos médicos, pacientes do SUS ficarão sem atendimento no Hospital Memorial

COM SERVIÇO MÉDICO PARALISADO, POPULAÇÃO VAI TER TEMPO DE ESPERA PROLONGADO, ALÉM DE SÉRIOS RISCOS À SAÚDE / TRIBUNA DO NORTE

Mesmo com a dívida da prefeitura acumulada há quase quatro meses, o
Hospital Memorial vinha atendendo normalmente os pacientes do SUS
encaminhados pelo município de Natal. No entanto, a partir desta
quarta-feira (01/02), nem mesmo estes pacientes poderão ser recebidos
devido à paralisação geral dos profissionais da Cooperativa Médica do
Estado do Rio Grande do Norte – Coopmed-RN. O Hospital realizará cirurgias
apenas naqueles já internados.

A dívida acumulada pelo Governo do Estado há seis meses, também obrigou o
Memorial a deixar de atender as pessoas provenientes do interior, desde
dezembro. A diretoria do hospital lamenta a conjuntura dramática da saúde
no Rio Grande do Norte, principalmente na capital potiguar, que acumula
centenas de pessoas nos corredores do principal pronto-socorro de urgência
aguardando por cirurgias de traumas sofridos em acidentes. Assim, a
população de baixa renda é a mais prejudicada por todo o descaso, pois o
paciente que depende do Sistema Único de Saúde acaba sendo obrigado a
esperar por mais de 15 dias para o atendimento adequado e corre sérios
riscos de ficar com sequelas ortopédicas para o resto da vida.

O Hospital Memorial é referência em Ortopedia e Traumatologia no Rio Grande
do Norte e realiza cerca de 600 cirurgias mensalmente em pacientes do SUS.
Os atendimentos particulares e por meio de planos de saúde não serão

Chapa “ SOMOS MAIS UNIMED ”, com Edailna Melo para presidente, será lançada hoje

Um grande evento vai marcar o lançamento da chapa “Somos  mais  Unimed” que disputará a eleição da cooperativa médica. Com a ginecologista Edailna Melo como candidata a presidente, o endocrinologista  Carlos Alexandre na vice-presidência e a cardiologista Carla Karini como diretora técnica, a chapa traz como principal proposta o resgate dos cooperados através da criação dos núcleos de especialidades e o zerar o pro rata.

O lançamento da chapa “ SOMOS MAIS UNIMED ‘” acontecerá nesta quarta-feira, a partir das 18h, no Clube de Radioamadores,  na Av Rodrigues Alves.

Atual vice-presidente da Unimed, cargo que ocupa há menos de dois anos, Edailna Melo afirma que a chapa não é de um grupo, mas de todos os cooperados que estão focados no trabalho de gestão eficiente, com experiência e no propósito de solidificar a Unimed para os cooperados. “Os resultados que obtivemos, em menos de dois anos como vice-presidente, estampam o profícuo trabalho em equipe, sem personificações, com propósitos firmes e voltados para o cooperado.

Nossa chapa SOMOS MAIS UNIMED se coloca com um foco: o crescimento da nossa cooperativa, com eficiência na gestão e trabalho voltado para os nossos cooperados. Tudo isso, alcançaremos a partir de uma administração participativa e integrada ”, destacou Edailna Melo.