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Categoria: Saúde

VEXAME NACIONAL: Corpo de Bombeiros interdita Congresso da Dor e deixa mais de mil médicos congressistas a ver navios

Médico anestesiologista potiguar, Sebastião Monte Neto

O governo do Rio Grande do Norte, através do Corpo de Bombeiros protagonizou um vexame nacional ao interditar de forma sumária o 13° Congresso Brasileiro de Dor, evento que vinha sendo realizado no Centro de Convenções de Natal e que é considerado o maior acontecimento sobre o tema no Brasil. Segundo o médico anestesiologista potiguar, Sebastião Monte Neto, a interdição ocorreu sem diálogo e sem nenhuma tentativa de conciliação, sob a  alegação de que o evento não estava com o documento de liberação temporária para a sua realização.

O Congresso Brasileiro da Dor reuniu em Natal cerca de mil mil médicos e empresários da área da saúde na cidade. O BLOG DO FM obteve cópia do laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros, resultado de uma vistoria realizada no Centro de Convenções de Natal.

Auto de interdição emitido pelo Corpo de Bombeiros do RN

Em sua página no Facebook o médico Monte Neto relatou o ocorrido e responsabilizou o governo do Rio Grande do Norte pela interdição do evento.

Segundo o médico Monte Neto, a falta de diálogo entre a fiscalização e a organização do evento gerou um prejuízo de grandes cifras para a economia e o turismo potiguar. “A interdição do evento, sem perigo aparente, é uma obstrução a entrada de recursos através de grandes eventos médicos. Foi uma atitude no mínimo antipática. Por que não resolver de modo conciliatório, para gerar mais turismo de eventos em nossa cidade?”, questionou

O anestesiologista também avaliou que o vexame protagonizado na capital potiguar deverá, no mínimo, inibir a realização de “novos congressos desse porte em Natal”.

Segundo ele, “mais de 1000 médicos de várias áreas que trabalham com a dor, junto com os seus familiares, estavam gastando, gostando e divulgando Natal, o que seria mais um chamativo para que outros grandes eventos médicos fosse realizados em Natal”.

O 13° Congresso Brasileiro de Dor é realizado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, a mais importante e atuante Sociedade Científica em Dor da América Latina e estava programado para acontecer em Natal de 12 a 15 deste mês.

 

Projeto que destina recursos recuperados da corrupção à Saúde avança para CCJ

Aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos nesta quarta-feira (13), o Projeto de Lei 2760/2015, de autoria do deputado federal Beto Rosado (PP), que determina a destinação dos recursos recuperados de esquemas de corrupção diretamente para a Saúde Pública do País, segue para a última fase de tramitação na Câmara dos Deputados: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O texto, elaborado em parceria com a Fraternidade Ivan Brasil (FIB) da Maçonaria, prevê a criação de uma conta no Ministério da Saúde para receber os recursos recebidos em condenações e devolução de dinheiro público desviado indevidamente. Atualmente, os recursos são depositados numa conta judicial e a destinação só é definida no final do processo. Se aprovada pela CCJ, a matéria seguirá para o Senado.

Crise econômica, desemprego e preconceito aumentam o risco de suicídio, diz Ipea

A cada 40 segundos, um suicídio ocorre no mundo. Ao todo, são 800 mil registros anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora tenha forte componente individual, determinantes sociais – como questões econômicas – também têm influência em diversos casos investigados. Episódios de suicídio são registrados em todos os países, mas segundo dados da OMS, 75% dos episódios ocorreram em nações de baixa e média renda em 2012.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre austeridade e saúde diagnosticou, a partir da análise de diferentes estudos, que as crises econômicas e o consequente aumento do desemprego aumentam o risco de suicídio e de mortes decorrentes do abuso de álcool.

Falta de esperança, dificuldades de se enquadrar no ambiente social e econômico são problemas apontados pela autora da análise e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Fabiola Sulpino Vieira.

Crise e austeridade

Em momentos de crise, a demanda por atendimento de saúde cresce, tanto pela degradação das condições de saúde quanto pela dificuldade de ter acesso a um serviço privado. Por isso, a possibilidade de ocorrência de suicídios pode aumentar com a adoção de políticas de austeridade.

“A crise gera uma série de problemas, à medida que você provoca uma situação de instabilidade muito forte. Quando vem a austeridade, que geralmente vem por meio do corte de despesas da área social, você acaba tirando possibilidades de mitigação dos efeitos da crise na vida das pessoas”, explica Fabiola.

Após analisar vários países que enfrentaram crises ao longo da história, a pesquisadora concluiu que aqueles que mantiveram políticas de reinserção das pessoas no mercado de trabalho e renda mínima, além de serviços públicos de saúde e educação, “não só mitigaram os efeitos da crise sobre a situação de saúde das pessoas, como também tiveram resultado em conseguir retomar o crescimento econômico em um prazo mais curto do que os que adotaram a austeridade”.

Enfatizando a necessidade de prevenção, o estudo alerta que “programas de proteção social e voltados para o mercado de trabalho podem reduzir o risco de desfechos negativos sobre a saúde mental e problemas relacionados ao abuso de álcool, além disso, podem promover a saúde e o bem-estar”.

A situação do Brasil

O Brasil não está fora desse quadro. O país tem taxa proporcional de suicídio baixa. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, foram registrados 10.653 óbitos por suicídio no Sistema de Informação de Mortalidade, taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes, praticamente metade da média mundial, que é de 11,4 casos para o mesmo grupo. No entanto, tem sido diagnosticado um crescimento constante do número de ocorrências, especialmente, em relação a determinados grupos sociais.

Jovens

“Fatores puramente econômicos como o desemprego e a renda causam maior impacto sobre a taxa de suicídio ao grupo de pessoas mais jovens”, destacou o Ipea, em pesquisa sobre determinantes sociais do suicídio, publicada em 2010. Pressão social por sucesso e desemprego estrutural entre os jovens são alguns dos fatores que explicam essa situação, segundo o Ipea. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos no mundo, segundo a OMS.

A questão de gênero é outra questão destacada na análise. Verificando microdados do Ministério da Saúde relativos ao intervalo entre 2000 e 2010, o Ipea constatou que 79% das vítimas são do sexo masculino. Já estudo que trata da relação entre acesso às armas de fogo e suicídio destacou que, quando consideradas apenas as mortes cometidas com armas de fogo, esse percentual chega a 88%.

Brancos

A diferença racial não aparenta ser tão determinante na análise das ocorrências gerais. Há 5% a mais de vítimas brancas. Quando destacado o uso da arma de fogo, esse percentual aumenta em quase dois terços.

“Isto pro­vavelmente reflete que os indivíduos de cor branca são em média mais ricos que os não brancos e, portanto, possuem mais facilidade de adquirir armas de fogo”, avalia o Ipea.

O estudo aponta ainda que a disponibilidade de armas desse tipo pode favorecer a ocorrência de suicídios, de forma geral.

Indígenas

O acesso às armas de fogo em regiões de fronteira ou nas regiões agrícolas, onde muitos conflitos são registrados, ajuda a compreender a distribuição geográfica das ocorrências. Exemplo disso é o número bastante elevado de suicídios em Mato Grosso e no Amazonas. Enquanto a média nacional é de 5,2 casos por grupo de 100 mil habitantes, nesses locais a taxa é de 13,6 e 11,9, segundo dados do Mapa da Violência 2017.

LGBTs

Em 2016, a ocorrência de casos desse tipo no âmbito da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) chamou a atenção do Grupo Gay da Bahia (GGB) que, todos os anos, produz relatório sobre violência homofóbica. O grupo registrou 26 suicídios, sendo 21 gays, três lésbicas e duas pessoas transexuais. O número deve ser maior, já que a pesquisa contabiliza apenas casos noticiados por jornais e pela internet.

Políticas públicas

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza acompanhamento psicológico e psicoterápico, incluindo terapia ocupacional, bem como assistência hospitalar a todas as pessoas com transtornos mentais ou problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

Preocupado com o crescimento do número de suicídios, em 2006, o Ministério da Saúde publicou as Diretrizes Nacionais de Prevenção do Suicídio (Portaria 1.876/2006) e o manual dirigido aos profissionais das equipes de saúde mental dos serviços de saúde.

A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, que tem como objetivo reduzir as taxas de óbitos por esta causa, bem como as tentativas e os danos associados aos sujeitos envolvidos, além de estruturar a rede de suporte social e comunitária.

Em nota enviada à Agência Brasil, o ministério destacou que o Brasil está entre os 28 países, de um universo de mais de 160 analisados pela OMS, que tem uma estratégia de prevenção desse tipo. A portaria que estabelece a política está sendo avaliada pelo Comitê de Enfrentamento do Suicídio, criado recentemente pelo órgão, que deverá atualizar as diretrizes da estratégia.

O ministério também tem trabalhado em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) – serviço que oferece apoio emocional por meio de ligação telefônica, a fim de evitar o suicídio – para ampliar o alcance do serviço de apoio gratuito por telefone para todo o país até 2020.

Fonte: Agência Brasil

Hemocentro do RN se prepara para obter a certificação da ISO 9001

Responsável pela política de sangue no Estado, o Hemocentro do RN (Hemonorte)  vem investindo no aprimoramento de seus processos,  com foco no atendimento ao cidadão para a  implantação da ISO 9001, norma reconhecida internacionalmente que garante a gestão da qualidade de uma instituição.

Para  assessorar o Hemonorte na busca da certificação, a Empresa  que ganhou o certame,  H2 Consultoria, realiza uma auditoria de 11 a 15 deste mês, com o objetivo de traçar um diagnóstico e verificar os procedimentos adotados pela instituição. Ao final da auditoria,  a Empresa entregará ao Hemonorte um relatório situacional, identificando as melhorias a serem implementadas  para  o processo de  Certificação .

O sistema de gestão da qualidade ISO 9001  busca auxiliar as organizações a padronizar seu sistema de gestão oportunizando as mesmas aprimorar sua habilidade em fornecer produtos e serviços com qualidade, e assim satisfazendo as necessidades dos seus usuários.

Saúde convoca mais 27 classificados do Processo Seletivo Simplificado

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está convocando mais 27 candidatos classificados das vagas remanescentes do Processo Seletivo Simplificado do edital nº 001/2015. A lista com os nomes foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na sexta-feira (8). As categorias contempladas com a nova chamada são: agentes administrativos (4), técnico de enfermagem (8), técnico de radiologia (3), assistente social (1), cirurgião dentista (1), enfermeiros (5), farmacêuticos (3), psicólogo (1) e fisioterapeuta (1).

Os candidatos deverão comparecer ao setor de acolhimento da SMS, localizada na rua Fabrício Pedrosa, 915, Areia Preta, no horário das 8h às 14h, em um prazo de 72 horas, contando os dias úteis a partir da publicação.

Os convocados deverão apresentar a documentação original comprobatória enviada no ato da inscrição, além de original de duas cópias dos seguintes documentos: diploma ou declaração de conclusão de curso para o cargo pretendido; duas fotografias 3×4 (iguais); carteira do respectivo conselho; comprovante de regularidade junto ao Conselho Regional de sua categoria; carteira de identidade; CPF; Título de Eleitor com declaração de quitação eleitoral; PIS; Carteira de Trabalho (CTPS); Certificado Militar (para homens); Comprovante de Residência; Termo de Ciência, Concordância com o Edital e Declarações Negativas e Declaração de Vínculo Empregatício.

Também será necessário levar os seguintes exames de saúde; hemograma completo; sumário de urina e VDRL; dosagens bioquímicas de glicose; triglicerídeos; colesterol total; HDL; LDL; raio-x de tórax. Todos com validade de até 90 dias

Venda de 41 planos de saúde está suspensa a partir de hoje

Entra em vigor hoje (8) a determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que proíbe dez operadoras de comercializar 41 modalidades de planos de saúde. A suspensão decorre de reclamações feitas por clientes, durante o primeiro trimestre, quanto à cobertura assistencial, como recusa ou demora no atendimento.

A suspensão já tinha sido anunciada em 1º de setembro. As operadoras deverão continuar a assistir os mais de 175 mil usuários atendidos pelos 41 planos suspensos, sob pena de serem multadas.

Os planos suspensos são comercializados pelas seguintes empresas: Unimed-Rio Cooperativa; Unimed Norte/Nordeste; Caixa de Assistência à Saúde (Caberj); Green Life Plus; Salutar Saúde Seguradora; GS Plano Global de Saúde; Sociedade Assistencial Médica e Odonto cirúrgica (Samoc); Sociedade Cooperativa Cruzeiro; Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas e Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Capesesp).

A lista completa dos planos que tiveram as vendas suspensas, está disponível no site da ANS. Os interessados também podem consultar informações sobre cada operadora, a fim de checar quais planos foram suspensos.

Saúde pública precária faz vereador Cícero Martins firmar convênio com hospital para atender usuários que não têm de plano de saúde

HOSPITAL MÉDIK DISPONIBILIZARÁ ATENDIMENTO MÉDICO-HOSPITALAR COM DESCONTO DE ATÉ 40%

Diante da ineficiência do serviço público de saúde e da crescente demanda gerada por pacientes que não possuem plano de saúde privado, o vereador Cícero Martins celebrou convênio com o Hospital Médik, que disponibilizará atendimento médico-hospitalar para milhares de pessoas, concedendo desconto de até 40% nos procedimentos solicitados. “A parceria vai garantir a realização de procedimentos que só são realizados em hospitais, através de convênios ou com altos custos. Isso representará, com certeza, uma qualidade de atendimento, dignidade e condições de pagamento para milhares de pessoas que ficariam meses aguardando exames e cirurgias na fila do SUS”, comentou Cícero Martins.

O hospital Medik, que tem como diretor-geral o médico Antônio Martins, conta com uma estrutura que compreende 50 consultórios, possui capacidade para atender cerca de mil pessoas por dia, possuindo também um bloco cirúrgico próprio com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que, segundo Cícero Martins, garante aos pacientes o acesso a um cuidado completo e unificado.

VEREADOR CÍCERO MARTINS (ESQ) VISITA UTI DO HOSPITAL MÉDIK, AO LADO DO MÉDICO ANTÔNIO MARTINS (DIR)

Segundo o parlamentar, já o dever constitucional do Estado não é cumprido, com a parceria por ele efetivada será minimizado o sofrimento de milhares de pessoas. “Essa iniciativa que consolidamos com o médico Antônio Martins beneficiará expressiva parcela da população de Natal, pois são milhares de pessoas que estão abandonando seus planos de saúde, pelas mais diversas razões”.

Além de consultas e exames, o Hospital Médik disponibiliza também cirurgias diversas, internamentos e UTI, serviços que não são oferecidos pelas clínicas, já que estas se voltam apenas aos exames e consultas básicas.

“Vou continuar fiscalizando a Saúde Pública, como membro da Comissão de Saúde da Câmara, mas também, me mobilizarei para ter o apoio de empresários comprometidos com o social, como é o caso do médico Antônio Martins”, relatou Cícero.

Segundo o médico Antônio Martins, alguns ajustes na parceria estão em andamento e, provavelmente, até outubro os atendimentos com o “cartão fidelidade”, que deverá ser adquirido, gratuitamente, nos escritórios do vereador Cícero Martins, estarão disponíveis, com todas as informações necessárias. Será realizada uma campanha divulgando os inícios dos atendimentos.

CENTRO CIRÚRGICO: HOSPITAL MÉDIK REALIZA CIRURGIAS DIVERSAS, ALÉM DE  INTERNAMENTOS

Número de fumantes passivos diminui 42% em oito anos, diz Ministério da Saúde

Nos últimos oito anos, o número de fumantes passivos diminuiu quase pela metade. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde feita nas 26 capitais e no Distrito Federal, a proporção de pessoas que não fumam mas são expostas à fumaça de cigarro caiu de 12,7% em 2009 para 7,3% no ano passado, o que representa uma queda de 42,5%.

Os dados foram apresentados hoje (29) por conta do Dia Nacional de Combate ao Fumo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

Durante o evento para anúncio dos dados, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse ser favorável ao aumento no preço de cigarros, seguindo recomendações mundiais de desestímulo ao uso do tabaco.

Caso o preço subisse em 50%, alega a pasta, poderiam ser evitadas nos próximos dez anos mais de 130 mil mortes, mais de 500 mil infartos e eventos cardíacos, além de 100 mil acidentes vasculares cerebrais. Segundo Barros, essa ação tem que ser tomada simultaneamente com o combate ao contrabando, pois, se o preço aumentar, “inevitavelmente”, o comércio ilícito também subirá. Ele disse, porém, que a medida ainda precisa ser discutida entre outros órgãos do governo, como os ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Queda de fumantes

De acordo com a pesquisa, a incidência de fumantes também vem caindo: de 15,7% em 2006 para 10,2% em 2016, uma diminuição de 35% no período. As reduções se devem, em parte, pelas medidas adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos atendendo a recomendações da OMS, como a proibição da propaganda comercial de cigarros, o estabelecimento de preços mínimos e o aumento da taxação dos produtos. Além disso, o fumo em ambientes de uso coletivo foi proibido em 2014, acabando com as áreas para fumantes e os chamados fumódromos.

Segundo o ministério, 428 pessoas morrem por dia em decorrência de doenças cuja causa é atribuível ao tabagismo, número que representa 12,6% de todas as mortes que ocorrem no Brasil. Somente no ano de 2015, mais de 155 mil mortes foram atribuídas a doenças cardiovasculares e pulmonares, além de diferentes tipos de câncer. Feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal, a consulta fez 53.210 entrevistas.

Aditivos em cigarros

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) também voltaram a defender a proibição do uso de aditivos que dão aromas e sabores adocicados aos cigarros. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma resolução em 2012 que restringe o uso das substâncias, mas desde 2013 o Supremo Tribunal Federal concedeu uma decisão liminar permitindo os aditivos até que o caso fosse julgado em definitivo, o que até hoje não ocorreu.

A proibição é defendida pelas autoridades de saúde, já que a experimentação e consumo de cigarro entre adolescentes tem reduzido mas continua alto, de acordo com especialistas ligados ao tema: em 2015, 19% dos estudantes do 9º ano das capitais brasileiras já haviam experimentado cigarro. Em sua fala, o ministro da Saúde pediu que os deputados federais e representantes de órgãos ligados à saúde presentes que visitem a ministra Rosa Weber, do STF, com o objetivo de convencê-la a liberar o assunto para julgamento.

“Continuaremos investindo nessa área, aumentaremos as campanhas, como um acordo de Saúde na Escola [em parceria] com o Ministério da Educação, para poder também orientar as crianças para criar uma maior resistência ao início de fumar, que justamente acontece na adolescência na maioria dos casos”

O representante da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e da OMS no Brasil, Joaquim Molina, elogiou o desempenho das instituições brasileiras no combate ao tabagismo. “O uso de tabaco é uma das principais causas evitáveis de morte em todo o mundo, matando mais de 7 milhões por ano. Seus custos econômicos também são enormes, gastando mais de US$ 1,4 trilhão em postos de saúde. Parabenizamos o governo do Brasil, o Ministério da Saúde, organizações da sociedade civil que lutam contra o fumo, reafirmando que a OPAS e a OMS estão do lado de vocês nesta luta pela saúde”, disse.