1 de dezembro de 2017 às 17:57
1 de dezembro de 2017 às 18:44
Dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde indicam que, no ano passado, houve uma redução de 5,2% na taxa de detecção dos casos de aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no país, na comparação com 2015. Conforme o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, as taxas de detecção de casos da doença, que acomete 830 mil brasileiros, passaram para 18,5 casos por 100 mil habitantes em 2016, contra índice de 19,5 no anterior.
A melhora no panorama da doença também foi constatada no índice de mortalidade, diminuindo de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes para 5,2 óbitos em 2016. Se considerado desde 2014, o recuo foi da ordem de 7,2%.
Publicado anualmente, o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids revela ainda que o perfil do portador do vírus sofreu mudanças nos anos compreendidos entre 2006 e 2016. Segundo as informações apresentadas, a taxa de contágio entre as brasileiras diminuiu, em contraste com o aumento na parcela masculina, sobretudo entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens. Nessa categoria, o crescimento foi de 33% no período.
Em 2016, a proporção foi 22 diagnósticos confirmados em homens para cada 10 casos em mulheres. Além disso, a incidência quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes para 6,7 casos na década analisada. Entre os homens com 20 a 24 anos, a taxa passou de 16 casos de aids por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016.
Já entre as mulheres, constatou-se um aumento da doença entre jovens de 15 a 19 anos, grupo que teve a taxa elevada de 3,6 casos para 4,1. Outro ponto crítico é a transmissão em idosas acima dos 60 anos, já que a taxa passou de 5,6 para 6,4 casos por 100 mil habitantes.
De 2007 até o primeiro semestre deste ano, foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 194.217 casos de infecção pelo vírus. Do total, quase a metade (49,7%), correspondente a 96.439 ocorrências, ficou concentrada na Região Sudeste. Na sequência, vêm as regiões Sul, com 40.275 (20,7%); o Nordeste, com 30.297 casos (15,6%); o Norte, com 14.275
(7,4%); e o Centro-Oeste 12.931 (6,7%).
No ano de 2016, foram notificados 37.884 casos de infecção pelo HIV, sendo 3.912 (10,3%) casos na Região Norte; 7.693 (20,3%) casos na Região Nordeste; 15.759 (41,6%) na Região Sudeste; 7.688 (20,3%) na Região Sul; e 2.832 (7,5%) na Região Centro-Oeste.
30 de novembro de 2017 às 15:56
30 de novembro de 2017 às 17:01
Para garantir alimentos seguros para a população, a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde realizou na tarde desta quarta-feira (29), uma exposição dialogada sobre prestação de serviços de alimentação para os profissionais que atuarão no Carnatal 2017, na sede do Departamento de Vigilância em Saúde.
A exposição que foi ministrada pelo chefe do Núcleo de Planejamento, Hildeberto Medeiros e por Sônia Maria Fernandes do Núcleo de Informação, Educação e Comunicação (NIEC), ambos da VISA. Dirigida para cerca de 40 comerciantes da área alimentícia, que estão cadastrados no Carnatal 2017, abordou sobre RDC 153 /2017, que trata sobre Classificação de Risco e Boas Práticas; e, RDC 43/2017 que diz sobre Eventos de Massa.
Segundo a coordenadora do Serviço de Plantão da Visa, Maria do Céu Lima, o objetivo do encontro foi orientar os prestadores de serviços de alimentação, informações acerca das Boas Práticas de Fabricação de Alimentos para que sejam minimizados os riscos de ocorrerem surtos alimentares durante a realização do evento. “A intenção é proporcionar para a população que vai participar do Carnatal alimentos com condições sanitárias satisfatórias, garantindo alimentos seguros”.
Orientações acerca de acondicionamento dos alimentos em temperatura adequada, utilização de água potável, destino adequado dos resíduos produzidos, Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os manipuladores, utilização de gelo provenientes de estabelecimentos licenciados pela vigilância, dentre outras informações que visem fornecer um alimento seguro à população, foram os assuntos abordados.
A técnica da VISA, Ana Cristina Ferreira informou que nos dias do evento do Carnatal, a equipe da Vigilância Sanitária vai fiscalizar, monitorando o comércio, para averiguar se os comerciantes estão cumprindo as determinações da VISA.
30 de novembro de 2017 às 15:32
30 de novembro de 2017 às 16:38
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (30) a lista dos 31 planos de saúde de 10 operadoras que terão a comercialização suspensa devido a reclamações recebidas no terceiro trimestre de 2017 relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento. A medida entra vigor no dia 8 de dezembro e garante que os 167,7 mil beneficiários dos planos suspensos neste ciclo continuem a ter assistência regular. A lista de planos com comercialização suspensa pode ser acessada aqui. Na lista consta a Unimed Rio Grande do Norte, e também a Unimed Norte/ Nordeste.
A ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro e considerou 14.138 queixas para análise. No período, 92% das reclamações foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que busca uma solução mais rápida do problema. Os casos não resolvidos viram processos contra as operadoras e também são contabilizados para a suspensão da comercialização.
A suspensão está prevista pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de garantir atendimento de qualidade aos beneficiários. A ANS monitora as reclamações feitas pelos usuários e a cada três meses identifica as operadoras e planos com maior número de reclamações assistenciais, levando em conta também o número de beneficiários e a segmentação assistencial. Após suspensos, os planos afetados só podem voltar a ser comercializados para novos clientes se comprovarem a melhoria no atendimento.
Neste ciclo, 27 planos de saúde de sete operadoras que comprovaram melhoria nos serviços prestados foram reativados ou parcialmente reativados. A lista dos planos totalmente liberados para comercialização pode ser acessada aqui.
Transparência
As informações sobre o programa de monitoramento por operadora são públicas. O consumidor pode conferir o histórico das empresas antes da compra e saber se ela teve planos suspensos ou reativados. Além disso, é disponibilizado um panorama geral com a classificação de todas as operadoras
Quem busca informações sobre planos ou precisa entrar em contato com a ANS pode acessar os canais de atendimento da agência na internet ou ligar para 0800 7019656.
30 de novembro de 2017 às 08:11
30 de novembro de 2017 às 09:10
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar nesta quarta-feira (29) que a vacina da dengue, vendida na rede privada na maior parte do Brasil, não seja tomada por quem nunca teve a doença. A partir de agora, a imunização é considerada segura apenas para aqueles que já foram infectados pelo vírus.
A “Dengvaxia”, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, passou por testes de segurança. De acordo com informações preliminares, que precisam de uma análise mais completa dos estudos, alguns indivíduos apresentaram formas mais graves da doença após a aplicação – isso ocorreu em pessoas que não haviam tido um contato prévio com o vírus.
Por enquanto, a bula será atualizada. A Anvisa disse que irá analisar os resultados completos para se posicionar novamente.
Todas as diretrizes para vacina de dengue, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dizem que é necessário um acompanhamento dos pacientes dos testes iniciais por mais quatro anos. De acordo com a Sanofi, isso foi feito.
Com isso, uma pesquisa foi feita pela farmacêutica para observar se as pessoas com reações já tinham sido infectadas pelo vírus da dengue.
Em números absolutos, a farmacêutica informa que para os próximos 5 anos o risco estimado para pessoas nunca infectadas é de 5 casos de hospitalização por 1 mil pacientes vacinados.
A Anvisa passou a recomendar, portanto, que pessoas que não tenham apresentado a doença não se vacinem. O órgão esclarece que o risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro.
29 de novembro de 2017 às 16:05
29 de novembro de 2017 às 16:48
O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que 143 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Rio Grande do Norte. Desse total, 70 estão em risco de surto das doenças. Outros 73 aparecem em alerta e 22 estão em situação satisfatória. Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na última terça-feira (28). Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.
No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.
Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. No Rio Grande do Norte, de 167 municípios 165 realizaram o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.
Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são: Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde.
Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.
O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.
29 de novembro de 2017 às 08:05
29 de novembro de 2017 às 09:38
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (28) o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRa). O indicador aponta que 357 cidades estão em situação de risco para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, pois nelas mais de 9% dos imóveis visitados continham larvas do mosquito. Já 1.139 municípios estão em situação de alerta. Isso significa que entre 1% e 3,9% dos imóveis locais tinham larvas. E 2.450 municípios foram classificados como satisfatórios por apresentarem percentual menor de 1% para presença de larvas.
O LIRa analisou dados de 3.946 cidad
Capitais
Em relação às capitais, estão em situação satisfatória Macapá, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, João Pessoa, Teresina, Curitiba, Rio de Janeiro e Palmas. As que estão em alerta são: Maceió, Manaus, Salvador, Vitória, Recife, Natal, Porto Velho, Aracaju e São Luís. As demais, inclusive a capital federal, Brasília, ainda não enviaram as informações.
Mobilização da sociedade
Para que os alertas não se transformem em problemas reais, sobretudo ao longo do verão que se aproxima, o ministro Ricardo Barros convocou a população a cooperar. “Trata-se de mobilização e só se resolve o combate ao mosquito se cada um assumir a sua responsabilidade. Não há força pública capaz de eliminar todos os focos. A sociedade tem que assumir a responsabilidade e fazer o seu trabalho”, afirmou.
Ele alertou que “nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos e incorporar a sexta-feira sem mosquito”, dedicando parte deste dia ao combate. “O ciclo de vida do mosquito é de uma semana. Se nós trabalharmos com determinação, nós vamos reduzir o número de mosquitos e a infestação”, acrescentou.
Para estimular o combate ao Aedes aegypti, o Ministério da Saúde apresentou nova campanha de prevenção e combate ao mosquito, intitulada “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você”. As peças apresentam histórias reais de pessoas que sofreram com as doenças e começarão a ser veiculadas em dezembro. A iniciativa demandou investimento de R$ 18 milhões.
Além das ações de sensibilização, a pasta fez investimentos na ordem de R$ 17,6 milhões para a aquisição de 250 veículos com fumacê e 650 equipamentos de nebulização de inseticidas. Eles despejarão os larvicidas pyriproxyfen e malathion. A compra deste último foi suspensa, pois, segundo o órgão, há estoque suficiente para abastecer o país em 2017 e 2018.
O malathion é um inseticida autorizado para uso no Brasil, mas pode causar efeitos cancerígenos conforme organizações, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Questionado sobre o uso da substância, o ministro disse que ela é segura, mas ressaltou que tem compromisso com outras estratégias que tenham como foco a promoção da saúde, como saneamento, e defendeu o estímulo a novas formas de combate. “Nós eliminamos a última compra e vamos iniciar esse incentivo para as novas tecnologias terem espaço para se desenvolver”, apontou.
Menor ocorrência de doenças
O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT), Márcio Garcia, avaliou que a mobilização da população tem gerado conquistas. Ele apresentou dados que apontam taxas expressivas de diminuição. No caso da dengue, entre 2016 e a primeira quinzena de 2017, houve queda de 83,7%. A taxa média é de 116 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Neste quesito, o Centro-Oeste preocupa, pois registra 476 casos. Houve redução de 73% dos casos graves de dengue e de 82,4% de mortes.
O cenário da chikungunya também não é o mesmo. O número de casos caiu 32%. No Nordeste, ainda é alta a incidência. A região concentra 76% de todas as ocorrências contabilizadas pelo órgão.
A zika também tem afetado menos a população, o que, segundo Garcia, corrobora com a possibilidade de se encerrar a situação de emergência decretada no início de 2016. Houve queda de 92,1%, entre 2016 e 2017.
Devido à grande incidência nos anos anteriores e ao desenvolvimento de microcefalia, cerca de 3 mil crianças acometidas pela doença têm recebido Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para que elas recebam estímulos precocemente, foram instalados centros de reabilitação e qualificados profissionais em todo o Brasil.
es, entre o início de outubro e a primeira quinzena de novembro. O número é considerado recorde e decorre da resolução da Comissão Tripartite, que tornou obrigatória, no início deste ano, a disponibilização das informações.
Cerca de 1.600 municípios não realizaram ou não informaram o índice de infestação. Caso isso não seja feito até o dia 14 de dezembro, quando será publicado o relatório final, as cidades serão apenadas com a suspensão da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, conforme pactuado na comissão.
Regiões
Em relação às regiões, o Nordeste foi a que registrou o maior número de municípios em situação de alerta: 41% dos que enviaram as informações. Depois vem o Norte (40,4%), Centro-Oeste (20,1%), Sudeste (19,32%) e Sul (13,66%). No Centro-Oeste e no Nordeste, o maior número de focos foi registrado em depósitos de armazenamento de água, como em toneis e barris. O ministério aponta que a questão da força as famílias a armazenarem água. De acordo com o ministro, Ricardo Barros, equipes estão em campo para informar a população sobre como fazer o armazenamento, sem gerar criadouros do aedes.
28 de novembro de 2017 às 15:45
28 de novembro de 2017 às 16:32
O número de pessoas recém-diagnosticadas com HIV na Europa atingiu, em 2016, o nível mais elevado desde que os registros foram iniciados, mostrando que a epidemia na região está crescendo “em um ritmo alarmante”, alertaram nesta terça-feira (28) autoridades de saúde. A informação é da agência Reuters.
No ano passado, cerca de 160 mil pessoas contraíram o vírus que causa Aids nos 53 países da região europeia, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). Cerca de 80 por cento destes casos ocorreram no leste europeu, relevou o documento.
“Este é o número mais alto de casos registrados em um ano. Se esta tendência persistir, não conseguiremos atingir a meta de acabar com a epidemia de HIV até 2030”, disse a diretora regional europeia da OMS, Zsuzsanna Jakab, em um comunicado.
Essa tendência é particularmente preocupante porque muitos pacientes já portavam a infecção de HIV há vários anos quando foram diagnosticados, o que tornou mais difícil controlar o vírus e mais provável que ele tenha sido transmitido a outros, disseram as organizações.
O diagnóstico precoce é importante quando se trata de HIV porque isso permite que as pessoas iniciem tratamentos com remédios para Aids mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida longa e saudável.
“A Europa precisa fazer mais em sua reação ao HIV”, disse a diretora do ECDC, Andrea Ammon. Ela disse que o período médio transcorrido entre o momento estimado da infecção e o diagnóstico é de três anos, “o que é tempo demais”.
28 de novembro de 2017 às 09:46
28 de novembro de 2017 às 10:49
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informa à população de Natal, Mossoró e Parnamirim que, durante o período de 29 de novembro a 11 de dezembro, receberá o programa “Carreta da Saúde” que realizará consultas e exames gratuitos para identificação de casos de hanseníase no estado.
De acordo com o cronograma estabelecido, a Carreta estará em Natal, nos dias 29 e 30 de novembro, nas seguintes regiões: Zona Norte (Largo do Ginásio Nélio Dias, na av. Guararapes, bairro de Lagoa Azul). Nos dias 4 e 5 de dezembro – Zona Oeste de Natal, na via em frente à Policlínica da Cidade da Esperança, na av. Pernambuco, 251, bairro de Cidade da Esperança.
Em Mossoró, estará nos dias 7 e 8 de dezembro, na avenida Rio Branco, Centro, Estação das Artes. Já em Parnamirim, a carreta vai estar no dia 11 de dezembro, onde ficará no bairro Monte Castelo, em frente à UBS (Unidade Básica de Saúde), na Rua Sadi Mendes, S/N. Com o programa, a companhia estima já ter atendido mais de 20 mil pessoas em 18 estados e diagnosticou mais de 2 mil novos casos de hanseníase.
De acordo com Maria Lima, Subcoordenadora de Vigilância Sanitária de Sesap/RN, durante as visitas, além de poder fazer exames médicos gratuitos, as comunidades são educadas sobre métodos de prevenção e controle, e sobre a importância da adesão ao tratamento da hanseníase. “O programa tem sido uma importante ferramenta de controle e prevenção da doença, tendo em vista que a Carreta da Saúde viaja para as regiões mais afetadas pela doença no Brasil”, esclareceu Maria Lima.
RN tem 164 notificações em 2017
O Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de casos de hanseníase e no estado do Rio Grande do Norte, só no ano de 2017, já foram notificados 164 casos, sendo os municípios das regiões de Mossoró e Metropolitana, responsáveis pelo maior número de casos diagnosticados. “Os municípios precisam estar atentos para detectar e tratar precocemente os casos novos, para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as incapacidades físicas consequência da doença não tratada”, explica.
A carreta é uma parceria entre a Novartis (companhia responsável pelo gerenciamento), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). O objetivo principal é, até 2020, erradicar a hanseníase no Brasil, que figura em segundo lugar entre os países com maior incidência de novos casos por ano – de 25 mil a 30 mil.
Hanseníase é uma doença milenar conhecida por lepra desde os tempos bíblicos que traz consigo a marca do preconceito, discriminação e exclusão social desde o seu surgimento. Os principais sintomas da doença são manchas na pele nas cores brancas, vermelhas ou marrons e também dormentes, ou seja, sem sensibilidade ao toque e a dor. Neste caso, a pessoa deve procurar uma unidade básica de saúde para diagnóstico. O tratamento é gratuito, e dura de 06 meses a 01 ano, dependendo da gravidade do caso.
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