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Categoria: Saúde

Anvisa libera serviço de vacinação em farmácias de todo o país

Farmácias e drogarias de todo o país vão poder oferecer o serviço de vacinação a clientes. A possibilidade foi garantida em resolução aprovada ontem (12) pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O serviço já era regulamentado em alguns estados, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. Com a decisão, que será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, ela será estendida às demais unidades da federação.

A resolução também estabelece exigências para estabelecimentos de saúde que vão oferecer o serviço. Esses devem estar inscritos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), disponibilizar o calendário nacional de vacinação e os tipos de medicamentos disponíveis aos clientes.

Em cada local é obrigatória a designação de um responsável técnico e a contratação de profissionais habilitados para aplicar vacinas, com a realização de capacitações constantes. As instalações precisam ser adequadas e seguir parâmetros estabelecidos nas normas do setor, como ambiente refrigerado para armazenar as vacinas e cuidados no transporte dos materiais para não prejudicar a qualidade.

As regras aprovadas pela Anvisa também preveem obrigatoriedade de registro das informações nos cartões de vacinação e de erros ou problemas no sistema da agência e liberdade para emitir Certificados Internacionais de Vacinação.

Três mil armadilhas contra aedes aegypti são ativadas em bairros de Natal

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses em parceria com a Fiocruz, concluiu a instalação das Estações Disseminadoras para controle do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, Aedes aegypti, nos bairros de Nossa Senhora da Apresentação e Felipe Camarão.

Segundo a chefe do Setor de Educação, Mobilização e Comunicação do CCZ, Huylliane Souza, o projeto conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) traz a Natal a experiência já implementada em Manaus, cujo o objetivo é utilizar o próprio mosquito para o controle da população vetorial.

As três mil armadilhas (1.500 para cada bairro) são compostas de baldes plásticos com água cobertos por um tecido preto impregnado pelo larvicida, simulando desta maneira um ambiente ideal para a oviposição. Ao procurar estes espaços, a fêmea se impregna com o larvicida e os leva para os outros depósitos que ela visita normalmente e que nem sempre são de fácil acesso pelos agentes de endemias.

A escolha de Natal como participante do projeto, ao lado de mais quatro cidades, se deu pelo preenchimento de 5 dos 7 pré-requisitos estipulados pela Fiocruz, dos quais se destaca a já reconhecida internacionalmente, metodologia de monitoramento vetorial VigiaDengue.

“O momento para a implementação deste projeto é bastante propício, dado que é com a chegada do verão que a epidemia de arboviroses começa a deslanchar. Aliado a isso, a escolha dos dois bairros – Nossa Senhora da Apresentação e Felipe Camarão – foi estratégica, pois estes territórios possuem significativa participação e influência em toda a cidade nos períodos de epidemia”, destacou Huylliane.

“Para chegarmos aos resultados esperados, que é a diminuição da população vetorial do Aedes, é preciso que a população abrace o projeto e facilite o processo de colocação e a posterior manutenção das armadilhas em suas residências, pois as recusas atrasaram todo o andamento do projeto”, afirma Márcia Cristina, chefe do Núcleo de Entomologia do Centro de Controle de zoonoses.

Márcia lembra que a instalação dessas armadilhas ainda está em caráter experimental, tendo o projeto o prazo de dois anos para implementação, monitoramento e levantamento de dados. “A experiência implementada em Manacapuru, em Manaus, resultou na mortalidade de aproximadamente 95% da população de Aedes, resultado bastante satisfatório”.

Sebrae/RN sediará cursos destinados a pais de crianças autistas e profissionais que atuam no setor de saúde

MECA ANDRADE É PSICÓLOGA DA PUC/SP, COM MESTRADO EM APPLIED BEHAVIOR ANALYSIS PELA NORTHEASERN UNIVERSITY (EUA)

HENRIQUE COSTA VAL É PSICÓLOGO PELA PUC- MINAS GERAIS, ESPECIALISTA EM CLINICA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL

Tendo como público alvo pais de autistas, psicólogos, fonoaudiólogos, neuropediatras, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, pedagogos, professores, psicopedagogos, estudantes e pessoas interessadas no tema, está confirmado para os dias 19 e 20 de dezembro, no auditório do SEBRAE, em Natal, a realização de dois mini cursos sobre a questão do autismo versus as férias escolares.

Os cursos serão ministrados pelos psicólogos comportamentais Meca Andrade e Henrique Costa Val, numa iniciativa da FOCUS Intervenção Comportamental em parceria com o grupo Método Intervenção Comportamental.

Segundo a psicóloga Kátia Nogueira, especialista na área, para pais de crianças portadoras de Autismo as férias escolares trazem sempre uma preocupação a mais.

No dia 19, Meca Andrade e Henrique Costa Val ministrarão o curso: “Férias tranquilas – superando dificuldades de comportamento em pessoas com Autismo”. O curso vai oportunizar ao público, ter uma visão geral de problemas de comportamento em TEA com manejo e tratamento, além de particularidades e desafios específicos no período de férias, apontando estratégias e planejamento visando à prevenção de dificuldades e os cuidados especiais para o período de férias.

Já no dia 20 será a vez do tema “Problemas de Sono em indivíduos com TEA” (Autismo).  Os psicólogos vão abordar nesse curso, o sono e a sua importância, os problemas de sono X transtorno do sono, os fatores ambientais X fatores intrínsecos com registros relacionados ao sono, além da higiene do sono e intervenções comportamentais em portadores de autismo.

Os cursos acontecerão das 18h00 as 20h00 no auditório do Sebrae, Natal e tem preço de R$ 50,00 para cada mini curso. As inscrições estão sendo feitas pelo WhatsApp; (84) 99855-0195.

Meca Andrade é psicóloga da PUC/SP, com mestrado em Applied Behavior Analysis pela Northeasern University(EUA), doutoranda em Behavior Analysis pela Western New england University (EUA). Trabalhou no New England Center for Children, em Massachusetts (EUA), por 15 anos, além de trabalhos em intervenção comportamental com crianças em Uganda, Angola. Atualmente é diretora do grupo método Intervenção Comportamental em São Paulo, atuando nas áreas de análise aplicada do comportamento, desenvolvimento atípico e transtorno do espectro autista.

Henrique Costa Val é Psicólogo pela PUC- Minas Gerais, especialista em Clinica analítico-comportamental pelo núcleo paradigma, SP, mestre em Psicologia experimental com análise do comportamento pela PUC-SP. Atualmente é supervisor do grupo Método Intervenção Comportamental.

Governo do RN prorroga estado de calamidade na saúde pública

O Governo do Estado prorrogou por mais 180 dias o estado de calamidade na saúde pública do Rio Grande do Norte. O decreto de renovação foi publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial do Estado (DOE). De acordo com o que está disponível no DOE, o prazo anterior não foi suficiente para a adoção de melhorias no sistema de saúde.

Renovar a calamidade, segundo diz o Poder Executivo na publicação, é necessário “para o fim de legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento”.

“O prazo concedido pelo Decreto Estadual nº 26.988, de 5 de junho de 2017, não se mostrou hábil à efetivação de todas as ações programadas para a execução de melhorias na saúde pública, que se encontram em tramitação avançada, necessitando de um lapso maior para sua concretização, tais como a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, a manutenção de serviços de saúde pública nas unidades hospitalares, desfalcados pelo contínuo esvaziamento de pessoal, em razão de aposentadorias e vacâncias, a demora na deflagração de abertura de concurso público, a demora na efetivação de contratação por processo seletivo simplificado, causada por problemas orçamentários, dentre outros”, afirma o Governo no decreto.

O Executivo justificou ainda a renovação do decreto com a dificuldade de conseguir parar a folha do Estado, mediante a “escassez de recursos econômicos”. O estado de calamidade permite ao gestor público contratar com mais facilidade, bem como dá prioridade ao estado no envio de recursos federais.

Fonte: G1/RN

Brasil tem redução de 5,2% na taxa de detecção de casos de aids, diz ministério

Dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde indicam que, no ano passado, houve uma redução de 5,2% na taxa de detecção dos casos de aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) no país, na comparação com 2015. Conforme o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, as taxas de detecção de casos da doença, que acomete 830 mil brasileiros, passaram para 18,5 casos por 100 mil habitantes em 2016, contra índice de 19,5 no anterior.

A melhora no panorama da doença também foi constatada no índice de mortalidade, diminuindo de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes para 5,2 óbitos em 2016. Se considerado desde 2014, o recuo foi da ordem de 7,2%.

Publicado anualmente, o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids revela ainda que o perfil do portador do vírus sofreu mudanças nos anos compreendidos entre 2006 e 2016. Segundo as informações apresentadas, a taxa de contágio entre as brasileiras diminuiu, em contraste com o aumento na parcela masculina, sobretudo entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens. Nessa categoria, o crescimento foi de 33% no período.

Em 2016, a proporção foi 22 diagnósticos confirmados em homens para cada 10 casos em mulheres. Além disso, a incidência quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes para 6,7 casos na década analisada. Entre os homens com 20 a 24 anos, a taxa passou de 16 casos de aids por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016.

Já entre as mulheres, constatou-se um aumento da doença entre jovens de 15 a 19 anos, grupo que teve a taxa elevada de 3,6 casos para 4,1. Outro ponto crítico é a transmissão em idosas acima dos 60 anos, já que a taxa passou de 5,6 para 6,4 casos por 100 mil habitantes.

De 2007 até o primeiro semestre deste ano, foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 194.217 casos de infecção pelo vírus. Do total, quase a metade (49,7%), correspondente a 96.439 ocorrências, ficou concentrada na Região Sudeste. Na sequência, vêm as regiões Sul, com 40.275 (20,7%); o Nordeste, com 30.297 casos (15,6%); o Norte, com 14.275
(7,4%); e o Centro-Oeste 12.931 (6,7%).

No ano de 2016, foram notificados 37.884 casos de infecção pelo HIV, sendo 3.912 (10,3%) casos na Região Norte; 7.693 (20,3%) casos na Região Nordeste; 15.759 (41,6%) na Região Sudeste; 7.688 (20,3%) na Região Sul; e 2.832 (7,5%) na Região Centro-Oeste.

Vigilância Sanitária dá orientações para comerciantes de alimentos cadastrados no Carnatal

Para garantir alimentos seguros para a população, a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde realizou na tarde desta quarta-feira (29), uma exposição dialogada sobre prestação de serviços de alimentação para os profissionais que atuarão no Carnatal 2017, na sede do Departamento de Vigilância em Saúde.

A exposição que foi ministrada pelo chefe do Núcleo de Planejamento, Hildeberto Medeiros e por Sônia Maria Fernandes do Núcleo de Informação, Educação e Comunicação (NIEC), ambos da VISA. Dirigida para cerca de 40 comerciantes da área alimentícia, que estão cadastrados no Carnatal 2017, abordou sobre RDC 153 /2017, que trata sobre Classificação de Risco e Boas Práticas; e, RDC 43/2017 que diz sobre Eventos de Massa.

Segundo a coordenadora do Serviço de Plantão da Visa, Maria do Céu Lima, o objetivo do encontro foi orientar os prestadores de serviços de alimentação, informações acerca das Boas Práticas de Fabricação de Alimentos para que sejam minimizados os riscos de ocorrerem surtos alimentares durante a realização do evento. “A intenção é proporcionar para a população que vai participar do Carnatal alimentos com condições sanitárias satisfatórias, garantindo alimentos seguros”.

Orientações acerca de acondicionamento dos alimentos em temperatura adequada, utilização de água potável, destino adequado dos resíduos produzidos, Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os manipuladores, utilização de gelo provenientes de estabelecimentos licenciados pela vigilância, dentre outras informações que visem fornecer um alimento seguro à população, foram os assuntos abordados.

A técnica da VISA, Ana Cristina Ferreira informou que nos dias do evento do Carnatal, a equipe da Vigilância Sanitária vai fiscalizar, monitorando o comércio, para averiguar se os comerciantes estão cumprindo as determinações da VISA.

ANS suspende venda de 31 planos de saúde no Brasil; Unimed RN integra a lista

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (30) a lista dos 31 planos de saúde de 10 operadoras que terão a comercialização suspensa devido a reclamações recebidas no terceiro trimestre de 2017 relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento. A medida entra vigor no dia 8 de dezembro e garante que os 167,7 mil beneficiários dos planos suspensos neste ciclo continuem a ter assistência regular. A lista de planos com comercialização suspensa pode ser acessada aqui. Na lista consta a Unimed Rio Grande do Norte, e também a Unimed Norte/ Nordeste.

A ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro e considerou 14.138 queixas para análise. No período, 92% das reclamações foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que busca uma solução mais rápida do problema. Os casos não resolvidos viram processos contra as operadoras e também são contabilizados para a suspensão da comercialização.

A suspensão está prevista pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de garantir atendimento de qualidade aos beneficiários. A ANS monitora as reclamações feitas pelos usuários e a cada três meses identifica as operadoras e planos com maior número de reclamações assistenciais, levando em conta também o número de beneficiários e a segmentação assistencial. Após suspensos, os planos afetados só podem voltar a ser comercializados para novos clientes se comprovarem a melhoria no atendimento.

Neste ciclo, 27 planos de saúde de sete operadoras que comprovaram melhoria nos serviços prestados foram reativados ou parcialmente reativados. A lista dos planos totalmente liberados para comercialização pode ser acessada aqui.

Transparência

As informações sobre o programa de monitoramento por operadora são públicas. O consumidor pode conferir o histórico das empresas antes da compra e saber se ela teve planos suspensos ou reativados. Além disso, é disponibilizado um panorama geral com a classificação de todas as operadoras

Quem busca informações sobre planos ou precisa entrar em contato com a ANS pode acessar os canais de atendimento da agência na internet ou ligar para 0800 7019656.

Vacina da dengue não deve ser tomada por quem nunca teve a doença, diz nova recomendação da Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar nesta quarta-feira (29) que a vacina da dengue, vendida na rede privada na maior parte do Brasil, não seja tomada por quem nunca teve a doença. A partir de agora, a imunização é considerada segura apenas para aqueles que já foram infectados pelo vírus.

A “Dengvaxia”, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, passou por testes de segurança. De acordo com informações preliminares, que precisam de uma análise mais completa dos estudos, alguns indivíduos apresentaram formas mais graves da doença após a aplicação – isso ocorreu em pessoas que não haviam tido um contato prévio com o vírus.

Por enquanto, a bula será atualizada. A Anvisa disse que irá analisar os resultados completos para se posicionar novamente.

Todas as diretrizes para vacina de dengue, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dizem que é necessário um acompanhamento dos pacientes dos testes iniciais por mais quatro anos. De acordo com a Sanofi, isso foi feito.

Com isso, uma pesquisa foi feita pela farmacêutica para observar se as pessoas com reações já tinham sido infectadas pelo vírus da dengue.

Em números absolutos, a farmacêutica informa que para os próximos 5 anos o risco estimado para pessoas nunca infectadas é de 5 casos de hospitalização por 1 mil pacientes vacinados.

A Anvisa passou a recomendar, portanto, que pessoas que não tenham apresentado a doença não se vacinem. O órgão esclarece que o risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro.

Fonte: G1