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Categoria: Saúde

Maternidade Escola recebe conceito A em Segurança do paciente

A Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), e vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi classificada na categoria “A” em Segurança do Paciente, por meio do monitoramento da gestão de riscos à saúde. O resultado, referente ao segundo semestre de 2016, foi divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através da Rede Sentinela.

Criada em meados de 2001 com o objetivo de ser observatório ativo do desempenho e segurança de produtos de saúde regularmente usados, como: medicamentos, kits para exames laboratoriais, órteses, próteses, equipamentos e materiais médico-hospitalares, saneantes, sangue e seus componentes, a Rede Sentinela possui hoje 241 instituições da área de saúde credenciadas. O intuito é aprimorar os processos de trabalho de vigilância e gestão de riscos e se consolidar como uma referência para o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária – VIGIPOS, com ganho de qualidade.

A MEJC responde semestralmente a um formulário eletrônico, no qual precisa evidenciar todas as ações que realiza na gestão de riscos assistenciais, e estão diretamente relacionadas com identificação, análise e avaliação; controle e monitoramento; comunicação; minimização; integração com outras áreas; qualidade; capacitação e educação continuada; farmacovigilância; tecnovigilância; hemovigilância e sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).

“Desenvolvemos todos os esforços para garantir o gerenciamento de todos os nossos riscos e a participação na Rede Sentinela de Hospitais é um exemplo”, destaca o chefe da Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais da MEJC, farmacêutico Thiago Pessoa.

Segundo o gerente de riscos, com o monitoramento semestral é possível fazer o acompanhamento das atividades e a construção de indicadores que servirão de base para a avaliação e verificação do ciclo de melhorias a serem implementadas. “Somos referência na assistência à mulher e ao recém-nascido, temos como meta estarmos no melhor nível de gestão de riscos e para isso, a qualidade e segurança do paciente devem ser garantidas”, afirma.

Este é o segundo monitoramento realizado na maternidade. Em sua primeira avaliação, a MEJC obteve média 25,52, ficando categoria B. Com a reformulação e o planejamento das ações de gerenciamento, foi possível aumentar 4 pontos percentuais e avançar para a categoria máxima da avaliação.

Entre as ações desenvolvidas pelo hospital que influenciaram neste resultado estão: a busca ativa de eventos adversos, o monitoramento sistemático das notificações, a integração com diversas unidades administrativas do hospital, estratégias de comunicação de forma objetiva e oportuna, a participação regular nos Programas Sentinelas em Ação, assim como a promoção de capacitações, a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente, entre outros.

Sobre a Ebserh

Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo da Rede Ebserh é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Secretaria Municipal de Saúde tranquiliza população e orienta quanto vacinação da Febre Amarela

Devido aos vários casos de Febre Amarela ocorridos pelo país e divulgados pela imprensa nacional, muitas pessoas têm procurado as unidades de saúde da cidade em busca da vacina contra a doença. A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que não há motivo para preocupações em Natal, vez que o município não faz parte da área de risco da doença, pois não há casos confirmados, e nem notificados, ou suspeitos e dessa forma a vacinação é realizada apenas de rotina para as pessoas que ainda não foram vacinadas ou que vá viajar para alguma área considerada de risco para febre amarela. “Não temos nenhum caso de febre amarela em Natal, e não somos considerados área de risco para o agravo”, esclarece a secretária Municipal de Saúde, Saudade Azevedo.

O Departamento de Vigilância em Saúde de Natal explica que a vacinação contra febre amarela é aplicada em apenas uma dose, desta forma quem tomar a vacina está completamente imune a doença. Em Natal, a vacinação só é recomendada para pessoas que forem viajar para área de risco.

“Quem for viajar para lugares de risco deve tomar a vacina 10 dias antes da viagem. Além disso, deve apresentar um comprovante de viagem, como passagem de avião ou ônibus. Esses cuidados são necessários para que as doses sejam direcionadas a quem realmente precisa”, explica Aline Bezerra.

As vacinas estão disponíveis em 15 unidades de saúde, das 8h às 16h, distribuídas nas seguintes unidades de saúde: Vista Verde, Redinha, Gramoré, Vale Dourado, Santarém, Potengi, Nova Descoberta, Pirangi, Candelária, São João, Lagoa Seca, Mãe Luiza, Mista de Felipe Camarão, Policlínica Oeste e Quintas.

A imunização contra febre-amarela é contraindicada nas seguintes situações:

– Crianças menores de 9 meses de idade e acima de 60 anos de idade (somente com prescrição médica)

– Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza:

– Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;

– Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores);

– Pacientes submetidos a transplante de órgãos;

– Pacientes com imunodeficiência primária;

– Pacientes com neoplasia;

– Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou a outras);

– Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica);

– Gestantes.

Sobre a febre amarela

A Febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é transmitido por vetores artrópodes. O vírus da febre amarela é um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

O vírus da Febre Amarela apresenta dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

Natal registra mais de 8 mil agravos respiratórios em crianças durante 2017

Durante todo o ano de 2017, foram registrados 8.035 casos de agravos respiratórios em crianças em Natal. Os dados foram divulgados pela Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar Natal), do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A maior incidência de casos foram as chamadas Infecções Respiratórias Agudas (IRA), como pneumonia, faringite e laringite. Foram 5.934 registros e agravos desse tipo. Em seguida aparecem a asma (1.079) e a bronquite (892). Em 130 das situações, o tipo de agravo não foi informado.

Em comparação com 2016, a capital potiguar registrou um grande aumento no número de ocorrências. Já que no ano passado foram contabilizados 2.673. De acordo com Marcílio Xavier, chefe do setor de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador (Visamt), isso se deu, principalmente, pelo aumento do número de unidades ‘sentinelas’ do Vigiar.

“Até junho de 2016, tínhamos apenas uma unidade sentinela, que era no Hospital Municipal de Natal. Já em 2017, além do Hospital, tivemos as UPAs Pajuçara, Potengi e Cidade da Esperança, o que resultou em uma maior quantidade de dados recebidos”.

Com o Vigiar, é possível fazer uma avaliação epidemiológica para o monitoramento de fenômenos onde o foco está na análise dos possíveis impactos à saúde de crianças menores de cinco anos que apresentem sintomas respiratórios como dispneia, falta de ar, cansaço, sibilos, chiados no peito e tosse.

Febre amarela é caso de emergência no Brasil

Ações de combate ao vírus da febre amarela têm sido intensas com a confirmação de 21 mortes e 40 casos de febre amarela, desde janeiro de 2017, em São Paulo. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde, divulgados nesta semana. A transmissão da doença que acontece através de mosquitos infectados tem a vacina como sua principal prevenção.

”A febre amarela é prevenida por uma vacina extremamente eficaz, que é segura e acessível. Uma única dose de vacina da febre amarela é suficiente para conferir imunidade sustentada e proteção ao longo da vida”, enfatiza a infectologista Christianne Takeda, do Hapvida Saúde.

De acordo com a especialista, os casos mais graves são característicos por apresentar na pele dos pacientes a cor amarela e, com esse alerta, a prevenção deve ser sempre prioridade. ” A vacina é segura e oferece proteção efetiva de 90% em 14 dias e 99% em 30 dias para pessoas vacinadas.   A recomendação é a vacinação em todos viajantes para países ou áreas onde há alto risco de transmissão da febre amarela ou para moradores de regiões em que esteja vivendo surtos da doença”.

Takeda explica que a febre amarela é transmitida aos seres humanos pela picada de mosquitos infectados como exemplo espécies de mosquitos Aedes e, geralmente, esses insetos são ativos durante o dia, aumentando a possibilidade de manifestação. ”Usar repelente de mosquitos contendo DEET ou Icaridin, roupas de cor clara e de mangas compridas quando estiver ao ar livre, são algumas das recomendações. Além de colocar telas para manter os locais preservados e usar mosquiteiro à noite, se mosquitos estiverem presentes”, esclarece a infectologista.

Sintomas e Tratamento

Uma pequena proporção de pacientes que contraem o vírus apresentam sintomas graves.  A infectologista afirma que geralmente, os sintomas incluem ” febre, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos e fadiga com apresentação do quadro mais acentuado, os olhos e pele ficam amarelados e há manifestações hemorrágicas”, explica.

Atualmente, não existe um medicamento antiviral específico para tratar a febre amarela, mas cuidados específicos para tratar a desidratação, insuficiência hepática e renal e febre melhoram os resultados. ”As infecções bacterianas associadas podem ser tratadas com antibióticos. Nos casos de pacientes infectados, o tratamento de suporte precoce feito em hospitais melhora as taxas de sobrevivência”, reforça a especialista.

Ceará concentrou 73% dos casos suspeitos de chicungunya no Brasil em 2017

Com quase 100 mil casos, o número de pessoas que tiveram febre chicungunya durante o ano de 2017 no Ceará foi mais que o triplo do apresentado em 2016, quando foram confirmados 31.482 casos. Considerando todos os casos suspeitos notificados (136.273), o estado respondeu por 73% dos registros de todo o Brasil – 185.605 casos prováveis, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ricristhi Gonçalves, o pico foi causado pela suscetibilidade da população à nova doença, que começou a aparecer no estado no final de 2015, aliado à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Dos 99.984 casos confirmados, 162 resultaram em óbito.

No ano passado, a secretaria implantou medidas para combater os focos do Aedes aegypti, transmissor da chicungunya e também da dengue e do vírus Zika. No período, foi liberado incentivo financeiro de R$ 10 milhões para ser distribuído entre os municípios que apresentassem bons indicadores, com cobertura de visita domiciliar por agentes de saúde e endemias, criação de comitês municipais e a realização do Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa).

“Tentamos criar um ambiente desfavorável para o mosquito. Conseguimos uma boa adesão das cidades. Hoje, não há nenhum município que não tenha atingido 80% de cobertura de visita domiciliar. Esperamos ter resultados na transmissão das doenças e, especialmente, a redução dos casos de chicungunya.”

Capital

Do total de casos confirmados de chicungunya no Ceará, mais da metade (57.435) foram registrados em Fortaleza. Como forma de enfrentar os desafios impostos pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a lei 9.835, de 2011, que criou normas para evitar a propagação da dengue na cidade, foi atualizada para deixar mais claras as responsabilidades da administração municipal e da população.

O gerente da Vigilância Ambiental de Fortaleza, Nélio Morais, explicou que a atualização da lei deixou mais claros os procedimentos para autuação de moradores que não combatem focos do mosquito e para a garantia do acesso dos agentes de saúde e endemias nas propriedades.

“A intenção não é partir para a multa pela multa, mas educar e fazer com que todos os pares assumam um compromisso. A chicungunya chegou e pegou toda uma população suscetível. Não vencemos nem a dengue ainda, então é preciso trabalhar a responsabilização tanto do poder público como da sociedade.”

O último levantamento feito em Fortaleza, em outubro, mostrou um índice de infestação de 0,63%. Apesar do bom resultado, Morais explica que o dado não tem o caráter de prever como será a transmissão das doenças, sobretudo por ter sido realizada em um período sem chuvas. Novo balanço será feito no fim deste mês, período em que a cidade já registra precipitações da pré-estação chuvosa e que cria ambiente favorável para a proliferação do Aedes aegypti.

Natal recebe 31 novos profissionais do Programa Mais Médicos

Foto: Daniel Morais

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu na manhã desta segunda-feira (15), no auditório da UNI-RN, um momento de acolhimento aos 31 novos profissionais do Programa Mais Médicos, que passam a atuar em Natal, distribuídos em 20 unidades de saúde. A solenidade de acolhimento contou com a presença do diretor substituto do Departamento de planejamento e Regulação da Provisão de profissionais de Saúde do Ministério da Saúde (DEPREPS/MS), Paulo Ricardo Silva e da secretária municipal de Saúde, Maria da Saudade Azevedo. Natal ainda pode ser contemplado com mais três profissionais, na segunda chamada do Programa Mais Médicos.

O diretor do DEPREPS, Paulo Ricardo, parabenizou a vinda dos profissionais e destacou a importância do momento para a capital do estado. “Sabemos do grande desafio que representa para vocês médicos que compõem o Programa mais Médicos para atuarem nas unidades de saúde e prestarão assistência médica humanizada que é tão própria da Atenção Básica e que nós precisamos no nosso país. Vocês são a esperança do Brasil. Agradeço ao prefeito Carlos Eduardo que não mediu esforços em Brasília para conseguir esses profissionais para o município, que, com certeza, dará um plus na qualidade e quantidade da assistência prestada aos natalenses”.

Saudade Azevedo, também ressaltou a importância desses profissionais para o fortalecimento da Atenção Básica em Natal. Ela enfatizou o apoio recebido das parcerias com o Ministério da Saúde, SESAP, UFRN e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/RN). “Com essas parcerias conseguimos grande avanço na Estratégia da Saúde da Família, mas queremos atingir pelo menos 80% de cobertura até 2020. É um plano ousado, mas vamos trilhar esse caminho. Vamos ampliar essa cobertura, pois é uma prioridade da Gestão”.

A secretária ainda destacou as reformas e construções dos serviços de saúde, sendo 46 reformas e ampliações, duas construções de unidades básicas de saúde, a criação do Hospital Municipal de Natal, a melhora da ambiência da Maternidade Araken Pinto, criação do Centro de Convivência em Saúde Mental, do Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e a implantação do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) em 43 unidades, entre muitos outros avanços.

A médica cubana, Zoila Guethon Silva, que atuará na Unidade de Saúde da Pompéia, no Distrito Sanitário Norte I, disse que pretende ajudar a melhorar a saúde da comunidade em que irá atuar. “Tenho experiência em Cuba como especialista em Medicina Familiar Cubana há 24 anos gostaria de conhecer o Programa Mais Médicos e aprender muito do trabalho aqui, por isso participei da seleção”.

“Procurei o programa Mais Médicos pela oportunidade de fazer um trabalho continuado e preventivo com os pacientes, que hoje em dia é mais importante do que curar doenças. Espero que seja um bom trabalho e que tenhamos apoio para fazer a diferença e fazer melhorias na unidade de trabalho”, afirmou a médica, Daniele Sousa, que atuará na Unidade de Saúde do Potengi, no Distrito Sanitário Norte II.

A solenidade de acolhimento contou ainda com a presença do secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes, presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RN, Débora Costa, do representante do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no RN (NEMS/RN), Francisco Júnior do Rêgo, de apoiadores do Ministério da Saúde do Programa Mais Médico, da UFRN, de diretores de departamentos, gerentes de distritos e diretores e administradores das unidades de saúde.

Obesidade cresce entre usuários de planos de saúde, diz pesquisa

Uma pesquisa com 53 mil usuários de planos de saúde de todo o Brasil aponta aumento da obesidade e do sobrepeso entre 2008 e 2016, apesar de terem se tornado mais frequentes o consumo de frutas e hortaliças e a prática de atividade física.

Os dados foram divulgados hoje (15) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Foram entrevistados por telefone cerca de 20 mil homens e 33 mil mulheres que moram nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal.

Em 2008, 46,5% dos entrevistados apresentavam Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 25 pontos. Essa parcela da população aumentou para 53,7% quando a pesquisa foi repetida no ano passado.

O Índice de Massa Corpórea é um dos parâmetros utilizados pela Organização Mundial da Saúde para identificar se uma pessoa está em um peso correspondente a sua altura. O valor é calculado dividindo o peso da pessoa pela sua altura ao quadrado [multiplicada por ela mesma]. Quando atinge ao menos 30 pontos de IMC, uma pessoa é considerada obesa, o que é o caso de 17,7% dos usuários de planos de saúde.

Em 2008, essa parcela era de 12,5%, e, se comparado o número de obesos daquele ano ao de 2016, é possível constatar que houve um crescimento de 41,6%.

Mais frutas e hortaliças

Apesar dessa alta, a pesquisa constatou a melhora de alguns indicadores. O número de adultos que consomem refrigerantes ao menos cinco vezes por semana caiu de 26,2% para 14,7%.

O percentual de pessoas que trocam refeições por lanches começou a ser medido em 2013 e também caiu, de 19% para 15,6%. Por sua vez, o hábito de comer hortaliças e frutas com regularidade cresceu de 27% em 2008 para 30,5% em 2016.

A população que pratica ao menos 150 minutos de atividade física moderada ou intensa semanalmente cresceu de 37,4% em 2010 para 42,3% em 2016. A inatividade física, por outro lado, caiu cinco pontos percentuais, de 19,2% para 14,2%.

Foi classificado como inativo o entrevistado que respondeu não ter praticado nenhuma atividade física nos três meses anteriores à pesquisa. Também são consideradas nessa resposta a realização de atividade física no trabalho, limpeza pesada em casa e caminhadas de pelo menos 10 minutos para ir ou voltar de uma atividade díaria, como o trabalho ou a escola.

Obesidade por capital

A pesquisa identificou números regionais sobre os fatores de risco pesquisados e chegou à conclusão que cinco capitais já registram mais de 20% de usuários de plano de saúde obesos.

Manaus tem o índice mais elevado, com 22,3%, seguida por Macapá, com 20,8%, e Rio de Janeiro, com 20,5%. João Pessoa tem 20,2% e Aracaju, 20%. Palmas e Distrito Federal têm o menor percentual, de 13,4%.

Tabagismo

Outro dado levantado na pesquisa foi o consumo de cigarro, que apresentou queda em relação a 2008, mas parou de cair se observada a variação de 2015 para 2016.

Em 2008, 12,4% dos entrevistados eram fumantes, patamar que caiu ano após ano até atingir 7,2% em 2015. No passado, 7,3%  dos usuários de plano de saúde declararam ser fumantes.

O número de fumantes passivos em domicílio ou em local de trabalho também caiu. As pessoas expostas ao tabaco em casa registrou índice de 6,3%, e 5,2%, no trabalho.

Servidores da Saúde fazem nova paralisação e Samu interrompe atividades

Foto: Sindsaúde/RN

Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (15), servidores da saúde Estadual começaram a se concentrar em frente ao Hospital Walfredo Gurgel (HWG) em mais um “Apagão da Saúde”, Esse é o segundo apagão de serviços realizados pelos trabalhadores da área, que dessa vez protestam contra a exclusão dos pensionistas do acordo entre Governo e servidores, que prometia o pagamento até o dia 18 deste mês.

Fonte: Tribuna do Norte