22 de fevereiro de 2018 às 15:11
22 de fevereiro de 2018 às 15:00
Ministro Ricardo Barros defende estratégia de vacinar toda a população de forma gradual. Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde vai discutir com estados e organismos internacionais a possibilidade de ampliar a vacinação de febre amarela para todo o país ainda neste ano por conta da circulação do vírus em novas áreas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou a proposta hoje (22), em Brasília, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite.
A sugestão será também discutida com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Ao apresentar a proposta, o ministro defendeu que estratégia de vacinar toda a população, deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados. Segundo ele, se a ampliação for definida, haverá uma programação de vacinação para cada estado.
Atualmente, alguns estados do Nordeste e áreas do Sul e Sudeste do país não fazem parte das áreas de recomendação de vacina, por não apresentarem circulação do vírus.
Vacinação pode atingir 34 milhões de pessoas
Nestes locais devem ser vacinados, aproximadamente, 34 milhões de pessoas, sendo 11 milhões nas regiões Sul e Sudeste, além de 23 milhões no Nordeste.
Agora, o ministério estuda incluir todos os estados do país como Área Com Recomendação de Vacinação. O Ministério da Saúde aguarda o funcionamento da nova fábrica da Libbs Farmacêutica, em São Paulo, que poderá produzir mais 4 milhões de vacinas por mês.
Entre 1º julho de 2017 e 20 de fevereiro deste ano, foram confirmados 545 casos de febre amarela no país, com 164 óbitos. Ao todo, foram notificados 1.773 casos suspeitos, sendo que 685 foram descartados e 422 permanecem em investigação.
20 de fevereiro de 2018 às 13:30
20 de fevereiro de 2018 às 13:31
Servidores da saúde votaram pelo fim da greve durante assembleia realizada na manhã desta terça (20) em Natal (Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi)
Na manhã desta terça-feira (20), cerca de 300 servidores da saúde do estado do Rio Grande do Norte se reuniram no auditório do Sinpol para avaliar a greve que completou 100 dias no dia de hoje. Após discussão da categoria, os servidores decidiram em ampla maioria encerrar a greve.
Foram cem dias de resistência. De acampamentos, ocupação na Seplan, ocupação na Assembleia Legislativa, atos, manifestações e de grandes enfrentamentos em defesa do salário em dia e de um calendário de pagamento.
Em meio à luta pelo salário em dia, os servidores foram surpreendidos com um pacote de ajuste fiscal do governador Robinson Faria (PSD), enviado em regime de urgência à Assembleia Legislativa do RN. Esse pacote sofreu uma dura resistência dos servidores públicos do estado, em especial às duas categorias que estavam em greve: A saúde e a UERN. E dois dos principais projetos foram derrotados. O da extinção dos adicionais por tempo de serviço (ADTS) e o que acabava com a paridade (igualdade) entre ativos, aposentados e pensionistas.
Após muitos dias de luta, os salários dos servidores da ativa estão regularizados. Durante a assembleia, pontuou-se que o governo ainda falta pagar o 13º salário e colocar em dia o pagamento dos aposentados e pensionistas, onde o salário de quem ganha acima de R$ 4 mil não foi finalizado.
Os servidores ainda aprovaram a construção do dia 8 de março (Dia Internacional de Luta das Mulheres) e uma nova assembleia para o dia 16 de março.
Para o Sindsaúde-RN, a greve foi uma demonstração de luta e resistência dos servidores da saúde que estavam apenas buscando o que é de direito: receber o salário em dia.
“Encerrar a greve não significa que a luta acabou. Nós vamos continuar lutando em defesa dos nossos direitos, em defesa dos aposentados que estão com os salários atrasados e por melhores condições de trabalho na saúde desse Estado”, disse Manoel Egídio, Coordenador-geral do Sindsaúde-RN.
20 de fevereiro de 2018 às 09:47
20 de fevereiro de 2018 às 09:59
O Centro de Convivência em Saúde Mental, localizado no bairro das Rocas, realiza a partir desta segunda-feira (19) uma semana voltada a oferta de oficinas integrativas, com o intuito de aproximar os usuários e a comunidade às atividades que envolvam arte e criação.
Nesta segunda-feira, o Centro de Conivência oferece Meditação, Artesanato, Dança Criativa, Inclusão Digital e Oficina de Flores. Na terça: Alongamento, Percussão, Dança do Ventre, Artesanato e Dança Urbana. Na quarta: Meditação, Arte Terapia, Zumba e Saúde e Beleza. Na quinta: Violão, Percussão, Oficina de Papéis, Coral e Pintura em Tela e na sexta-feira será ofertado Meditação, Alongamento, Artesanato, Dança Circular e Oficina de Tecido.
Segundo Marcelle Janine, coordenadora do Centro de Convivência em Saúde Mental, estas oficinas tem a importância de reinserir socialmente os usuários em tratamento com intervenções artísticas, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades específicas e relacionais destes usuários.
As oficinas são abertas a toda comunidade e funcionam de segunda a sexta das 8h às 12h.
20 de fevereiro de 2018 às 08:59
20 de fevereiro de 2018 às 09:07
Corredores do Walfredo Gurgel, maior hospital público do RN, estão lotados de macas (Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução)
O portal G1/RN destaca nesta terça-feira que oitenta pacientes estão em macas espalhadas no chão e corredores do Walfredo Gurgel, maior hospital público do Rio Grande do Norte. A situação ficou tão crítica que a diretora da unidade chegou a recomendar, no fim de semana, que as pessoas ficassem em casa para evitar acidentes nem serem vítimas da violência. Tudo porque, segundo Fátima Pinheiro, o hospital não tem condições de prestar atendimento. Nesta terça-feira (20), completa 100 dias que os servidores da saúde estão em greve.
A saúde pública do RN está em estado de calamidade pública desde junho de 2017. Confira a matéria na íntegra.
17 de fevereiro de 2018 às 10:27
17 de fevereiro de 2018 às 11:19
Parnamirim foi escolhida para desenvolver junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) um projeto voltado para o aprimoramento do atendimento aos idosos do município. O projeto é uma iniciativa da UFRN, que foi vencedor de um edital da Secretaria Nacional de Defesa do Direito da Pessoa Idosa, que premiou os três melhores projetos do país nessa área.
O projeto será realizado inicialmente no Bairro de Monte Castelo e seguirá várias etapas. A primeira delas será o monitoramento das condições de saúde dos idosos com a utilização de tecnologias de apoio ao diagnóstico, ao tratamento e às intervenções desse grupo social.
Em paralelo a esse monitoramento, serão desenvolvidas uma série de outras ações em parceria com a Prefeitura. Uma delas é trabalhar juntos ao alunos da rede pública de ensino municipal e aos pais, informações sobre o idoso, do ponto de vista da saúde, da sua cidadania, do respeito e sua dignidade.
De acordo com o professor, Álvaro Campos Cavalcanti, docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenador do projeto, a parceria com o município nasceu do desenvolvimento de um outro projeto voltado para acompanhamento de mulheres na menopausa.
“A partir de toda essa disponibilidade que Parnamirim sempre nos proveu nós entendemos que o município reunia todas as possibilidades para que pudéssemos trazer esse projeto para a cidade”, explicou.
Uma outra iniciativa do projeto será a promoção de um concurso, no qual os próprios idosos escolherão a logomarca do projeto. O melhor desenho será premiado.
Ainda de acordo com o professor, a ideia é expandir a iniciativa para outras áreas da cidade. “Inicialmente nós estamos contando com o apoio da secretaria de saúde, assistência social, e da saúde, mas a ideia é que possamos estender o convite para as demais secretarias para que todas possam estar envolvidas nessa melhora da assistência ao idoso”, declarou.
Como resultado final, o professor espera que, de fato, o atendimento à pessoa idosa ocorra de forma mais eficiente e consequentemente que ele seja estendido para todo o município.
15 de fevereiro de 2018 às 18:09
15 de fevereiro de 2018 às 18:44
O Instituto Evandro Chagas apresentou nesta quinta-feira (15), durante coletiva de imprensa no Ministério da Saúde, pesquisa que aponta que o mosquito Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático, está suscetível ao vírus da febre amarela em ambiente silvestre ou rural. Mosquitos infectados foram capturados, no ano passado, em áreas rurais próximas aos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. O instituto é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.
Diretor do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos explicou que, se houver transporte do inseto para áreas urbanas, o mosquito pode vir a servir de vetor de ligação entre os dois ciclos possíveis da doença no Brasil: o ciclo urbano, que não tem sido mais registrado no país desde a década de 40, e o silvestre, que é o responsável pelas transmissões atuais. Essa possibilidade, no entanto, ainda não está confirmada.
“Em princípio, é uma evidência. A gente não pode falar em risco ainda pelo encontro do vírus nesse mosquito Aedes albopictus. Ele é um mosquito que, por sua filogenia, é mais silvestre que urbano ou periurbano. Como ele se adapta bem às áreas florestais, ele pode ter sido infectado por macacos, mas não se sabe ainda qual é a capacidade vetorial dele”, afirmou Vasconcelos.
Agora, o instituto deve trabalhar na avaliação dessa capacidade, pois apenas a presença do vírus não significa que o Aedes albopictus tenha adquirido o papel de vetor da febre amarela. Também será estudado, nos próximos dois meses, se mosquitos do gênero continuam apresentando presença do vírus nas cidades mineiras inicialmente investigadas.
A possibilidade desse mosquito atuar como transmissor intermediário já era investigada, dado que papel semelhante é exercido por várias espécies de Aedes na África, continente que ainda registra também a febre amarela urbana. “O encontro do vírus no mosquito, por si só, não autoriza a ninguém a afirmar que ele seja um transmissor da febre amarela, porque vários mosquitos são encontrados na floresta infectados, mas somente o [Aedes] haemagogus e sabethes é que são os transmissores da febre amarela silvestre”, de acordo com pesquisas já confirmadas.
O ministro Ricardo Barros avaliou que a descoberta “mostra que temos sido diligentes na busca de fatos novos e de entender por que houve aumento de casos [de febre amarela] no ano passado”. Para ampliar o escopo do estudo e a capacidade de avaliação, o ministério aprovou a realização de uma força-tarefa de captura de mosquitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
“Nós esperamos ter o cuidado e a cautela, como tivemos sempre, de averiguar todas as possibilidades, para que nós possamos controlar todos os episódios de febre amarela no Brasil”, acrescentou Barros. Ele também destacou a importância de a população manter-se vigilante e no combate ao já conhecido Aedes aegypti, que até as primeiras décadas do século 20 foi responsável por transmitir a febre amarela no ambiente urbano.
Número de casos
Na coletiva, o ministro descartou a ocorrência de epidemia de febre amarela neste momento e reiterou que não há registro de febre amarela urbana. O número de casos da doença é, inclusive, menor do que no ano passado. Entre 1° de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram 407 casos confirmados no Brasil. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período do ano passado, foram 532 ocorrências.
Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros.
15 de fevereiro de 2018 às 08:47
15 de fevereiro de 2018 às 08:57
Lady Kelly Farias da Silva
Terapeuta Ocupacional – Casa Durval Paiva
Crefito14295-TO
Receber o diagnóstico de câncer definitivamente não é fácil, é um momento extremamente delicado em qualquer fase da vida. E, para os pais receberem este diagnóstico do filho é muito mais complicado. Muitas são as perguntas que surgem, além dos medos do que está por vir, da insegurança do desconhecido, de como lidar com toda essa situação que, literalmente, não estava nos planos de vida do filho, que se encontra em pleno desenvolvimento na escola, fase de brincadeiras, com estímulos em todos os aspectos, perguntam-se então como serão os próximos capítulos.
De acordo com os pesquisadores Anders, Lima e Rocha (2005), ser portadora de uma doença crônica, que necessita de tratamento agressivo, leva a criança e sua família a se defrontarem com um grande desafio e a capacidade de adaptação à doença depende de fatores como: apoio familiar e social, acesso aos serviços de saúde, características individuais, complexidade da doença, suporte da equipe de saúde, entre outros.
Nesse contexto, surgem as casas de apoio, com o objetivo de proporcionar suporte necessário às pessoas que estão passando por este momento de grandes dúvidas, onde possam encontrar o mínimo de acolhimento. A Casa Durval Paiva busca oferecer bem estar durante esta fase de tratamento, proporcionando o suporte global às crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas, assim como, seus acompanhantes, mediante uma assistência interdisciplinar.
Importantes questões como a dificuldade das famílias em iniciar e dar continuidade ao tratamento devido ao alto custo; a precariedade do transporte público e a falta de uma dieta balanceada são identificadas; Além da hospedagem, atendimento de qualidade, através de uma equipe preparada e disponível nas áreas de serviço social, orientação psicológica, dentistas, pedagogas, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, suporte nutricional adequado, médica, farmacêutica, a instituição oferece na sala de artes, um espaço onde é possível os acompanhantes receberem capacitação profissional para que tenham uma renda extra, já que não conseguem um trabalho fixo, em função do acompanhamento médico de seu filho, ainda a inclusão digital e o transporte, para que desta forma, possam se locomover da instituição aos hospitais e clínicas, tornando a intervenção mais efetiva, evitando interrupções e possibilitando também maior perspectiva de vida.
Com o intuito de atender a todos de acordo com a especificidade e necessidade de cada um, são também realizadas doações de cestas básicas, além de atividades culturais e de lazer, com o objetivo de proporcionar um ambiente muito mais acolhedor e humanizado.
Dentre tantas histórias, temos o relato de uma mãe, I.F.O, que descreve o momento em que recebeu o diagnóstico do filho como sendo uma época em que se viu sem forças, sem perspectiva, sozinha, cita ter sido devastador. Foi quando manifestou enorme desestabilização emocional, visto não ter conhecimento da doença, e a grande dúvida era onde encontrar assistência e como dar o primeiro passo, foi então que conheceu a Casa Durval Paiva e enfim, teve o que tanto precisava – amor e esperança, que por um instante estiveram perdidos. Ela conta que o acolhimento que recebeu fez toda a diferença, teve todas a suas necessidades alcançadas, viu naquela Casa, uma segunda família, com terapias de qualidade e profissionais capacitados.
Hoje, I.F.O relata ser muito grata a todos que passaram juntamente com ela essa fase de tratamento do filho, que é muito feliz e realizada e que todo esse sentimento se deve ao fato do que vivenciou na instituição. E.G.F, encontra-se curado, porém, continua frequentando a instituição e ainda usufrui de algumas terapias e outros serviços oferecidos pela Casa, como passeios culturais e de lazer, é também estimulado pela terapeuta ocupacional a fim de alcançar maior autonomia e independência nas atividades de vida diária, tem a possibilidade de socializar-se com outras crianças, permitindo ser criança, visto que as atividades sugeridas são extremamente lúdicas; teve o retorno à sua rotina na escola e, diante de todos estes fatos, é possível destacar então, que E.G.F teve sua reinserção social como esperada, de forma bastante positiva e com qualidade.
Tão importante quando o tratamento em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, assim como o seu contexto familiar, com um olhar individualizado. Sabemos que a cura não deve se basear somente na parte biológica, mas também no bem estar e na qualidade de vida do paciente e que, juntamente com a medicina, o amor e a empatia nos leva a sempre acreditar na vida enquanto ela possa existir.
14 de fevereiro de 2018 às 17:59
14 de fevereiro de 2018 às 19:08
Apesar de contarmos com vacinas e medicamentos antivirais eficazes, às vezes a humanidade se depara com pandemias sazonais de vírus mutáveis, como a gripe suína ou a aviária.
Mas cientistas japoneses afirmaram que estão desenvolvendo uma espécie de remédio “universal” contra a gripe, que protege o corpo do vírus, independentemente da mutação sazonal, e mata o agente em apenas 24 horas.
Desenvolvido pela empresa farmacêutica Shionogi, de Osaka, no Japão, o medicamento funciona pela inibição de uma enzima essencial para o processo pelo qual o vírus da gripe traduz seus genes em proteínas. Ao bloquear toda a expressão destes genes virais, o remédio evita não só a disseminação de partículas de vírus replicadas como também dificulta a capacidade do vírus em entrar em nossas células, reduzindo sintomas.
De acordo com o Wall Street Journal, a reprodução do vírus na célula hospedeira foi completamente interrompida após cerca de 24 horas. Em pacientes que tomaram o medicamento Tamiflu (duas pílulas por dia durante 5 dias), esse processo continuou até 72 horas, após a primeira pílula. Os pacientes que tomaram pílulas de placebo apresentaram sinais de infecção ativa por 96 horas.
Além disso, o teste sugere que o novo medicamento causa menos efeitos colaterais que Tamiflu.
Droga chega ao Japão em maio
Segundo o Wall Street Journal, o remédio, chamado de baloxavir marboxil, pode estar disponível no mercado japonês ainda em maio deste ano. Isso porque a fase 3 de seu teste, que avaliou sua segurança e eficácia em 1.436 pacientes com gripe, foi um sucesso.
Entretanto, apesar de sua promessa, o novo medicamento ainda tem algumas limitações. O estudo excluiu pessoas com alto risco de desenvolver complicações da gripe, como a pneumonia, por exemplo, não mostrando sua eficácia nesses casos mais graves.
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