2 de junho de 2025 às 04:38
2 de junho de 2025 às 05:39
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), intensificou o combate à poluição sonora no trânsito com a Operação Sossego, que resultou na remoção de 415 motocicletas com escapamentos irregulares somente nos cinco primeiros meses de 2025, nas cidades de Natal e Parnamirim.
As infrações mais recorrentes incluem a ausência de silenciadores, escapes furados, descargas livres, filtros removidos, entre outras alterações proibidas que provocam ruídos excessivos e incomodam a população, especialmente em áreas residenciais.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir motocicleta causando poluição sonora é infração de natureza grave, sujeita à aplicação de multa no valor de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH do condutor, além da remoção do veículo ao pátio.
A Operação Sossego segue em andamento e tem como objetivo garantir o bem-estar da população e o cumprimento da legislação de trânsito, reforçando o papel do CPRE na promoção de um trânsito mais seguro e silencioso.
Em áudio obtido com exclusividade pelo Metrópoles, o coronel aposentado da Polícia Militar de São PauloLuiz Enrique de Souza Ikeda, de 54 anos, admite ter estuprado a própria filha adotiva e praticado uma série de abusos contra ela. Os crimes teriam ocorrido em Limeira, no interior do estado, em 2011, quando a menina tinha 10 anos. A confissão registrada no áudio ocorreu anos depois, em 2017, em uma conversa entre o PM e a menina, já com 16 anos.
O caso passou a ser investigado em junho de 2020 pela da Delegacia de Defesa da Mulher de Limeira, em um inquérito que durou quase cinco anos. Em janeiro, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra Ikeda por estupro de vulnerável. Em fevereiro, a denúncia foi aceita pela Justiça, e o coronel se tornou réu. A reportagem teve acesso ao processo, que corre em segredo.
A gravação, de aproximadamente 2 horas e 30 minutos, foi feita na cozinha da casa em que moravam, na véspera da morte da esposa de Ikeda, mãe da menina. A mulher estava debilitada havia meses, por causa de um câncer.
Na ocasião, o coronel, sem saber que estava sendo gravado, tentava fazer a filha admitir que teria contado sobre os abusos para a mãe. Durante a conversa, ele admite ao menos dois estupros, em diferentes situações. Nos dois casos, coloca a culpa na criança, que, segundo ele, seria “curiosa” e “sonâmbula”.Play Video
“Eu tinha bebido muito. Você me aparece na lavanderia, no meio do que aconteceu, e curiosa de saber como é que eram as coisas. Então, eu estava suscetível ao que aconteceu. Deixei rolar. Então, como eu falei, eu não me eximo de culpa. Só que, nessa história, a culpa não é só minha. Nunca foi. Tudo bem, você tinha 11 anos de idade, ia fazer 11. Então a sua culpa não é tão grande, porque você estava curiosa”, diz Ikeda em um trecho da gravação.
Em um dos estupros, que não teve a data exata especificada, o coronel diz ter “deixado” a menina manusear seu pênis, fazendo movimentos de masturbação.
“Aí você parava. Ficava um tempinho sem eu fazer nada. Aí você mexia de novo no meu pênis, ele voltava a ficar duro, e você começava de novo. Aí eu: ‘Para, senão vou gozar de novo’. Aí você parava, deixava de novo, dava um tempinho, pegava de novo. Lembra? Se você não quisesse que o negócio continuasse, você simplesmente faria o quê? Deixava eu gozar”, diz o coronel na gravação.
Na gravação, Ikeda e a filha ainda conversam sobre um outro episódio, em que ele teria se masturbado com os pés da menina, enquanto ela dormia. O coronel, que estava deitado no pé da cama em que o resto da família dormia, acusou a filha de massagear seu pênis com os pés.
Segundo ele, pensando que a menina estava acordada, decidiu “deixar rolar” para ver até onde a filha iria.
“Eu peguei, puxei a parte da bermuda um pouquinho para baixo e deixei meu pênis sair para fora aqui em cima. No instante que meu pênis foi para fora, você levou os seus dois pezinhos […] para a parte de cima aqui. Isso aqui na hora fez assim. Eu falei: ‘Acho que ela tá acordada. Só pode tá acordada. Não é possível o negócio estar acontecendo desse jeito’. Aí eu peguei e pensei o quê? A bosta do hormônio”, disse
“Estou falando para você, a bosta do hormônio é o que faz a gente fazer cagada. Eu peguei meu pênis e coloquei um pouquinho para frente. Advinha o que aconteceu? Os seus pezinhos… Aqui meu pênis, aqui seus pezinhos. Eu coloquei para cá. Seus pezinhos fizeram assim, ó. Pararam de fazer assim e começaram a fazer assim”, acrescentou o coronel, enquanto provavelmente reproduzia o suposto gesto com as mãos.
“Às vezes você é sonâmbula e não sabe”, disse.
“Golpe”
Em interrogatório prestado em novembro do ano passado, Luiz Enrique de Souza Ikeda foi questionado sobre o teor do áudio. Ele afirmou que a gravação feita pela filha em 2017 teria sido um “golpe”.
“Não posso (dizer) que não aconteceu porque aconteceu. Só que eu falo que eu caí, vamos dizer assim, num golpe”, declarou. “E por que que eu falo isso? Como eu estava no pé dela por conta dos namorados, seria uma carta que ela teria na mão para usar contra mim.”
Na oitiva, Ikeda comentou apenas um dos episódios de estupros mencionados no áudio, o da masturbação usando os pés da menina. Ele, no entanto, deu uma versão diferente para o ocorrido, dizendo que a única coisa que fez foi “deixar” a criança com os pés pressionando seu pênis.
“Eu peguei… estava um tanto quanto meio fora de mim. Aí, eu pensei comigo: ‘Vamos ver, vamos ver até onde isso daí vai’. E aí, eu deixei com que ela colocasse o pé dela na minha genitália. Aconteceu. Realmente aconteceu, mas não passou disso”, disse Ikeda.
Denúncia
Na denúncia, promotoras da 1ª Vara Criminal de Limeira afirmam que Ikeda “aproveitou-se do fato de sua esposa ter viajado ao Rio de Janeiro, a trabalho”, para praticar os abusos.
“Luiz Enrique de Souza Ikeda, por diversas vezes, perturbou a tranquilidade de sua filha por motivo reprovável, qual seja, a satisfação de sua lascívia”, dizem as representantes do MPSP.
As promotoras ainda destacaram ordens dadas pelo coronel à menina para que ela não contasse sobre o ocorrido à mãe.
Processo administrativo
Luiz Enrique de Souza Ikeda se aposentou em agosto de 2024.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele atualmente “responde a um processo administrativo, podendo ser excluído da instituição”.
“O caso citado é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira e está em fase final. A Polícia Militar esclarece que o oficial citado se aposentou em agosto de 2024. Atualmente ele responde a um processo administrativo, podendo ser excluído da Instituição”, disse a SSP em nota enviada ao Metrópoles, em janeiro.
Defesa
Procurada pela reportagem, a defesa de Luiz Enrique de Souza Ikeda criticou o vazamento do processo em segredo de Justiça. O advogado que representa o coronel, Aldrin Corpas, disse, por telefone, que vai mover ações contra os responsáveis, inclusive contra o Metrópoles.
Sobre as acusações, ele afirmou que a gravação não indica uma confissão por parte de Ikeda e diz que teria sido produto de uma armação por parte da filha do policial.
30 de maio de 2025 às 10:30
30 de maio de 2025 às 09:05
FOTO: DIVULGAÇÃO
Durante patrulhamento tático na noite desta quinta-feira (29), na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, no bairro de Bela Vista, viaturas do BPCHOQUE E CIOPAR avistaram uma mulher em atitude suspeita, ao tentar realizar a abordagem, ela tentou evadir-se para dentro de uma casa, sendo alcançada pelas equipes. Foi feita a busca pessoal e encontrado material ilícito. No imóvel, também foi encontrado mais material ilícito, certa quantia de dinheiro, além de um simulacro de arma de fogo.
Material apreendido:
1 simulacro de arma de fogo;
7 envelopes de substâncias análogas a cocaína;
4 porções de substância esverdeada análoga a maconha;
1 envelope com substâncias sintética (LSD);
R$193,00 em cédulas;
R$280,35 moedas;
3 relógios;
1000 pesos colombianos (1 moeda).
Diante do ocorrido, a mulher foi apresentada a 65ª Delegacia de Plantão de Pedro Velho para procedimentos cabíveis, sendo autuada por Tráfico de Drogas.
A Operação Renoe evidencia o comprometimento e a eficácia das ações integradas entre a Senasp e as Polícias Militares de todas as unidades federativas, destacando a capacidade das Polícias Militares em enfrentar o crime organizado.
Ações dessa natureza demonstram a capacidade dos órgãos de segurança pública no enfrentamento à criminalidade organizada.
30 de maio de 2025 às 10:00
30 de maio de 2025 às 08:55
FOTO: REPRODUÇÃO
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve nova condenação em processo que investigou um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. A decisão foi proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim) e resultou na condenação de quatro pessoas ligadas à facção criminosa conhecida como Sindicato do Crime do RN.
Entre os sentenciados está Alan Marcos Zico Fonseca da Silva, conhecido como “Alan Bigodinho” ou “Magnata” do crime, apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso. Ele foi condenado a 34 anos e 10 dias de reclusão, além de 90 dias-multa, por lavagem de dinheiro, com agravante de reincidência. Segundo as investigações, Alan utilizava contas bancárias próprias, de familiares e da empresa que controlava para ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo com o MPRN, a movimentação financeira da família de Alan entre os anos de 2013 e 2021 ultrapassou R$ 5 milhões, valor incompatível com a renda declarada. Apenas em dois anos, a conta da empresa movimentou R$ 364 mil, a maioria de origem desconhecida.
Alan, que já possuía histórico criminal por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e associação criminosa, era considerado um “conselheiro” dentro da facção e integrava a lista dos criminosos mais procurados do estado. Ele foi preso em janeiro deste ano, em um resort de luxo em Porto de Galinhas (PE), após dois anos foragido do sistema prisional, onde cumpria pena em regime semiaberto.
Outros três réus ligados a Alan também foram condenados. Maria de Fátima Gomes Trajano, ex-companheira do condenado, recebeu pena de 10 anos de reclusão, em regime fechado, e 32 dias-multa. Ela foi acusada de fracionar depósitos em espécie em sua conta bancária e movimentar valores em nome da filha menor de idade, com a ajuda de Alan.
As investigações apontam que Maria de Fátima recebeu mais de R$ 436 mil em espécie a partir de 2017, período em que Alan já havia deixado de movimentar suas contas. A conta da filha do casal, aberta quando ela tinha apenas quatro anos, registrou créditos superiores a R$ 580 mil em dois anos, também sem origem identificada.
A mãe de Alan, Francisca Francinete Lima da Fonseca, e a irmã de Maria de Fátima, Jessica Kaline Gomes Trajano, também foram condenadas. Ambas receberam penas de cinco anos de reclusão em regime semiaberto, além de 16 dias-multa. Elas foram acusadas de lavagem de dinheiro por meio de depósitos fracionados em valores incompatíveis com sua renda.
Bens apreendidos
Apesar das condenações por lavagem de dinheiro, os quatro réus foram absolvidos da acusação de associação criminosa, devido à ausência de provas suficientes para comprovar o envolvimento conjunto em atividades ilícitas. Os bens e valores apreendidos ao longo da investigação, cuja origem não foi comprovada, serão revertidos em favor da União.
30 de maio de 2025 às 09:00
30 de maio de 2025 às 09:28
FOTO: DIVULGAÇÃO
Policiais da Força Tática do 5º BPM que realizavam patrulhamento na área da Zona Sul de Natal, nesta quinta-feira (29), receberam informações de que uma motocicleta havia sido tomada de assalto no conjunto Cidade Satélite e, segundo dados de rastreamento, encontrava-se no bairro de Neópolis.
A equipe se deslocou até o local do rastreamento, localizando os dois suspeitos em posse do veículo. Durante a abordagem e a verificação do local onde os suspeitos estavam homiziados, foram encontrados um revólver artesanal (calibre .38), três munições Calibre .38, uma caixa de pistola modelo Taurus G2C, uma munição de calibre 9 mm, além de diversas peças de moto e capacetes com características semelhantes aos utilizados na ação. Os suspeitos e feita condução destes à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis pela autoridade policial competente.
30 de maio de 2025 às 08:45
30 de maio de 2025 às 08:54
FOTO: ELISA ELSIE
Um flagrante em Alcaçuz resultou na apreensão de 17 estiletes artesanais na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga (PERCM), localizada em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. O material foi encontrado escondido em um fundo falso de balde, dentro de uma cela da “Ala B”, durante uma revista de rotina realizada na tarde desta quinta-feira (29).
A ação foi coordenada por policiais penais de plantão com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC) e da Coordenadoria Executiva da Administração Penitenciária (COEAP). A operação não encontrou outros materiais ilícitos nas demais celas da unidade.
Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RN), os presos responsáveis pelo compartimento com os estiletes foram identificados e devem sofrer sanções disciplinares. A descoberta foi comunicada à Vara de Execuções Penais para que sejam tomadas as devidas providências legais.
30 de maio de 2025 às 08:00
30 de maio de 2025 às 07:55
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma mulher de 31 anos morreu na madrugada desta quinta-feira 30 após um acidente na BR-101, em Natal. A colisão, do tipo traseira, ocorreu por volta de 00h20 no km 81 da rodovia e envolveu um carro modelo VW/Gol Special MB e uma motocicleta Honda/Biz 125 ES, conduzida pela vítima.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do carro fugiu do local do acidente, mas foi localizado pouco tempo depois pela Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, omissão de socorro e homicídio culposo.
A ocorrência contou com atendimento da PRF, Polícia Militar, Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) e Polícia Civil.
29 de maio de 2025 às 16:00
29 de maio de 2025 às 12:16
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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da 15ª Delegacia de Polícia (DP) de Ponta Negra, concluiu a segunda etapa da Operação Reset, ação voltada à recuperação de celulares roubados nos bairros de Ponta Negra e Capim Macio, na Zona Sul de Natal.
Nesta fase, realizada ao longo de maio de 2025, foram recuperados nove aparelhos. Desde o início da operação, em abril, 22 celulares foram localizados. A investigação concentra-se em crimes ocorridos entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, período em que foi registrado aumento nos roubos na região. As diligências continuam com foco na identificação de receptadores e estabelecimentos comerciais que vendem aparelhos sem comprovação fiscal, o que pode configurar o crime de receptação. Os responsáveis por esses comércios serão intimados para prestar depoimento, e a Polícia Civil apura possíveis vínculos com grupos criminosos.
A 15ª DP também entrará em contato com as vítimas dos roubos para devolução dos aparelhos recuperados.
A Polícia Civil orienta a população a registrar e guardar o número do IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), que permite o rastreamento e bloqueio de celulares em caso de furto ou roubo. O número pode ser acessado digitando *#06# no celular ou consultando a nota fiscal e a embalagem original do aparelho.
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