
O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), voltou a chamar o Partido dos Trabalhadores (PT) de “narcoafetivo” dias após a legenda ingressar na Justiça contra ele por declarações semelhantes. A ação foi protocolada nesta terça-feira (6) pelo Diretório Nacional do PT.
Felício Ramuth é vice-governador desde 2023, na gestão de Tarcísio de Freitas, e assumiu interinamente o comando do estado durante a licença do titular até domingo (11). Filiado ao PSD desde 2022, é apontado como um dos nomes cotados para a disputa pelo governo paulista em 2026.
Leia íntegra da nota de Felício
“O termo foi usado em sentido político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado, algo que inclusive parte da sociedade e da imprensa já debate.
Reafirmo que o PT é um partido Narcoafetivo.
Um Partido que vota em peso contra o PL Anti-Facção.
Um Partido que promove e defende saidinha de presos.
Um Partido que tem sua principal liderança afirmando que traficante é vítima de usuário.
Um Partido que acessa livremente locais do Brasil que nem a polícia tem acesso.
Um Partido que permite que drogas e armas continuem entrando pelas fronteiras.
Um Partido que tem seus ministros e presidente dividindo palanque com crime organizado (ex: favela do moinho).
É sim um Partido Narcoafetivo.”
O partido acusa Ramuth de suposta “calúnia” e “disseminação de fake news”, pede censura ao conteúdo e ainda quer tomar R$30 mil de Ramuth a título de “indenização”. A legenda repetiu o velho chavão de que “liberdade de expressão não autoriza a atribuição de crimes sem comprovação a adversários políticos.”
A declaração que motivou o processo foi feita na segunda-feira (5), durante agenda em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, quando Ramuth comentou a crise na Venezuela e um eventual fluxo migratório ao Brasil. Na ocasião, ele associou o PT a um “Estado narcoafetivo”.
Diário do Poder
