
O Vaticano não participará do chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como confirmado nesta terça-feira (17) pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.
Ao final de uma reunião na Embaixada da Itália junto à Santa Sé, Parolin, ao ser questionado pela imprensa sobre a participação na iniciativa, explicou que o Vaticano está recusando o convite devido à sua “natureza particular, que claramente não é a mesma que a de outros Estados”.
Em 21 de janeiro, o Vaticano havia confirmado que o papa Leão XIV havia recebido o convite do governo americano e que a proposta estava sendo avaliada naquele momento.
– Sabemos de que a Itália participará como observadora – afirmou Parolin, que ressaltou haver “pontos que nos deixam um tanto perplexos” e “pontos críticos que precisam ser esclarecidos”.
O cardeal disse que, embora “o importante seja que se esteja tentando dar uma resposta”, para a Santa Sé há “questões que precisam ser resolvidas”. O Conselho da Paz realizará sua primeira reunião nesta quinta (19) em Washington, com a participação de pelo menos 35 chefes de Estado e de Governo, incluindo os de Israel, Argentina e Egito. Países como França, Espanha e Suécia recusaram o convite.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu nesta terça a presença de seu país, e afirmou que não há alternativas viáveis à proposta dos EUA e que uma ausência seria “politicamente incompreensível”, embora não tenha especificado quem chefiará a delegação italiana na reunião desta quinta.
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