
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, manifestou a interlocutores dos Estados Unidos e do Irã que o presidente Donald Trump tem pressa em estabelecer um pacto que encerre a guerra.
Vance, que se tornou peça-chave na condução das tratativas para a interrupção da guerra, reuniu-se na última terça-feira (31) com emissários de nações que atuam na mediação, a exemplo de Turquia e Paquistão. Durante os encontros, o vice-presidente enviou um alerta contundente às autoridades de Teerã, indicando que a pressão sobre a infraestrutura básica do país será ampliada “a menos que os iranianos cheguem a um acordo”.
A estratégia de pressão de Trump já incluiu ofensivas anteriores contra sistemas de energia e plantas de dessalinização de água em território iraniano, medidas adotadas para forçar a liberação do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Tais ações resultaram em críticas severas e alegações de possíveis crimes de guerra, sob o argumento de que alvos civis estariam sendo visados. Além disso, a postura elevou a tensão no Golfo Pérsico pelo risco de contra-ataques iranianos a instalações similares na região.
Com um discurso à nação agendado para esta quarta-feira (1º) focado na questão iraniana, o presidente instruiu Vance, em caráter reservado, a sinalizar que Washington está pronto para aceitar um cessar-fogo. Contudo, a anuência americana depende do cumprimento de exigências específicas.
Entre as condições inegociáveis está a desobstrução do estreito, ponto que o próprio Trump reforçou em postagem nas redes sociais, afirmando que o desbloqueio da via marítima deve preceder qualquer interrupção dos combates por parte dos EUA.
Diário do Poder
