
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (19), refletindo a reação dos investidores à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus que se oponham à tentativa de Washington de comprar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,39%, aos 10.195,35 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 1,31%, para 24.966,02 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 1,94%, encerrando aos 8.098,73 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,32%, a 45.195,89 pontos. Lisboa viu o PSI 20 recuar 0,82%, aos 8.568,56 pontos, e Madri teve queda de 0,26% no Ibex 35, aos 17.665,30 pontos. Os dados são preliminares.
A pressão sobre os mercados ganhou força após Trump anunciar no sábado (17) que oito aliados europeus poderão enfrentar tarifas progressivas, começando em 10% em 1º de fevereiro e chegando a 25% em 1º de junho, caso não haja um acordo que permita aos EUA assumir o controle da Groenlândia. Mais cedo, o republicano evitou detalhar até onde estaria disposto a ir para obter o território, sem confirmar o uso de força.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que tentará agendar uma reunião com Donald Trump na próxima quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Para ING Bank, grupo financeiro holandês, o episódio reforça a mudança no relacionamento transatlântico.
“Muito dependerá de saber se a reivindicação do governo norte-americano sobre a Groenlândia é apenas uma posição maximalista de negociação ou uma exigência final genuína”, avaliaram.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que ainda é cedo para medir os impactos das novas tensões comerciais entre EUA e Europa.
As ações da Volkswagen caíram 2,66%, as da Porsche recuaram 2,72% e as da BMW perderam 3,7%. No luxo, a LVMH caiu 4,74%, a Kering recuou 4,43%, a Hermès perdeu 3,56% e a Moncler caiu 1,96%. Na contramão, o setor de defesa avançou com o aumento das tensões geopolíticas. A alemã Rheinmetall subiu 1,05%, enquanto a francesa Thales registrou alta de 0,73%.
Diário do Poder

