
A sócia e gerente do bar Le Constellation, em Crans-Montana (Suíça), onde 40 pessoas morreram em um incêndio no réveillon, “fugiu com o dinheiro da caixa registradora” enquanto os clientes tentavam desesperadamente escapar das chamas e da espessa fumaça. Ambos os proprietários são agora acusados de destruir provas após a tragécia nos Alpes.
Jessica Moretti, de 40 anos, é acusada de abandonar os frequentadores da festa aterrorizados enquanto as chamas consumiam o local. Diversas testemunhas a viram carregando o caixa registradora, segundo o jornal italiano “La Repubblica”.
A empresária e o seu marido, Jacques Moretti — ambos franceses e coproprietários do bar que também funcionava como boate desde 2015 — estão sendo investigados por homicídio culposo e por causar lesões corporais graves a outras 119 pessoas que sofreram queimaduras horríveis enquanto comemoravam o Ano Novo em estação de esqui. O incêndio teria sido iniciado por velas pirotécnicas (conhecidas como estrelinhas) presas em garrafas de champanhe, cujas faíscas atingiram o teto, revestido de espuma.
Após o incêndio, Jessica afirmou ter sofrido “queimaduras leves em um dos braços” enquanto tentava escapar das chamas que consumiam a boate, de acordo com o “La Repubblica”.
Romain Jordan, advogado que representa alguns dos 116 feridos — muitos deles adolescentes com queimaduras graves — afirmou que o Constellation suspendeu suas contas no Facebook e Instagram enquanto as operações de resgate ainda estavam em andamento, segundo o jornal “The Times of London”. Jordan disse que o incêndio começou por volta da 1h30 da manhã do dia de Ano Novo e alegou que o bar bloqueou suas contas nas redes sociais entre 3h e 6h30 da manhã, além de ter tirado seu site do ar enquanto os serviços de emergência trabalhavam para extinguir as chamas e resgatar as vítimas.
Segundo o advogado, as contas suspensas continham vídeos da festa lotada e das comemorações anteriores, argumentando que a remoção desses vídeos demonstra que as preocupações com a falta de segurança “vieram à mente dos gerentes imediatamente”.
Jacques tem um extenso histórico criminal de mais de 20 anos. “Ele é conhecido por casos de prostituição que remontam a cerca de vinte anos, bem como por um caso de sequestro e cárcere privado. Ele foi preso em Savoie”, escreveu o jornal “Le Parisien”, referindo-se à pena de prisão que Jacques Moretti teve que cumprir.
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