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Sucessão na Coreia do Norte pode não ser pacífica: filha de Kim Jong-un pode enfrentar a tia

FOTO: REPRODUÇÃO

A sucessão de poder na Coreia do Norte pode não ser tão pacífica como se imagina.

Kim Ju-ae, de 13 anos parece ter sido a escolhida pelo pai, o atual ditador Kim Jong-un, como a sua sucessora natural quando ele morrer.

Espiões sul-coreanos acreditam que a adolescente, que já é tão alta quanto seu pai, começou o seu treinamento para liderar a dinastia Kim no país comunista, que é um dos mais fechados do planeta. O pai tem 42 anos, e volta e meio surgem rumores sobre o seu estado de saúde.

Quando chegar a hora, no entanto, a jovem poderá enfrentar um desafio direto de sua poderosa tia, Kim Yo-jong, de acordo com Rah Jong-yil, ex-embaixador sul-coreano no Reino Unido e vice-diretor do serviço de inteligência de Seul.

Irmã mais nova do ditador, Yo-jong, de 38 anos, possui significativo apoio político e militar na Coreia do Norte, sendo amplamente considerada a segunda pessoa mais poderosa em um país onde os líderes não hesitam em assassinar um rival, mesmo que seja da família.

“Depende do momento, mas acredito que se Kim Yo-jong acreditasse ter uma chance de se tornar a líder máxima, ela a aproveitaria”, disse Raa ao jornal “The Telegraph”. “Para ela, não há motivos para se abster de colocar em prática seu próprio projeto político”, acrescentou, observando que uma luta pelo poder “é provável”.

Pyongyang já viu isso antes, quando Kim assumiu o lugar de seu pai em 2011, com o então jovem ditador lançando um ataque contra seu tio e mentor, Jang Song-thaek.

O rival foi preso sob a acusação de cometer “atos antipartidários, contrarrevolucionários e facciosos”. O tio foi considerado culpado e executado por um pelotão de fuzilamento em 2013.

O meio-irmão de Kim Jong-un, Kim Jong-nam, outrora herdeiro do trono da Coreia do Norte, também foi assassinado quando duas mulheres aplicaram o agente nervoso VX no seu rosto no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, em 2017.

As suspeitas eram estrangeiras que foram supostamente enganadas, acreditando que estavam participando de uma pegadinha para um programa japonês do YouTube. No entanto, o assassinato foi realizado enquanto quatro agentes norte-coreanos assistiam à cena, conforme relatado pelo jornal britânico “The Guardian” à época.

A influente Yo-jong tem um discurso forte em relação o Ocidente, especialmente os EUA. Ela costuma criticar os esforços liderados pela Casa Branca para eliminar as armas nucleares do país, afirmando que a desnuclearização da Coreia do Norte não passa de um “sonho”.

Extra

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