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Sala-cofre da CPMI é marcada por desorganização e longas buscas em dados de Vorcaro

FOTO: JEFFERSON RUDY

Os três primeiros dias de funcionamento da sala-cofre da CPMI do INSS, que armazena uma nova leva de dados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram marcados por longas horas de trabalho de parlamentares e assessores em busca de informações relevantes nos mais de 400 GB de arquivos brutos e desindexados.

Dados da quebra de sigilo telemático do banqueiro chegaram ao colegiado por meio da Apple, que encaminhou conteúdos armazenados em nuvem vinculados às contas de Vorcaro.

A CPMI liberou, na sexta-feira (13/3), o material sem qualquer tratamento prévio ou ferramenta de consulta. A decisão foi tomada para permitir que parlamentares e assessores tenham acesso imediato aos dados, considerando a falta de perspectiva para a prorrogação do colegiado, que pode ter de encerrar os trabalhos no próximo dia 28.

O acesso aos arquivos também conta com regras mais rígidas. Após a Polícia Federal abrir um inquérito para investigar o vazamento de dados sigilosos relacionados ao banqueiro, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que a nova remessa permaneça restrita à sala-cofre da CPMI, um ambiente de acesso controlado e sem conexão à internet.

A sala-cofre é dividida em dois espaços: o primeiro, maior, tem cinco computadores; o segundo, de tamanho reduzido, tem dois. O espaço comporta até sete pessoas simultaneamente, sem limite de tempo de permanência. Parlamentares têm prioridade no acesso.

Metrópoles

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