
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, na manhã desta segunda-feira (19/1), um homem investigado por uma série de ataques direcionados a integrantes do sistema de Justiça do Paraná.
A ação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que cumpriram mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense.
A coluna apurou que o preso é Vinícius Guedes Sin, de 40 anos. A ordem judicial foi expedida pelo Plantão Judiciário da Comarca de Pinhais (PR). No local, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos que agora serão analisados no curso da investigação.
Segundo as apurações, Vinícius é suspeito de praticar, de forma reiterada, crimes como perseguição (stalking), denunciação caluniosa e violação de segredo de Justiça. As condutas teriam sido direcionadas principalmente contra uma promotora de Justiça, além da juíza responsável pelo processo e da advogada da parte contrária — todas mulheres.
As investigações apontam que os ataques começaram no contexto de um processo de família envolvendo o filho menor do investigado. A partir disso, ele teria passado a promover uma campanha sistemática de intimidação e deslegitimação das decisões judiciais.
Site comparava atuação judicial ao “Quarto Reich”
Um dos pontos considerados mais graves foi a criação de um site na internet usado como ferramenta de ataque pessoal e institucional. De acordo com a Polícia Civil, o investigado associava a atuação da promotora, da magistrada e da advogada a práticas que ele comparava ao chamado “Quarto Reich”.
Para os investigadores, o conteúdo ultrapassava o direito de crítica e buscava banalizar crimes históricos de extrema gravidade, além de estimular hostilidade pública contra as vítimas. A narrativa era marcada por linguagem ofensiva, intimidatória e por tentativas de desacreditar decisões judiciais regulares.
As apurações também identificaram a divulgação indevida de informações protegidas por segredo de Justiça, bem como o uso reiterado e abusivo de reclamações e representações institucionais.
Justiça apontou risco e determinou prisão
Diante do conjunto de elementos reunidos, o Judiciário entendeu haver risco concreto à ordem pública e à integridade física e emocional das vítimas. A decisão que decretou a prisão preventiva também levou em conta o viés de violência institucional e de gênero identificado no caso.
Além da prisão, foi determinada a retirada do site do ar como medida cautelar. O processo tramita na Justiça do Paraná.
Após ser preso, Vinícius Guedes Sin foi encaminhado à sede da Desarme, onde foram adotados os procedimentos de praxe. Ele permanece à disposição da Justiça.
Além da prisão, foi determinada a retirada do site do ar como medida cautelar. O processo tramita na Justiça do Paraná.
Após ser preso, Vinícius Guedes Sin foi encaminhado à sede da Desarme, onde foram adotados os procedimentos de praxe. Ele permanece à disposição da Justiça.
Metrópoles

