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Preso, desembargador recebeu R$64 mil em dezembro

FOTO: DIVULGAÇÃO

Mesmo detido na Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), recebeu uma remuneração bruta de R$ 64.137,79 em dezembro de 2025. O magistrado está preso desde o dia 17 de dezembro, sob a acusação de vazar informações sigilosas de investigações para lideranças do Comando Vermelho.

O montante recebido pelo desembargador inclui o subsídio fixo e gratificações diversas. Embora o valor bruto tenha superado os R$ 64 mil, o rendimento líquido foi de R$ 42.479,37 após os descontos obrigatórios, como previdência e imposto de renda, além da retenção pelo teto constitucional. Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), juízes e desembargadores mantêm o direito ao salário mesmo quando afastados ou presos preventivamente.

A prisão de Júdice Neto ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de corrupção envolvendo o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. A Polícia Federal aponta que o desembargador utilizava seu cargo para proteger membros da organização criminosa, fornecendo avisos antecipados sobre operações policiais iminentes.

Dados do Portal da Transparência revelam que, antes de sua prisão, o magistrado chegou a receber valores ainda mais expressivos: R$ 80,5 mil líquidos em novembro e R$ 127,8 mil em outubro de 2025. A defesa de Macário Júdice Neto nega as acusações, enquanto as investigações continuam a detalhar as conexões entre agentes públicos e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Diário do Poder

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