
De acordo com Lourival Panhozzi, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), o setor está atuando no limite da capacidade.
O empresário afirmou ao repórter Eduardo Barretto, na coluna de Guilherme Amado, que “o setor aguenta a pressão a duras penas, mas ela precisa parar, porque ninguém aguenta o tempo todo. Estamos na zona vermelha”, disse.
Ele disse ainda que não houve falta de caixões, e descarta um colapso de maiores proporções. De acordo com ele, antes da pandemia os fabricantes de urnas funerárias produziam de 110 mil a 120 mil caixões por mês.
“A previsão é quase impossível de fazer, o vírus é muito malvado, não tem muito padrão. É uma areia movediça. O número de mortes só aumenta”, afirmou.
Ele disse ainda que, pra completar o quadro, apesar do excesso de mortes, a receita do setor funerário caiu.
“O preço das luvas aumentou 1.000%, o das máscaras, 600%. Não há mais aluguel de salas ou vendas de coroas. Tivemos que pedir para as fábricas um só padrão simples de urna, para aumentar a capacidade. Em um momento, os caixões quase ficaram sem verniz”, afirmou.
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