
Generosos penduricalhos, fartamente distribuídos no Ministério Público Federal (MPF), custaram ao pagador de impostos mais de R$458,3 milhões entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, conforme levantamento da coluna com dados do próprio MPF. A fatura considera coisas do tipo “Abono de permanência”, quando o servidor já pode aposentar, mas escolhe permanecer na labuta; as famigeradas “verbas indenizatórias”, até obscuras “outras remunerações temporárias”.
Naco do PGR
Desses penduricalhos citados, R$751,7 mil foram pagos a Paulo Gonet, mas boa parte ficou retida nos descontos, que o governo não perdoou.
Teto pra quem?
Gonet furou o teto duas vezes, sempre nos meses de janeiro. Recebeu, líquido, R$82,2 mil (jan/2025) e R$82,7 mil (jan/2026).
Bolo esmiuçado
Verbas indenizatórias foi o que mais custou: R$374,9 milhões, seguido por “outras remunerações temporárias” (R$66 mi) e o abono (R$17,3 mi).
Todo ouvidos
À coluna, o MPF diz que os pagamentos seguem leis federais, decisões do STF e STJ, resoluções do CNMP e que respeita o teto constitucional.
Diário do Poder
