
Liderada por parlamentares da oposição, o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master foi protocolado nesta terça-feira (3) com o apoio de 280 parlamentares.
A iniciativa, encabeçada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), tem como pauta, apurar fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
Sem citar nomes, mas se referindo a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o parlamentar destacou:
“Esse caso deixa a Lava Jato no chinelo. Temos esposa de ministro, que tem contrato milionário de R$ 129 milhões sem ter nenhum registro de sua atuação no Banco Central desse banco fraudulento, irmão de ministro dono de resort ligado a fundo ligado ao Banco Master”.
O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta da Câmara e do Senado para que a CPMI seja oficialmente instalada. A leitura cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda não definiu data para o ato.
Para o vice-líder da Oposição na Câmara, deputado federal Sanderson (PL-RS), a CPMI é essencial para garantir transparência:
“O Parlamento não pode se omitir diante de indícios graves. A sociedade exige respostas claras e responsabilidade. O Brasil precisa passar a limpo.”
Já o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) classificou o número de assinaturas como um avanço significativo:
“Alcançamos 280 assinaturas. Muita coisa será revelada, toda podridão será exposta. Quem não deve, não teme. A CPMI vai separar narrativas políticas da verdade dos fatos. 2026 é o ano de resgatar o país.”
O deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) destacou a pressão popular pela investigação:
“Essa CPMI nasce da indignação do povo brasileiro, que não aceita mais escândalos abafados nos bastidores do poder.”
O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) enfatizou a dimensão política e institucional do caso:
“Com 280 assinaturas, fica claro que o Congresso está disposto a ir até o fim. Se há grandes players envolvidos, isso torna a CPMI ainda mais necessária. Não é sobre revanche, é sobre verdade, transparência e respeito ao dinheiro do povo. O Brasil precisa ser passado a limpo, doa a quem doer.”
Diário do Poder
