
A janela de infidelidade partidária, aberta até 3 de abril, é fundamental na divisão dos R$5 bilhões do fundão eleitoral, este ano. Todos os partidos lutam para filiar membros, especialmente deputados federais, já que a partilha leva em conta o tamanho das bancadas e quantidade de votos de 2022, mas inclui “retotalizações até 1º de junho de 2026”, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O destino de 83% (R$4,15 bilhões) do fundão depende do tamanho (e votos obtidos) das bancadas na Câmara.
O resto
Só 2% (R$100 milhões) do fundão é dividido igualitariamente entre os 30 partidos cadastrados no TSE; e 15% dependem da bancada no Senado.
Um ajuda
Recém-criado, o Missão levaria R$3,3 milhões (1/30 de 2%), assim como outros nanicos, mas filiou o deputado Kim Kataguiri (SP). Ganhará mais.
Médio é gigante
PP, MDB, PSD, partidos que mais lutam para filiar deputados, devem ganhar entre 8% e 9% do fundão cada; mais de R$400 milhões.
Cresceu
O PL iniciou a legislatura, em 2023, com 99 deputados. Deve encerrar esta janela com 105 (ou mais) deputados. A parcela do fundão crescerá.
Diário do Poder
