
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstram crescente insatisfação com a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à crise envolvendo Dias Toffoli e o chamado “caso Master”.
Segundo apuração da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, no entendimento de parte da Corte, o governo estaria se afastando do conflito, deixando que o desgaste político recaia sobre os magistrados.
Nos corredores do STF, circula a avaliação de que o Planalto “lava as mãos”, acionando o tribunal em momentos estratégicos, mas ignorando-o quando o cenário se complica. Para muitos, a crise já não é apenas jurídica: tornou-se um problema político, com repercussões institucionais.
Diante desse cenário, cresce a mobilização interna em defesa de Toffoli. Ministros defendem medidas que evitem um colapso do caso, como a transferência do processo para a primeira instância sem afastar o relator do Supremo.
Alguns debatedores vão mais longe e cogitam até a possibilidade de afastar Toffoli, abrindo espaço para a nomeação de um novo ministro com apoio do Centrão no Senado.
A ideia, porém, enfrenta resistência: ministros lembram que o próprio nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não foi aprovado, e veem risco em iniciar outra articulação política no momento.
Segundo apuração da jornalista, o sentimento de que o governo instrumentaliza o STF conforme sua conveniência reforça a percepção de vulnerabilidade. Entre os magistrados, proteger Toffoli é visto não apenas como um gesto de lealdade, mas como uma necessidade de autopreservação institucional.
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