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Aplicativos de transporte consomem até 10% do orçamento dos usuários

Os hábitos de consumo dos brasileiros mudaram radicalmente nos últimos cinco anos. Com a evolução dos smartphones, quase todo tipo de serviço está hoje ao alcance dos dedos. Um levantamento sobre consumo por meio de aplicativos dá a dimensão do peso que esses “gastos invisíveis” têm e mostra o quanto eles podem comprometer o orçamento.

Segundo pesquisa da Guia Bolso, plataforma de organização das finanças pessoais, só os gastos com os principais apps de transporte no País – Uber, 99 e Cabify – comprometeram, em média, 9,5% da renda dos 72 mil usuários da plataforma que utilizaram esse serviço em maio. O gasto médio com esses apps no mês foi de R$ 119.

Em segundo lugar, ficaram as despesas com aplicativos de entrega de comida. A média gasta pelos 39 mil usuários que pagaram por esse serviço em maio foi de R$ 85, uma fatia de 8,1% da renda registrada por esse grupo.

O gasto com aplicativos de filmes e de música consta no orçamento de 30 mil e 49 mil usuários da plataforma, respectivamente. A pressão sobre as contas, no entanto, foi bem menor: nenhuma das duas despesas chegou a passar de 3% do orçamento.

Embora os dados se refiram a uma parcela pequena e específica da população, eles permitem enxergar um novo perfil de consumo que não está relacionado apenas à renda, avalia o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, Guilherme Moreira. “Os hábitos mudaram de maneira permanente, a estrutura dos gastos mudou. São números interessantes que mostram a importância que essas tecnologias passaram a ter na vida das pessoas”, diz.

O professor explica que esses gastos não são exatamente extras, já que tendem a substituir outras despesas – enquanto crescem os pedidos de comida pelos apps, uma família pode diminuir a frequência da alimentação em restaurantes. “Deveremos ver uma redistribuição dos pesos dos setores”, afirma.

Na ponta dos dedos

Para Cláudia Mendes Nogueira, sócia da consultoria Oficina de Valor, a popularização desses aplicativos conseguiu ser rápida, pois eles atuam com serviços que já faziam parte, ainda que de outra maneira, da vida das pessoas. “São fáceis de usar, não há uma grande barreira de entrada.” Ela chama atenção, entretanto, para o outro lado dessas facilidades. “O controle dos gastos é um hábito que se adquire ao longo da vida e é um ponto sensível para os mais jovens.”

Diretor do Guia Bolso, Julio Duram concorda que não é difícil perder o controle com esses gastos. “Se você olhar as categorias, todas são sobre conveniência, são um caminho mais simples e curto. Mas tem uma armadilha: você gasta e só vê o tamanho do estrago no fim do mês, quando falta dinheiro”, diz.

Foi assim, pouco a pouco, que a engenheira carioca Priscila Lourinho, 28 anos, fechou alguns meses no vermelho por causa das despesas com apps de transporte. Em vez do trajeto mais em conta até o trabalho, de metrô, prevaleciam os minutos ganhos de carro. “Não me planejava e depois percebi que estourava o orçamento. Hoje tenho isso mapeado. Aprendi que tempo é dinheiro, literalmente.”

Para o relações públicas Hamilton Rodrigues, de 33 anos, a opção pelo aplicativo para ir de casa, no bairro da Pompeia, para o trabalho, em Pinheiros, ambos na zona oeste de São Paulo, é resultado da comodidade, já que praticamente não resulta em economia de tempo. Priorizando o conforto, ele já estourou o orçamento em cerca de R$ 500. “Valores pequenos parecem que não vão afetar, então você acaba relaxando e pedindo carro por qualquer coisa. Sempre tem uma desculpa”, brinca.

Oferta

Sem esperar pelos institutos oficiais de pesquisa que confirmem essa nova realidade, empresas já oferecem serviços para facilitar o acesso a esse tipo de consumo e também para acompanhar os gastos. A fintech Neon Pagamentos lançou no mês passado um serviço para controlar o uso do cartão nos pagamentos de Netflix, iFood, Spotify e Uber. Segundo a empresa, a faixa de consumidores entre 28 e 34 anos é a que compromete a maior parte da renda com os serviços, chegando a 30%. “Identificamos esse comportamento e colocamos nosso foco em jovens que começam a ganhar o próprio dinheiro”, diz o diretor da Neon Alexandre Álvares.

Um dos fundadores da plataforma digital Jeitto, Carlos Barros destaca que esse mercado, que começou a decolar em 2014, não se restringe às faixas de renda mais altas. Pagamentos em dinheiro, por exemplo, atingem público cinco vezes maior do que o do cartão, conta. Entre os usuários da Jeitto que ganham até um salário mínimo, os gastos com app de transporte são, em média, de R$ 52. De um a dois salários, de R$ 58. “Isso revela o alcance dos aplicativos em todas as classes, alavancados pelo uso dos smartphones em todas as rendas”, avalia. Segundo pesquisa mais recente da TIC Domicílios, 60 milhões de brasileiros acessavam a internet exclusivamente pelo celular em 2017.

Planejamento

Se bem planejado, o gasto com aplicativos pode até representar um alívio para o bolso, como no caso da relações públicas Louise Arcanjo, de São Caetano (SP). Ela deixou de usar o carro particular depois de colocar os custos na ponta do lápis. Usando o fretado da empresa para ir ao trabalho e indo à capital só com app, economiza até R$ 150 por mês. “Fui fazer as unhas e deixei o carro estacionado. Quando voltei, vi que o preço cobrado era o dobro do que sairia se fosse pelo aplicativo. Aí decidi fazer as contas.”

Segundo simulação da 99, o carro próprio só compensa financeiramente para quem percorre 35 quilômetros por dia ou mais: para quem vai de Pinheiros, na zona oeste, ao Brooklin, na zona sul de São Paulo, a economia pode chegar a quase R$ 6 mil por ano para quem usa apps; para quem vai de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, ao centro da capital, ter carro próprio pode sair quase R$ 3 mil mais barato.

O problema é levar as pessoas a calcular o que vale mais a pena, diz Pâmela Vaiano, diretora da 99, citando pesquisa da empresa, em parceria com o instituto Ipsos, segundo a qual 76% dos brasileiros não planejam seus gastos com transporte.

Estadão Conteúdo

Raquel Dodge questiona casos de pagamento de honorários de sucumbência

Sessão do Supremo Tribunal Federal. Brasilia, 16-08-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

A procuradora-geral, Raquel Dodge, propôs ao Supremo dez ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) contra normas estaduais e distrital que permitem o pagamento de honorários advocatícios de sucumbência a procuradores dos estados e do Distrito Federal.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria e estão na página da instituição na internet. São questionadas leis estaduais aprovadas no Acre, Amapá, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Sergipe, Tocantins e DF. Com essas ações, já são 13 ADIs propostas pela PGR para questionar esse tipo de normatização.

Em todas, o principal argumento apresentado é o de que “os honorários recolhidos pela parte vencida em processos judiciais contra os entes públicos devem ser compreendidos como receita pública, não podendo ser destinados a advogados e procuradores que atuaram nos casos”.

A primeira ação foi protocolada em dezembro do ano passado e tem como objeto a Lei 13.327/2016, que permitiu o pagamento desse tipo de verba a advogados públicos que defendam a União, as autarquias e as fundações.

Em maio deste ano, foi ajuizada ação contra o pagamento a procuradores de Goiás. Nas ações enviadas ao STF na terça, 18, e quarta, 19, Raquel destaca que as normas que permitem o recebimento de honorários a procuradores dos Estados e do DF são incompatíveis “com o regime de subsídio, o teto remuneratório constitucional e os princípios republicanos da isonomia, da moralidade, da supremacia do interesse público e da razoabilidade”.

A procuradora-geral aponta que “honorários de sucumbência têm nítido caráter remuneratório e de contraprestação de serviços no curso do processo”. Segundo ela, essas verbas, uma vez executadas e recolhidas pelo ente público, integram a receita pública.

“Não podem ser classificadas, em hipótese alguma, como receita de índole privada, dada a manifesta incompatibilidade com o regime estabelecido em lei para seu recolhimento e distribuição”, assinala Raquel.

A PGR observa que a atuação em causas judiciais não constitui ofício estranho às atribuições institucionais de procuradores dos Estados e do DF. Para ela, o pagamento de honorários de sucumbência “simplesmente remuneram trabalho ordinário daqueles servidores”.

Ainda de acordo com as petições iniciais nas ADIs, o regime de pagamento unitário que caracteriza o modelo constitucional de subsídio – modelo pelo qual é feito o pagamento dos vencimentos dos advogados públicos e procuradores dos estados – “repele acréscimos remuneratórios devidos em decorrência de trabalho ordinário de agentes públicos”.

“Em se tratando de agentes públicos remunerados por subsídio, para que gratificação ou adicional pecuniário seja legitimamente percebido, faz-se necessário que não decorra de trabalho normal, mas possua fundamento no desempenho de atividades extraordinárias, que não constituam atribuições regulares desempenhadas pelo agente público”, pontua a procuradora-geral nas ADIs.

Os honorários de sucumbência são reconhecidos como parcela remuneratória devida a advogados em razão do serviço prestado.

Diferentemente dos advogados privados, que arcam com custos em razão da manutenção de seus escritórios e percebem honorários contratuais, advogados públicos são remunerados por subsídio, “revelando-se incongruente a percepção de parcelas extras, pagas unicamente em razão do êxito em determinada demanda”.

Raquel sustenta que ao admitir a obtenção de vantagem financeira dissociada dos subsídios pagos aos integrantes da advocacia pública, e vinculada ao êxito numa determinada causa – ainda que parcial, as normas questionadas viabilizam a ocorrência de conflitos de interesse entre o ocupante do cargo de procurador dos estados e do Distrito Federal e os objetivos buscados pelo ente político.

Medidas cautelares – As ações pedem a concessão de medida cautelar – liminar – para suspender imediatamente a eficácia das normas questionadas.

Para a procuradora-geral, o perigo na demora está no fato de que as leis impugnadas estabelecem o direito de membros da advocacia pública receberem parcela remuneratória “em detrimento dos cofres do Estado”.

“Além do dano ao erário e da improvável repetibilidade desses valores, por seu caráter alimentar e pela possibilidade de os beneficiários alegarem boa-fé no recebimento, esse pagamento desacredita o sistema constitucional de remuneração por meio de subsídio e gera desigualdade espúria entre agentes públicos”, argumenta Raquel.

Informações: Terra

Bolsonaro confirma presença em Marcha para Jesus e marca ato como primeiro Presidente participante do evento religioso

A cidade de São Paulo recebe nesta quinta-feira (20) a 27ª edição da Marcha para Jesus, evento gospel da Igreja Renascer em Cristo e que reúne milhares de pessoas todos os anos. De acordo com os organizadores, o presidente Jair Bolsonaro deve participar da Marcha para Jesus, composta por uma caminhada, shows musicais de 28 artistas e apresentação de pastores.

O evento começou às 10h, na região da Luz, no centro de São Paulo. Os participantes caminham em direção ao Campo de Marte, na zona norte.

Bolsonaro marcará a primeira aparição de um presidente da República na Marcha para Jesus

Ao subir no palco montado na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), em São Paulo, Jair Bolsonaro marcará a primeira aparição de um presidente da República na Marcha para Jesus, principal encontro evangélico do País. O evento, que começou no exterior na década de 1980, foi logo trazido ao Brasil. Ocorre em São Paulo há 27 anos e reúne milhares de pessoas, de diversas denominações. Bolsonaro é esperado na Marcha por volta das 15h.

O evento faz parte do calendário oficial do País desde setembro de 2009, quando a Lei Federal 12.025 foi sancionada. Em São Paulo, o evento conta com o apoio da prefeitura de São Paulo, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans/Atende, São Paulo Turismo e Polícia Militar.

Hoje, Bolsonaro subirá ao palco ao lado do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), pastor da Catedral do Avivamento que se tornou um dos principais articuladores do presidente junto à bancada evangélica no Congresso. Também estará ladeado pelo líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP). Há previsão de que assista a uma das apresentações gospel previstas para o dia e faça um discurso ao público. São esperadas mais de 100 mil pessoas.

A ideia da participação de Bolsonaro no evento é a de que se trata de uma oportunidade para que ele, como presidente, se conecte com o segmento e reforce o compromisso de campanha com a defesa dos valores cristãos.

Além da Renascer em Cristo, as igrejas evangélicas Assembleia de Deus e a Universal do Reino de Deus também apoiam a Marcha.

Com informações: Terra

Silêncio da “esquerda” no caso do menino assassinado por casal de lésbicas é questionado pela população

Foto: Divulgação Polícia Civil do Distrito Federal

Por Elane Nascimento

Família é um elo, uma corrente inquebrável, estrutura inabalável. O contexto é belíssimo e, na prática, deveria ser exercido “ao pé da letra”. Infelizmente não é de hoje que assistimos casos bárbaros de estruturas familiares fragilizadas pelo ego, por não assimilarem que cada indivíduo carrega consigo características próprias de personalidade e posicionamentos sociais, políticos, religiosos, dentre outros.

Pois bem, um caso brutal nos causou espanto nos últimos dias quando um casal de “lésbicas” maltratou o menino Rhuan, 9 anos, até até a morte. Detalhe, Rosana Auri da Silva Cândido , indiciada pelo crime, é mãe biológica da criança!

O menino Rhuan foi brutalmente torturado e assassinado pela mãe e sua companheira. Foto: Reprodução\Redes Sociais

A companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, também teve participação no crime. O casal vai responder por homicídio qualificado, tortura, ocultação de cadáver, lesão corporal gravíssima e fraude processual – porque tentaram limpar o local onde a criança foi morta. Se somadas, as penas podem chegar a 57 anos de prisão para cada uma.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, a mãe do menino afirmou que “sentia ódio e nenhum amor pela criança”. Segundo o delegado-adjunto da 26ª DP, Guilherme Melo, que coordenou o caso, a “forma de execução da criança foi cruel”.

O crime

“Rhuan Maycon levou 11 facadas, sendo que duas atingiram o coração”, afirmou o delegado. A causa da morte foi comprovada por um laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Segundo a polícia, as duas mulheres tiveram participação ativa no crime. “Os golpes de faca foram deferidos pela mãe do menino, e a Kacyla segurou a criança”.

Tortura

Um ano antes de ser assassinado, o menino teve o pênis e os testículos extirpados pela mãe – Rosana – de forma rudimentar, sem anestesia ou acompanhamento médico. O motivo alegado por ela, segundo a PCDF, foi “vingança contra o pai e avós da criança”.

A atitude foi comprovada pelo laudo da Polícia Civil. Exames atestaram que o crime de extração do órgão genital do garoto configura “tortura e lesão corporal gravíssima”. A situação teria ocorrido há mais de um ano, quando a família ainda morava em Goiânia (GO).

Na delegacia, Rosana e Kacyla confessaram os crimes à Polícia Civil e contaram que se conheceram em uma igreja.

População fala sobre o silêncio

Fica a interrogação: cadê os militantes esquerdistas levantando bandeiras, fazendo protestos, gritando palavras de ordem? E quanto a “matéria especial” nos meios de comunicação de massa? Através das redes sociais, utilizando a hashtag #RhuanVive , muitos usuários comentaram o caso deixaram seu recado.

Repercussão Política

A preocupação não atingiu apenas a população, gerou interrogação até mesmo na classe política. Veja algumas opiniões à respeito:

O presidente Jair Bolsonaro lamentou através da sua conta no Twitter o fato da nossa Constituição não permitir a prisão perpétua.

Em Natal, o vereador Cícero Martins (PSL) também deixou sua opinião através de discurso na Câmara dos vereadores. “Cadê a mídia? Por quê que no caso que envolveu a morte daquela criança Nardoni nós passamos quase dois meses escutando que um casal tinha matado uma criança e hoje silencia? Muitos me questionaram se isso tinha a ver com a ideologia de gênero. Se tem eu não sei”, afirmou. Assista ao discurso:

Relato Pessoal

Sem palavras para descrever o que sinto ao ler/analisar um fato como esse. Como jornalista, cabe ao profissional conhecer cada detalhe do caso para então reportá-lo e, apesar de toda barbárie que já li e escrevi, sem dúvidas essa amargou-se em mim. O lado imparcial é praticamente impossível ser deixado de lado.

Confesso, o caso é ainda mais bárbaro do que apresentei aqui, mas me detive “aos detalhes mínimos”. É de sufocar, embrulhar o estômago, é mórbido, sombrio. Vergonha!

Quinto Constitucional: Advogado Eduardo Rocha participa de argüição na sede da OAB/RN

O advogado Eduardo Rocha tem atuação reconhecida na comunidade jurídica potiguar, com mais de 35 anos de militância na advocacia trabalhista. Foto: Divulgação.

O advogado trabalhista Eduardo Rocha participou nessa quarta-feira, 19, da audiência pública de arguição promovida pela comissão eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte com os candidatos à vaga de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do RN, dentro do Quinto Constitucional. A arguição dos candidatos está prevista no provimento 102/2004 do Conselho Federal da OAB. Na ocasião, os 23 candidatos foram sabatinados e também defenderam suas propostas para a classe.

Durante a sua explanação, Eduardo Rocha evidenciou sua atuação jurídica na área trabalhista, compromisso com a classe advocatícia e suas prerrogativas, em especial, ao combate ao aviltamento de honorários. Ele também defendeu a importância da militância notadamente na área trabalhista. “Quem chegar no Tribunal tem que ser não só especializado em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, mas tem que ser conhecedor do dia a dia da Justiça do Trabalho. Conheço os dois lados do balcão”, enfatizou.

O advogado também falou da necessidade da conciliação no âmbito da Justiça do Trabalho. “Em lá chegando, serei um incentivador pleno do retorno das conciliações prévias”. Ele destacou ainda que não cabe intervenção dos magistrados em honorários pactuados entre advogados e clientes.

Eduardo Rocha também reforçou a importância da harmonia e diálogo permanente entre o tripé da justiça: juízes, advogados e membros do Ministério Público. “Acredito que não há justiça sem juiz, sem advogado e sem o Ministério Público. O acesso ao juiz deve ser livre, porque o juiz é antes de tudo um servidor público e deve servir ao público. Meu intuito é receber todas as partes, todos os advogados, nos momentos que formos chamados”.

TRAJETÓRIA

O advogado Eduardo Rocha nasceu em Natal, tem 57 anos, é pai de três filhos, avô e tem atuação reconhecida na comunidade jurídica potiguar, com mais de 35 anos de militância na advocacia trabalhista e quase 4 mil processos na Justiça do Trabalho. Especialista em Direito do Trabalho (FGV/Rio) e em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho (UFRN), ele é ex-presidente da ANATRA e já ocupou o posto de conselheiro da OAB/RN, sendo por duas vezes conselheiro federal da OAB. Na eleição ao Quinto Constitucional do TRT/RN, ele concorre com o número 42.

Informações: Assessoria

Parque da Fortaleza dos Reis Magos: Governo apresenta novo projeto urbanístico para o forte com promessa de candidatura a Patrimônio Mundial

Foto: Ivanízio Ramos

O Governo do Estado deu um importante passo para fomentar o turismo no Rio Grande do Norte. Nessa quarta-feira, 19, a governadora Fátima Bezerra apresentou o projeto para remodelar o entorno de uma das principais edificações históricas do RN: o Forte dos Reis Magos. Batizado de Parque da Fortaleza dos Reis Magos, o projeto exposto busca dar um novo tratamento urbanístico e paisagístico na área da fortaleza, entregando um novo espaço urbano para os potiguares e um inédito atrativo turístico para o estado.

O plano foi feito pelo escritório do arquiteto potiguar Haroldo Maranhão, a pedido da Fundação José Augusto (FJA). “Este projeto aproveita todos os aspectos da beleza daquela área e não pode ficar perdido nas gavetas. O Governo está totalmente empenhado em transformar este sonho em realidade. Um povo que não cuida de sua cultura é um povo sem memória”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Vale lembrar que a atração encontra-se fechado devido a falta de manutenção e conservação. O fechamento do local prejudica tanto o turismo, uma vez que a Fortaleza faz parte de uma das principais atrações turísticas do estado, quanto os comerciantes locais. Sua revitalização é de suma importância para ajudar a contornar a atual crise que enfrenta o setor.

Foto: Carlos Menezes

O planejamento é de que a obra seja executada com R$ 19 milhões ainda disponíveis no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. “Este projeto não vai adiante sem parceria, por isso estamos aqui unidos Governo, prefeitura, Exército, Iphan, sociedade civil organizada e setor produtivo dando o primeiro passo”, completou Fátima.

A parceria é necessária pois a área envolvida no projeto não está sob responsabilidade do Governo do Estado, mas sim do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Exército e da Prefeitura do Natal. Apenas a gestão da fortaleza é feita pela Governo. Por isso, o a gestão estadual convocou para a apresentação do projeto o prefeito de Natal, Álvaro Dias, representantes do Exército, Rômulo Campos, superintendente da Secretaria de Patrimônio da União no RN (SPU-RN), e Márcio Granzotto, superintendente substituto do Iphan no RN.

O encontro serviu para o Governo iniciar o alinhamento com os entes sobre a possibilidade de intervenção na região. “Esse projeto merece nosso aplauso, assim como a iniciativa do Governo. Nosso turismo não pode depender só das belezas naturais, precisamos de outros atrativos. Vamos trabalhar em conjunto nessa ação, como já estamos em outras”, garantiu o prefeito Álvaro Dias.

Ivanízio Ramos

Proposta

A proposta de criação do parque inclui com a construção de um mirante para a Fortaleza dos Reis Magos, um pavilhão com o jardim de esculturas, quiosques de artesanato, centro de informações turísticas, posto policial e banheiros. A segunda etapa conta com a criação de ciclovias e passeios desde Ponta Negra até o Centro Histórico, conectando ainda com a Ribeira e a Cidade Alta, tendo a fortaleza e o parque como pontos centrais do percurso. Também está prevista a recuperação e o alargamento da passarela da fortaleza, além do local para eventos chamado Largo dos Potiguares e o Calçadão da Zila, em homenagem a poetisa Zila Mamede.

“A nossa ideia é retomar a conexão que a cidade perdeu com toda aquela área, criando um grande circuito turístico e paisagístico, reabrindo a janela de Natal para o rio Potengi e dotando a fortaleza de infraestrutura digna de visitação e uso da população”, pontuou o arquiteto Haroldo Maranhão, que formatou o projeto em conjunto com a arquiteta Marcela Scheer e o arquiteto Jessé Góis.

A execução do projeto influencia diretamente na candidatura do forte como Patrimônio Mundial. O Governo deu início ao trabalho técnico para candidatar a fortaleza, em conjunto com o Iphan, como Patrimônio Histórico da Humanidade junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A formatação da proposta, que inclui uma série de aspectos técnicos, está sendo feita para que a edificação histórica seja inclusa como bem seriado do conjunto de fortificações do Brasil. “Ficamos muito felizes quando o Iphan nos comunicou que poderíamos resgatar a verba do PAC. A iniciativa do parque só reforça nossa candidatura”, destacou Crispiniano Neto, diretor-geral da FJA.

A iniciativa também foi bem saudada pelo presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Lima. O poeta, advogado e entusiasta na defesa da história potiguar destacou a importância envolvida no projeto do parque. “Essa ação é um resgate histórico fantástico da importância da fortaleza. Não se pode abandonar aquele monumento”, disse ele.

Além do projeto do parque, o estado está investindo, por meio do programa Governo Cidadão, cerca de R$ 3,9 milhões na recuperação da Fortaleza dos Reis Magos. A ação segue as orientações que norteiam os critérios de intervenção em prédios históricos, levando em conta a cautela necessária para assegurar a preservação histórica.

Com informações: Assecom-RN

Com quase 4 anos na prisão, ex-governador Fernando Freire é solto e vai cumprir restante da pena em casa

Carlo Wrede/Ag. O Dia

O ex-governador Fernando Freire, acaba de ser solto por determinação do juiz Henrique Baltazar Vilar Santos, deixando assim o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do RN onde esteve por quase quatro anos. Ele passará a cumprir o resto da pena em regime semi-aberto. Com exclusividade a nossa reportagem conversou com o ex-governador, obtendo dele a declaração abaixo:

“Há muito a ser dito, muito a ser declarado, mas a prudência impõe a manutenção do silêncio. Minha família, meus poucos amigos e eu, somos os maiores interessados em prestar uma ampla declaração, o que será feito num momento oportuno.

Experiência dura, sofrida, que gerou um elevado grau de amadurecimento, por hora cabe apenas o registro de que, não obstante a aplicação das normas rígidas próprias do sistema prisional, fui tratado pelo conjunto da Polícia Militar do RN, no Quartel do Comando Geral da corporação, com absoluta dignidade e respeito. A eles o meu agradecimento.

Pretendo me juntar àqueles que estão na luta por um sistema prisional mais humanizado, para que esse tratamento que me foi dispensado, repito, dentro de rígidas normas, mas com dignidade, possa ser estendido a todo nosso sistema prisional.

Por fim, agradeço àqueles que foram solidários e presentes comigo nesse período de tanto sofrimento. Bem como aos advogados que, expressando sentimento de humanidade e desprendimento, estiveram sempre juntos nessa luta. Em especial, aos advogados Flaviano Gama, Tito Canto, Milena Gama e Guilherme Negreiros”.

Com informações do site Ponto de Vista Online

Espaço Cultura Ruy Pereira será revitalizado pela Prefeitura do Natal

O Espaço Cultural Ruy Pereira, na Cidade Alta, será revitalizado pela Prefeitura de Natal. A ideia é replicar o que foi executado no Beco da Lama com a pintura de painéis de grafite, além da reestruturação do passeio da área, construção de uma cobertura, mudança da entrada para a avenida Princesa Isabel e a instalação de um palco permanente para a realização de diversas manifestações artísticas que serão contempladas pelo edital da secretaria municipal de Cultura (Secult). O prefeito Álvaro Dias visitou o espaço na manhã desta quarta-feira (19) acompanhando do secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão, do vereador Fernando Lucena e do artista Dicesar Love que será responsável pela execução de uma gravura de Ruy Pereira, patrono do local.

“A cultura tem sido um instrumento de renascimento do Centro da Cidade em virtude do trabalho que a nossa gestão tem realizado na região. Fizemos um belo trabalho no Beco da Lama, requalificando o espaço que tem atraído diversos visitantes e mudou a realidade do comércio e dos empreendimentos no seu entorno. Iremos fazer o mesmo aqui no Espaço Cultural Ruy Pereira transformando os muros em uma galeria a céu aberto, bem como melhorando a estrutura do local para ampliar as ativações artísticas e culturais existentes aqui”, detalhou Álvaro Dias.

Dicesar Love retorna a Natal para repetir o sucesso do projeto do Beco da Lama. O artista disse que se surpreendeu com a repercussão positiva do trabalho realizado e espera que os natalenses e turistas também aprovem as intervenções que irão ocorrer no Espaço Cultural Ruy Pereira: “Não esperava ter tamanho retorno pelo que fizemos no Beco da Lama. Acompanhei todos os desdobramentos e fiquei muito feliz com a aceitação que superou as nossas expectativas. Isso é muito gratificante para qualquer artista. Estou conhecendo agora o espaço Ruy Pereira e temos totais condições de repetir o que foi feito lá. São áreas com características parecidas e eu não vejo a hora de começar a trabalhar”, destacou Dicesar que terá o auxílio de grafiteiros locais para executar as pinturas.

Dácio Galvão informou que a Secult já abriu um edital no valor de R$ 200 mil reais para a promoção de eventos no Centro Histórico: “Seguimos com a nossa política democrática de abertura de editais para fomentar a cultura. Esse espaço já é um ponto tradicional de manifestações artísticas de todos os gêneros e com as adequações que iremos fazer vamos amplificar essas ações para gerar emprego, renda, valorizar os artistas locais e trazer um novo olhar para a Cidade Alta”.

Quem comemorou a confirmação dos serviços foi o vereador Fernando Lucena que destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil para a Prefeitura executar o trabalho de requalificação: “A cidade respira cultura e essa gestão tem colocado essa área em destaque. Essa é uma política pública essencial para o desenvolvimento de qualquer sociedade e o novo Espaço Cultural Ruy Pereira vai ser palco de shows musicais, exposições, encenações e tudo o que está inserido no universo cultural. A gestão do prefeito Álvaro Dias está de parabéns pela iniciativa.

Pedreiro é condenado a 31 anos de prisão por estupro e morte de Iasmin, na Redinha

Fotos: José Aldenir

O pedreiro Marcondes Gomes da Silva foi condenado a 31 anos de prisão pela morte da estudante Iasmin Lorena Pereira de Melo, de 12 anos – crime ocorrido em março do ano passado na comunidade da África, no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal.

Marcondes foi a juri popular nesta quarta-feira (19) e condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e emprego de meio cruel), estupro de vulnerável e também ocultação de cadáver. O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova. Cinco homens e duas mulheres compuseram o júri.

“Nada vai trazer a Iasmin de volta, mas a aplicação de uma pena rigorosa, bem acima dos 20 anos de reclusão, vai aliviar um pouco a dor da família da menina”, disse o advogado Emanuel Grilo, que atuou no julgamento como assistente de acusação.

G1RN

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