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Dois anos após fuga em Mossoró, muralhas prometidas pelo Governo Lula em presídios federais seguem inacabadas

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Dois anos após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, as muralhas prometidas pelo governo federal para reforçar a segurança do sistema prisional ainda não saíram do papel na maior parte do país. Das cinco unidades federais, apenas a penitenciária de Brasília teve a obra concluída até o momento.

Dados atualizados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram que o investimento na unidade da capital foi de R$ 30,7 milhões. Já nas penitenciárias de Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR), as obras estão atrasadas, paralisadas ou sequer iniciadas. Em alguns casos, a previsão de conclusão foi empurrada para 2027.

Somadas, as intervenções nessas quatro unidades representam um investimento total de R$ 149,8 milhões. Mesmo após o governo classificar a segurança do sistema penitenciário federal como prioridade após o episódio de Mossoró, a maior parte das barreiras físicas anunciadas em 2024 ainda não foi entregue.

Situação das obras

Mossoró (RN)

A construção da muralha começou em janeiro de 2025, mas foi paralisada em outubro após abandono da obra pela empresa responsável. Segundo a Senappen, a segunda colocada da licitação está sendo convocada para dar continuidade aos trabalhos.

Valor: R$ 28,5 milhões
Prazo estimado: 10 meses após a retomada

Porto Velho (RO)

As obras ainda não começaram. A previsão é de início entre fevereiro e março de 2026, com conclusão até dezembro do mesmo ano.

Valor: R$ 38,3 milhões
Campo Grande (MS)

O contrato prevê início das obras em fevereiro de 2026 e conclusão apenas em fevereiro de 2027.

Valor: R$ 42,9 milhões

Catanduvas (PR)

A licitação está prevista para março de 2026, com entrega estimada também para 2027.

Valor estimado: R$ 40 milhões

O que diz o governo

Em nota, a Senappen afirmou que, no caso de Mossoró, a paralisação ocorreu por abandono da obra pela empresa contratada, caracterizando descumprimento contratual. Segundo o órgão, os trâmites legais para aplicação de sanções estão em andamento.

Sobre as demais unidades, a secretaria informou que as obras estão em diferentes fases dos processos licitatórios e que os cronogramas foram oficialmente comunicados. “Todas as ações são conduzidas com rigor técnico, transparência e observância dos princípios da administração pública”, afirmou a Senappen.

Com informações do G1

Vorcaro deu boquinha de R$1 milhão mensais para Mantega a pedido do governo Lula

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O ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma (PT), Guido Mantega, foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria após um pedido feito diretamente pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

À época, Mantega recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e tinha como principal atribuição atuar no avanço das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal.

A operação, no entanto, foi barrada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025. Apesar disso, a consultoria prestada por Mantega teria continuado até poucas semanas antes da liquidação do Banco Master, decretada pelo próprio BC em novembro do mesmo ano, após a revelação de um escândalo de fraude bilionária envolvendo a instituição financeira.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a contratação de Mantega ocorreu após o governo Lula desistir de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale, no início de 2024.

A indicação foi retirada depois de uma reação negativa do mercado financeiro, que criticou a possível nomeação do ex-ministro.

A intermediação do pedido teria sido feita por Jaques Wagner, que mantinha relação com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Ainda de acordo com a reportagem, Guido Mantega esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre janeiro e dezembro de 2024, período em que já atuava como consultor do banco.

Oficialmente, porém, os registros das agendas não faziam qualquer menção a assuntos relacionados ao Banco Master.

Diário do Poder

Lula a Toffoli: Você pode reescrever sua biografia em caso Master, diz jornal

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O presidente Lula (PT) se reuniu com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de dezembro, para tratar de questões relacionadas ao Banco Master. No encontro, o petista disse ao ministro que ele poderia “reescrever sua biografia” com as investigações sobre o banco Master.

O encontro, realizado na Granja do Torto, ocorreu fora da agenda oficial e aconteceu logo após o magistrado decretar sigilo absoluto sobre o processo que envolve a instituição financeira.

De acordo com o jornal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participou do almoço. Durante a conversa, Haddad teria explicado de forma detalhada as complexidades do caso e o modo de operação de Daniel Vorcaro, controlador do banco.

Apesar do diálogo, a postura do magistrado até agora não sinaliza mudanças. Na última semana, Toffoli teria tentado marcar um novo encontro com Lula para o início de fevereiro, mas não obteve resposta do presidente.

Toffoli é alvo de representações

A condução do caso Master pelo ministro Dias Toffoli motivou seis representações contra o magistrado em diferentes órgãos, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Senado Federal.

Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli é contestada por decisões que não são comuns do ponto de vista jurídico. O ministro também passou a ser questionado por ligações com alvos da investigação.

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a atuação de Toffoli no caso Master. Em nota, Fachin afirmou que a conduta do relator é “regular”, e que eventuais contestações dos atos processuais serão debatidas pelo tribunal no retorno do recesso.

Como revelou o Estadão, a família de Toffoli vendeu sua participação no resort Tayayá para o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado por fraudes financeiras. Essa operação foi intermediada por uma empresa em nome do irmão de Toffoli, sediada em uma casa em Marília, no interior de São Paulo. A cunhada de Toffoli, porém, negou que o marido tenha tido quotas societárias no resort.

Das seis representações contra Toffoli, cinco são pedidos de suspeição. Enquanto um desses pedidos já foi negado pela PGR, outros quatro aguardam um parecer do procurador Paulo Gonet. Além das arguições para afastar o relator do caso Master, Toffoli é alvo de um pedido de impeachment protocolado no Senado

Entenda o caso

As liquidações do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e PF.

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

A PF também quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master. A medida foi autorizada em 6 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

De acordo com a decisão, a apuração aponta indícios da prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

“Também verifico que, na linha do que consignado pelo Procurador-Geral da República e pela Polícia Federal, que há elementos suficientes que apontam para o ‘aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais.’”, argumentou Toffoli.

As informações são do jornal O Globo

Mobilização pela liberdade de Wendell Lagartixa reúne políticos em Natal

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Uma mobilização realizada nesse sábado (24) em Natal reuniu apoiadores em defesa da liberdade de Wendell Lagartixa, que está preso na Bahia. O ato foi organizado pela vereadora Anne Lagartixa e ocorre em meio à repercussão nacional da caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem promovido manifestações semelhantes em outros estados.

A concentração teve início na sede do Partido Liberal (PL), no bairro Lagoa Nova, e seguiu em caminhada até o Mercado da Redinha, na Zona Norte da capital. Ao longo do percurso, participantes vestiam camisas com a bandeira do Brasil e carregavam mensagens como “Acorda Brasil”, conforme registros divulgados nas redes sociais.

Durante o ato, Anne Lagartixa afirmou que a mobilização percorreu cerca de 12 quilômetros e teve caráter pacífico. Em publicação, a vereadora destacou que a iniciativa busca chamar atenção para o que considera uma aplicação desigual da lei e reforçou o pedido de liberdade do pai. “A lei deve funcionar para todos os cidadãos de bem”, disse.

Entre os presentes estavam o coronel Hélio Oliveira, presidente do PL em Natal, além dos deputados federais Carla Dickson e General Girão. Ambos também participaram da caminhada organizada por Nikolas Ferreira em Minas Gerais.

Prisão de Wendell Lagartixa

Wendell Fagner Cortez de Almeida é investigado por suspeita de envolvimento em um triplo homicídio ocorrido em Natal, em abril de 2022. Ele foi preso no mesmo ano, pouco antes do início da campanha eleitoral, quando disputou o cargo de deputado estadual. Mesmo detido, a Justiça Eleitoral autorizou sua participação no pleito.

Apesar de ter sido o candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Wendell teve o registro de candidatura indeferido posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2024, Wendell voltou a ser preso, desta vez na Bahia, por porte ilegal de arma de fogo. Em julho do mesmo ano, a Justiça do Rio Grande do Norte decretou a prisão preventiva no processo que apura os homicídios investigados.

Com informações de BNews Natal

Deputados torram R$1,7 milhão com cotão no recesso

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Nem mesmo durante o recesso parlamentar os deputados dão folga para o esfolado pagador de impostos. Em pouco mais de 20 dias desde o início do ano, as excelências esbanjaram por nossa conta, sapecaram R$1.790.431,85 com o cotão parlamentar, que banca jatinhos, propaganda, carrões, seguranças e coisas de toda sorte. Sem surpresa em ano eleitoral, no ranking da gastança está a “divulgação da atividade parlamentar”, mais de R$1 milhão, ou pouco mais de 56% do total. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Nem aí para o preço da gasolina, gasto com “combustíveis” aparece em segundo lugar (17,6%), foram mais de R$315,2 mil pelo ralo.

Alegada manutenção de escritório aparece só em terceiro lugar na lista, com pouco mais de R$200 mil. Com aluguel de carros, outros R$169 mil.

O maior gasto, até agora, é do deputado Silas Câmara (Rep-AM), que não se constrangeu em empurrar fatura de R$45 mil em “divulgação”.

Diário do Poder

STF deve gastar até R$ 720 mil em sofás, cadeiras, mesas e poltronas

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O Supremo Tribuna Federal vai gastar até R$ 720 mil na aquisição de mobiliários.

O STF abriu processo licitatório para comprar 126 sofás (valor estimado de R$ 438 mil), 124 cadeiras, 79 mesas e 6 poltronas.

O prazo para a apresentação de propostas acaba na próxima quarta-feira (28). Ganha a licitação quem oferecer o menor preço.

A informação é do jornalista e colunista do ‘O Globo‘, Lauro Jardim.

Mesmo após fala de Lula, Planalto adota silêncio estratégico sobre escândalo do Banco Master

FOTO: VINICIUS SCHI MDT

Apesar das declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso envolvendo o Banco Master, a orientação no Palácio do Planalto é de cautela máxima. Interlocutores do governo avaliam que tanto o Executivo quanto o PT devem evitar novos posicionamentos públicos para não alimentar interpretações de interferência política nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A avaliação interna é de que qualquer comentário oficial sobre o caso pode ser explorado politicamente e gerar ruídos institucionais, especialmente porque as apurações ainda estão em andamento e podem alcançar novos nomes. Aliados defendem que o governo aguarde o desfecho das investigações antes de adotar uma postura mais firme ou institucional sobre o escândalo.

Lula falou sobre o assunto pela primeira vez nesta semana, durante evento em Maceió (AL), que marcou a contratação de duas milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Sem citar diretamente Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente afirmou que há quem defenda o banqueiro por “falta de vergonha na cara”.

Na declaração, Lula disse ser inadmissível que a população mais pobre seja penalizada enquanto um banco privado provoca um rombo bilionário no sistema financeiro. Segundo ele, o prejuízo acabaria sendo absorvido por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados, reforçando o tom crítico que, nos bastidores, o governo agora tenta conter.

Com informações do Metrópoles

“Nova ONU sob comando de Trump”: Lula ataca Conselho de Paz dos EUA e vê ameaça ao multilateralismo

FOTO: RICARDO STUCKERT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23) a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar o chamado Conselho de Paz, afirmando que a proposta equivale à tentativa de fundar uma “nova ONU” controlada unilateralmente por Washington. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador.

Segundo Lula, o mundo atravessa um momento “muito crítico”, marcado pelo enfraquecimento das instituições multilaterais. Para o petista, a Carta das Nações Unidas vem sendo “rasgada” e a proposta de Trump concentra poder excessivo em um único país. O presidente brasileiro voltou a defender uma reforma da ONU, com ampliação do número de integrantes do Conselho de Segurança.

Lula também criticou duramente a ideia defendida por Trump de transformar a Faixa de Gaza em um resort de luxo após o conflito. “Mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo. E o povo pobre vai morar onde?”, questionou, classificando a proposta como desumana e desconectada da realidade do povo palestino.

Na avaliação do presidente, o cenário global aponta para o avanço do unilateralismo em detrimento do diálogo internacional. “Está prevalecendo a lei do mais forte”, afirmou Lula, ao alertar para os riscos de iniciativas que, segundo ele, esvaziam a ONU e concentram decisões geopolíticas fora de fóruns internacionais legítimos.

Com informações da CNN

“Deram 15 minutos ou morreríamos”, diz líder chavista sobre ameaças dos EUA após captura de Maduro

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.

No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.

A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.

A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.

Com informações do O Globo

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