SELO BLOG FM (4)

Empresas gastaram R$ 345 mi com ações trabalhistas no RN em 2025

FOTO: JOSÉ ALDENIR

As empresas brasileiras desembolsaram R$ 50,7 bilhões em ações trabalhistas em 2025, o maior valor já registrado pela Justiça do Trabalho. Pela primeira vez, o montante ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões em pagamentos decorrentes de acordos, execuções judiciais e quitações espontâneas após decisões judiciais.

O crescimento acompanha a retomada da judicialização trabalhista no País. Em 2025, foram 2,3 milhões de novas ações nas varas do trabalho, aumento de cerca de 8,7% em relação a 2024, quando haviam sido registrados aproximadamente 2,1 milhões de processos. Apesar da alta recente, o volume ainda permanece abaixo do pico histórico observado antes da reforma trabalhista de 2017, quando o País chegou a registrar 2,76 milhões de ações em um único ano.

No Rio Grande do Norte, a Justiça do Trabalho pagou R$ 345 milhões em créditos trabalhistas em 2025, valor que corresponde a cerca de 0,68% do total nacional desembolsado pelas empresas no período. Os dados indicam queda de 19% em relação a 2024, quando os pagamentos no Estado somaram R$ 425 milhões.

Em 2025, os valores pagos no Rio Grande do Norte tiveram a seguinte composição: R$ 174 milhões provenientes de execuções judiciais, quando o pagamento ocorre após condenação definitiva; R$ 147 milhões resultantes de acordos entre empresas e trabalhadores; R$ 26 milhões referentes a pagamentos espontâneos após decisões judiciais.

Em 2024, a distribuição havia sido diferente: R$ 223 milhões em execuções, R$ 174 milhões em acordos e R$ 29 milhões em pagamentos espontâneos. Embora o volume estadual seja pequeno diante do total nacional, os números refletem a mesma dinâmica observada no País: predominância de execuções e acordos como forma de encerramento dos processos.

No cenário nacional, os R$ 50,7 bilhões pagos em 2025 foram distribuídos da seguinte forma: R$ 22,4 bilhões em acordos firmados entre empresas e trabalhadores; R$ 22 bilhões decorrentes de condenações executadas; R$ 6,2 bilhões em pagamentos espontâneos após decisões judiciais.

Se considerados também tributos como contribuição previdenciária e Imposto de Renda recolhidos sobre esses valores, o montante movimentado ultrapassa R$ 57 bilhões.

O valor pago pelas empresas supera inclusive o orçamento anual da própria Justiça do Trabalho, estimado em cerca de R$ 30 bilhões em 2025.

A reforma trabalhista aprovada em 2017, durante o governo Michel Temer, alterou mais de cem dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e buscou reduzir a litigiosidade no País.

Entre as principais mudanças estavam: possibilidade ampliada de acordos individuais entre empresa e trabalhador; regulamentação do trabalho intermitente; ampliação da terceirização; criação de regras que obrigavam o trabalhador que perdesse a ação a arcar com custos processuais, como honorários e perícias.

O impacto inicial foi imediato. Em 2018, primeiro ano completo após a reforma, o número de ações caiu para cerca de 2 milhões, bem abaixo do nível registrado antes das mudanças. Nos anos seguintes, porém, o volume voltou a crescer gradualmente, em parte devido a decisões judiciais que modificaram alguns dispositivos da reforma.

Um dos principais pontos de inflexão ocorreu em 2021, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que trabalhadores beneficiários da justiça gratuita não poderiam ser obrigados a pagar custas processuais e honorários caso perdessem a ação. A decisão reduziu o risco financeiro para quem ingressa com processos trabalhistas, o que, segundo especialistas, contribuiu para o aumento da judicialização.

Outra mudança relevante ocorreu quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) passou a admitir a concessão de justiça gratuita por autodeclaração de pobreza, sem exigência de comprovação detalhada da situação financeira. Isso ampliou o número de trabalhadores aptos a litigar sem custos.

Atualmente, a gratuidade é garantida automaticamente a quem recebe até 40% do teto da Previdência, cerca de R$ 3.262,96 mensais, embora pessoas com renda superior também possam obtê-la mediante declaração de hipossuficiência. O STF ainda analisa um processo que pode estabelecer critérios objetivos para o benefício, o que pode restringir ou redefinir o acesso à justiça gratuita no futuro.

O crescimento recente das demandas trabalhistas também está ligado à transformação das relações de trabalho no País. Além das causas tradicionais — como horas extras, verbas rescisórias e adicionais de insalubridade —, têm crescido processos relacionados a: doenças psicossociais, como burnout; disputas envolvendo contratos informais ou híbridos; questionamentos sobre vínculos em plataformas digitais. Essas novas modalidades de litígio refletem a expansão da informalidade e o avanço de modelos de contratação mais flexíveis.

Analistas apontam que o volume de ações pode sofrer nova inflexão dependendo de decisões ainda em análise no STF. Uma das principais discussões envolve a chamada pejotização, modelo em que profissionais prestam serviços por meio de empresas próprias em vez de contratos formais de emprego.

Caso o STF consolide a validade desse tipo de relação em determinadas atividades, especialistas avaliam que pode haver redução no número de processos trabalhistas, já que parte das disputas sobre vínculo empregatício deixaria de chegar à Justiça do Trabalho.

Ao mesmo tempo, mudanças no mercado de trabalho, com avanço da economia de plataformas e vínculos mais flexíveis, indicam que a judicialização continuará sendo um componente relevante da relação entre empresas e trabalhadores.

Mesmo após a reforma de 2017, o Brasil permanece entre os países com maior volume de litígios trabalhistas do mundo, com cerca de 200 mil novos processos por mês na Justiça do Trabalho.

Nesse cenário, o comportamento das decisões do Supremo, as regras de acesso à justiça gratuita e as transformações nas formas de contratação devem continuar definindo o tamanho do contencioso trabalhista no País — e os custos que ele representa para as empresas.

Agora RN

Prefeitura avança com cronograma de manutenção e reparos nas escolas e CMEIs do município

FOTO: DIVULGAÇÃO

O município segue trabalhando para garantir uma educação de qualidade na nossa rede municipal de ensino, onde a Prefeitura de Parnamirim encontrou mais 60 unidades em situação de abandono e deu início a um amplo trabalho de recuperação das unidades.

Atualmente, muitas escolas e Centros Municipal de Educação Infantil (CMEIs) já apresentam uma nova realidade, com ambientes mais organizados, estruturados, revitalizados e adequados para alunos e profissionais.

Até o momento, já foram reformadas e entregues unidades como os CMEIs Eugênia Palhares, Tio Hermes, Lúcia Maria e Santa Luzia, além das escolas Maria do Céu, Maria do Socorro, José Augusto Nunes e Sadi Mendes, e o CMEI Ivone Maria. Outras unidades seguem em reforma, entre elas Erivan França, CMEI Etenize Xavier, CMEI Ivete Maria, CMEI Romana Santiago, CMEI Maria Leonor, Escola Francisca Fernandes e Escola Luzanira Maria.

Para além das obras estruturais, cerca de 20 unidades passam por manutenção contínua e mais de 40 já receberam reparos pontuais. As ações reforçam o compromisso da gestão municipal com a melhoria da educação, garantindo espaços mais dignos e adequados para o aprendizado.

ATAQUE A JORNALISTAS: Em discurso na Câmara Federal, Girão critica postura de Boulos no RN

FOTO: DIVULGAÇÃO

O deputado federal General Girão (PL) criticou a postura do ministro Guilherme Boulos, durante entrevista concedida ao programa “12 em Ponto”, da Rádio 98 FM, na última sexta-feira, em Natal.

O parlamentar disse ser digna de repúdio repúdio à conduta do ministro do presidente Lula da Silva, que, ao ser confrontado com informações públicas sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, elevou o tom, acusou jornalistas de mentirem e tentou desqualificar o trabalho da imprensa durante a entrevista.

Para o deputado, a atitude representa um desrespeito à liberdade de imprensa, que classificou como um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Ele afirmou que o papel do jornalista é questionar, confrontar e informar a população com base em fatos.

Girão também avaliou que reações com intimidação verbal, interrupções e tentativas de desacreditar as jornalistas Anna Karina Castro, Ana Ruth Dantas e Andreia Freitas, ultrapassam o limite do debate político e atingem o direito da sociedade informação.

Adolescente de 14 anos é estuprada por amigo da família em São José de Mipibu

FOTO: DIVULGAÇÃO

Uma adolescente de 14 anos foi vítima de estupro no distrito de Pau Brasil, no município de São José de Mipibu. O crime foi registrado no último sábado (14) e teria sido cometido por um homem que se apresentava como amigo da família da vítima. Segundo relato da mãe da adolescente, o suspeito teria aproveitado o momento em que todos na casa estavam dormindo e arrastou a jovem para fora da residência durante a madrugada.

Suspeito teria levado a adolescente para local isolado
De acordo com a família, o homem chegou à residência por volta das 2h da madrugada. A adolescente dormia em uma rede na sala quando abriu a porta. Ainda segundo a mãe da vítima, o suspeito arrastou a jovem até um local conhecido como “Paredão”, onde teria ocorrido o estupro.

A adolescente voltou para casa chorando e bastante abalada, momento em que contou à família o que havia acontecido.

Em entrevista ao repórter Leonardo Julierme, da TV Ponta Negra, a mãe relatou a revolta diante da situação. Segundo ela, o suspeito conhecia a jovem desde que ela tinha cerca de seis anos, o que fazia com que a família confiasse nele.

Para a polícia, o homem afirmou que acreditava que a adolescente tinha 19 anos, versão contestada pela família.

A mãe afirma que o suspeito sabia a verdadeira idade da jovem.
Após o ocorrido, a família acionou a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, e policiais da 8ª Companhia atenderam a ocorrência em São José de Mipibu.

Na manhã do domingo (15), o suspeito foi identificado por moradores do distrito de Pau Brasil.

Revoltada com o caso, parte da população agrediu o homem, que ficou bastante ferido.

A Guarda Municipal foi acionada e socorreu o suspeito, que foi encaminhado para atendimento no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais.

Ponta Negra News

Kleber avalia que Fátima só deve deixar governo se tiver segurança sobre eleição indireta

FOTO: MAYANE LINS

O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) só deve deixar o cargo para disputar o Senado em 2026 se houver segurança política sobre o desfecho de uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa.

A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Repórter 98, da 98FM Natal, ao comentar as discussões sobre uma possível vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador no Rio Grande do Norte.

Segundo o parlamentar, atualmente nenhum dos grupos políticos possui maioria consolidada na Assembleia para definir sozinho o resultado de uma eventual eleição indireta.

“Hoje existe o grupo da governadora que não tem o quantitativo necessário de votos, existe o grupo da oposição que também não tem e existe o grupo do pré-candidato Allyson que também não tem. Ou alguém vai se entender ou não vai dar em nada”, afirmou.

Questionado sobre o que faria se estivesse no lugar da governadora, Kleber afirmou que só deixaria o cargo caso tivesse certeza do desfecho político da sucessão.

“Só se eu tivesse a certeza. Se eu não tivesse a certeza, com certeza não”, declarou.

Na avaliação do deputado, abrir mão do mandato sem garantia de continuidade política seria um movimento arriscado.

“Arriscar sem uma segurança é deixar uma continuidade no governo. Eu acho que o governo não vai arriscar se não tiver essa segurança”, disse.

Apesar da repercussão do tema no meio político, Kleber afirmou que dentro da Assembleia Legislativa o assunto ainda não domina as conversas entre os parlamentares.

De acordo com ele, neste momento os deputados estão concentrados principalmente na montagem das nominatas partidárias para as eleições de 2026.

“Hoje o assunto na Assembleia é a formação de nominata. É isso que está sendo discutido”, afirmou.

O deputado também negou que esteja conduzindo negociações com o governo para construir um acordo político em torno da eventual eleição indireta.

Segundo ele, qualquer decisão nesse sentido será tomada de forma coletiva dentro do grupo político ao qual pertence.

“Eu sou uma pessoa de grupo. Em nenhum momento houve essa delegação para que eu conduzisse esse entendimento”, afirmou.

Mesmo assim, Kleber ressaltou que mantém uma relação respeitosa com a governadora e afirmou que, caso Fátima Bezerra seja candidata ao Senado, pretende apoiá-la na disputa.

Portal 98 FM

Deputado Tomba Farias apresenta moção de repúdio contra Guilherme Boulos e critica o “silêncio” da esquerda

FOTO: DIVULGAÇÃO

O deputado estadual Tomba Farias (PL) apresentou uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte contra o ministro deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), ministro da Secretaria-Geral do governo Lula da Silva, em razão de sua postura durante entrevista concedida à 98 FM Natal, na última sexta-feira (13), em Natal, quando agrediu verbalmente e tentou intimidar as jornalistas Anna Karina Castro, Anna Ruth Dantas e Andreia Freitas.

As profissionais de imprensa foram chamadas de “mentirosas” pelo ministro de Lula, que elevou o tom de voz, adotando uma postura agressiva ao responder questionamentos feitos por jornalistas durante a entrevista.

Tomba Farias, que é líder do PL no Legislativo potiguar, criticou ainda o que chamou de “silêncio” de parlamentares da esquerda, principalmente da ala feminista do PT, que sempre “fazem barulho” quando entendem que mulheres petistas são atacadas.

O deputado afirma que o episódio gerou repercussão e indignação por envolver confronto verbal com profissionais da imprensa no exercício da função. Ele também ressaltou que a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e que o respeito aos jornalistas deve orientar a atuação de agentes públicos.

“O ataque pessoal a mulheres jornalistas, no exercício de suas funções, reveste-se de gravidade adicional, exigindo uma postura firme desta Casa em defesa do respeito e da isonomia no tratamento entre autoridades e imprensa”, enfatizou.

O líder do PL ressaltou que o desagravo público é um instrumento voltado a restabelecer a dignidade de quem foi ofendido no exercício de sua profissão. “Ao acolher esta moção, esta Assembleia afirma que as jornalistas não estão sós e que a agressão sofrida por elas é uma agressão a todo o corpo social que depende da informação livre”, finaliza.

Lula cobra explicações de Lulinha em conversa sobre escândalo no INSS

FOTO: REPRODUÇÃO

A crise envolvendo o INSS provocou um momento de forte tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva. Segundo relatos de bastidores, a conversa entre os dois foi marcada por irritação e cobranças diretas, logo após o nome do empresário surgir nas investigações sobre desvios em aposentadorias e pensões.

De acordo com fontes da cúpula do governo, Lulinha negou qualquer envolvimento no esquema, mas ouviu do pai uma resposta firme: se houver irregularidades, o caso deverá ser investigado. A postura repete o discurso público adotado pelo presidente desde o início das denúncias.

Nos bastidores do PT, o episódio já gera desgaste político. Lideranças atribuem ao filho do presidente parte da queda na popularidade do governo e apontam reflexos diretos no crescimento de adversários, como o senador Flávio Bolsonaro. A avaliação interna é de que o caso pode impactar o cenário eleitoral.

Enquanto isso, há divergências sobre a estratégia de reação. Parte do partido defende que Lula parta para o confronto direto com a oposição, resgatando temas sensíveis como o caso das “rachadinhas”. Outros ainda preferem manter cautela e evitar ampliar a crise no debate público.

Mesmo com a tentativa de construir uma agenda positiva, o governo enfrenta dificuldades para virar a página. Nos bastidores, a expectativa é de que não surjam novos fatos envolvendo Lulinha — cenário considerado essencial para sustentar a narrativa de perseguição política defendida por aliados.

Com informações da CNN

PT aciona TSE contra Flávio, Carlos e PL por associarem Lula ao PCC

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o Partido Liberal (PL) por suposta disseminação de notícias falsas e propaganda eleitoral antecipada negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o partido.

A representação foi protocolada nesta segunda-feira (16/3) e pede que o TSE determine a remoção imediata de três vídeos publicados no Instagram em 10 de março. Segundo a federação, os conteúdos tentam associar Lula, o PT e lideranças da sigla, como a ministra Gleisi Hoffmann, a organizações criminosas.

De acordo com a ação, os vídeos divulgam informações falsas ao sugerir que o governo federal atuaria para proteger facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Para os advogados, as publicações distorcem informações e utilizam imagens de violência para influenciar a opinião pública e degradar adversários políticos antes do início do período eleitoral.

O pedido inclui uma decisão liminar para que as publicações sejam retiradas do ar no prazo de 24 horas, a fim de evitar a continuidade da circulação do conteúdo nas redes sociais.

A federação também solicita a aplicação de multa aos responsáveis pelas postagens. Pela legislação eleitoral, a propaganda antecipada pode resultar em penalidades entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Na ação, os advogados pedem que o valor máximo seja aplicado, citando a gravidade das acusações e o alcance das contas envolvidas.

Até a publicação desta reportagem, os envolvidos não haviam se manifestado sobre a representação.

Metrópoles

PF citou suspeita ao STF de que Lulinha quis fugir do País

FOTO: REPRODUÇÃO

A Polícia Federal manifestou a suspeita de que a mudança para a Espanha de Fabio Luiz, o “Lulinha”, filho de de Lula (PT), poderia ter o objetivo de fugir do País e das investigações sobre o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS ou desvios, como a corporação prefere chamar nesta fase da investigação.

A suspeita foi citada n relatório em que a PF pediu em dezembro a quebra de sigilo bancário de Lulinha, afinal determinada pelo ministro do STF André Mendonça. A referência ao filho do presidente foi mencionada em reportagem do jornalista Aguirre Talento no Estadão desta terça-feira (17). Ele teve acesso ao relatório que analisou detalhes da relação entre Lulinha e Antonio Camiolo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do escândalo, que se encontra preso.

A defesa nega a intenção sw Lulinha de fugir do País e alega que ele teria se mudado antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.

Pela primeira vez, Lulinha admitiu relacionamento com o Careca do INSS nesta segunda-feira (16), em petição ao STF. Disse que mantinha relação “esporádica e de natureza social” com o investigado que pagou uma vigem dele a Porugal para conhecer um projeto de canabidiol medicinal. A apuração da PF identificou que o Careca pretendia abrir empresa desse ramo, a World Cannabis.

A PF aponta que o empreendimento de canabidiol do Careca do INSS seria financiado com recursos provenientes do esquema de desvio de aposentadorias, em uma etapa de lavagem desse dinheiro. Na viagem, eles chegaram a visitar um terreno onde seria construída a fábrica. A defesa de Lulinha afirmou, porém, que o negócio não foi adiante e ele não recebeu recursos do empresário.

Além da viagem em conjunto, a PF apreendeu anotações com o Careca do INSS que indicariam encontros dele com Lulinha em Brasília e apura se houve pagamentos, informa a reportagem. A testemunha Edson Claro, ex-funcionário do Careca, contou que eram pagos R$300 mil mensais a Lulinha, mas, se isso de fato ocorreu, não foi por depósito bancário: a quebra de sigilo não continha repasses do Careca do INSS.

Os advogados afirmaram, na peção, que, em março de 2025, entraram em contato com instituições de ensino na Espanha para matricular os filhos do casal e viabilizar a mudança. A primeira fase da Operação Sem Desconto, porém, foi deflagrada no mês seguinte e na época já haviam sido publicadas reportagens sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo o Careca do INSS. A defesa de Lulinha disse que ele começou a planejar a mudança a Madri em 2024, apesar de só ter tomado medidas efetivas para isso no ano seguinte.

Diário do Poder

Compartilhe