O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados em cenários de primeiro e segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27).
No primeiro cenário avaliado pela pesquisa, Lula tem 39,6% das intenções de voto, contra 35,3% de Flávio. A seguir, aparece o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 7,6%, e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que marca 3,8%.
O empresário Renan Santos (Missão) assinala 1,5%, enquanto o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) pontua 0,5%. Votos em branco, nulos e nenhum somam 6,7%. Outros 5% não souberam ou não opinaram.
Situação Eleitoral – Presidente Cenário 1
No segundo cenário, Lula desponta com 40,5%, ante 36,6% de Flávio. Na sequência, surge Zema, com 4,3%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), totaliza 3,7%; Renan Santos, 1,5%; e Aldo Rebelo, 0,4%. Votos em branco, nulos e nenhum são 7,8%. Outros 5,2% não souberam ou não opinaram.
Situação Eleitoral – Presidente Cenário 2
O levantamento desta sexta-feira também analisou três possíveis cenários de segundo turno. No embate entre Lula e Flávio, o senador e primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) surge pela primeira vez numericamente à frente do petista. Ainda assim, há empate técnico entre ambos (confira os detalhes nos gráficos abaixo).
Metodologia
Foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07974/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a ministros e aliados que encaminhou o acerto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para que ele seja o candidato ao Governo de São Paulo.
Aliados do ministro apostavam que a longa viagem à Índia e à Coreia do Sul, em que Haddad esteve com Lula nos últimos dias, serviria para o chefe do Palácio do Planalto diminuir a resistência do ex-prefeito da capital paulista em ser o candidato.
Lula considera Haddad o principal nome para liderar seu palanque no maior colégio eleitoral no país, mas o ministro vinha se mostrando reticente em disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes.
Ele foi derrotado no segundo turno em 2022 pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como o favorito para vencer novamente o pleito, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto.
Senado
Além de Haddad na cabeça de chapa, o PT articula um acordo para lançar as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) como candidatas ao Senado. Ambas podem mudar de partido para a eleição. O PSB aparece como um dos possíveis destinos.
Tebet, que é de Mato Grosso do Sul, seria obrigada a mudar o domicílio eleitoral, em caso de interesse por uma disputa no estado paulista, em função da legislação vigente.
A ministra já afirmou que deve deixar o cargo pelo menos até o dia 30 de março deste ano, mas que terá pelo menos mais uma conversa com Lula para tratar das eleições de 2026.
Um grupo composto por 48 congressistas, liderado pela deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), formalizou junto ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação criminal contra Fábio Luís Lula da Silva, nesta quinta-feira (26). O documento solicita a decretação da prisão preventiva de Lulinha, sua inclusão no sistema de difusão vermelha da Interpol e a abertura de um processo de extradição junto às autoridades da Espanha.
A peça jurídica sustenta a tese de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuaria como um “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes. O empresário, apelidado de “Careca do INSS”, está detido desde setembro de 2025 sob a acusação de liderar irregularidades na Previdência Social.
Vale lembrar que, como já foi reportado pelo Diário do Poder, Lulinha teria percebido repasses mensais de R$ 300 mil do Careca.
Residindo em Madri desde o ano passado, a situação de Fábio Luís no exterior é vista pelos deputados como um perigo à aplicação da justiça, devido à possibilidade de deslocamento para nações que não possuem acordos de extradição com o Brasil. O texto da representação enfatiza este cenário:
“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”.
A desembargadora Martha Danyelle determinou, nesta quinta-feira (26), a reabertura da fase de instrução do processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT) na Câmara Municipal de Natal. A decisão atende a recurso apresentado pela parlamentar, que alegou não ter sido ouvida pessoalmente antes do encerramento da fase instrutória pela Comissão Processante.
Com a decisão, a presidente da Comissão Processante, Samanda Alves (PT), deverá agendar nova audiência para colher o depoimento da vereadora. A magistrada também determinou a intimação da presidência da comissão para eventual apresentação de contrarrazões no prazo legal.
Horas antes da decisão judicial, a Comissão Processante havia deliberado, por maioria, pela rejeição do pedido de cassação. O parecer divergiu do relatório apresentado pelo vereador Daniell Rendall (Republicanos), que defendia a continuidade do julgamento com possibilidade de perda de mandato.
A vereadora é acusada de destinar recursos de emenda parlamentar para evento de caráter político-partidário. De acordo com o regimento interno da Câmara e o Decreto-Lei nº 201/1967, o parecer da comissão precisa ser submetido ao plenário. O prazo máximo para apreciação do caso pelos vereadores até o dia 4 de março.
A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (26), um homem que se passou por policial federal nas dependências do Aeroporto Internacional de Natal.
De acordo com a PF, o suspeito utilizava roupas semelhantes às adotadas por policiais federais e portava documento falso similar ao cartão funcional da instituição. Ele tentava embarcar em voo doméstico quando apresentou a identificação irregular, fato que motivou a abordagem e a verificação pelos policiais.
Após a constatação de falsidade documental, o suspeito foi conduzido à unidade da Polícia Federal, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
Ainda de acordo com a PF, o investigado poderá responder pelos crimes de uso de documento falso e de falsa identificação funcional.
A Receita Federal do Brasil e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte apreenderam, na manhã desta quinta-feira 26, mais de 5.300 comprimidos de droga sintética do tipo ecstasy no Rio Grande do Norte. Segundo as instituições, esta é a maior apreensão de drogas sintéticas já realizada no estado. Um homem foi preso em flagrante.
As investigações começaram na quarta-feira 25, durante fiscalização de rotina da Receita Federal, quando foi identificada uma encomenda suspeita com possível material ilícito, enviada do Rio de Janeiro com destino a Natal.
Após a identificação da carga, foram realizadas diligências para identificar o destinatário e o local de entrega. Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou ao plantão judiciário pela realização de ação controlada e pela expedição de mandado de busca e apreensão no imóvel vinculado à encomenda.
Na manhã desta quinta-feira 26, as equipes passaram a monitorar a entrega. Após o recebimento da encomenda, o destinatário foi preso em flagrante.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, foram encontradas porções de cocaína e maconha, além de sacos do tipo zip-lock, facas com resquícios de substância entorpecente e uma balança de precisão. De acordo com a Polícia Civil, o material indica que o imóvel era utilizado como ponto de comercialização de drogas.
A carga ilícita, composta por mais de cinco mil comprimidos de MDMA, avaliados preliminarmente em aproximadamente R$ 270 mil, estava escondida no interior de um eletrodoméstico.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) e permanece à disposição da Justiça.
O jornalista Marcos Vanucci, que chegou a ser preso no âmbito dos atos de 8 de janeiro, disse achar “totalmente pertinente” que Jair Bolsonaro e sua família processe a Globo e outros veículos de imprensa. As declarações foram dadas durante participação no programa Pleno Time desta quinta-feira (26).
A ideia de um eventual processo se deve à condenação dos dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, que foram considerados mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, em 2018. A pena estabelecida foi de 76 anos.
O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, que na época do crime era pré-candidato à Presidência da República, foi constantemente atrelado ao crime.
– Qualquer pauta relativa à atualidade do Brasil a gente atrela ao nome de Jair Bolsonaro. Todo mundo sabe que ele foi acusado… a imprensa ficou muito em cima dessa pauta. Falava-se na época que ele [Bolsonaro] morava no Rio de Janeiro, que ele tinha um alinhamento com o porteiro… com alguém que morava no condomínio. Ou seja, a imprensa fez de tudo pra atrelar o nome do ex-presidente ao crime relacionado a Marielle e ao seu motorista. E mais uma vez, passado alguns anos, a narrativa cai por terra – disse Vanucci.
– Eu acredito sim, não só o presidente Bolsonaro, buscar uma retratação. Acho que é o mínimo que o presidente Bolsonaro deve fazer é buscar sim essa retratação, seja a quem for – continuou, enfatizando a responsabilidade de jornalistas.
Vanucci também anunciou que ele e outros réus do 8 de janeiro estão relacionando “todas as pessoas que o chamaram de bandidos”, não só a imprensa, mas pessoas de setores públicos.
– Todas essas pessoas serão processadas – garantiu.
– Não importa, essa retratação é importante pra pessoas que pensem em fazer isso no futuro repensem duas vezes – finalizou.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), antes do pedido da CPMI do INSS, aprovado nesta quinta-feira (26).
A decisão é do mês passado. O relator da investigação das fraudes no INSS no STF aceitou um pedido da Polícia Federal, que investiga o envolvimento do empresário.
Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.
Mais cedo, a CPMI do INSS aprovou o requerimento da quebra de sigilo. O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira e de quebra dos sigilos foi solicitado por Alfredo Gaspar (União-AL). Houve confusão após a votação.
Silva é citado na decisão do STF que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.
Em nota divulgada ontem (25), a defesa de Silva afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios, nem tendo recebido quaisquer valores de fontes criminosas.
“Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”, revelou o advogado Guilherme Suguimori Santos.
Requerimentos
Durante a 32ª reunião da CPMI, os deputados e senadores que integram o colegiado votaram outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
“Lima deixou a sociedade no Banco Master em 2024”, disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em seu requerimento, no qual lembra que, segundo a PF, o ex-executivo do Master e atual controlador do Banco Pleno é suspeito de ter “atuado na estrutura interna da instituição financeira [Master] e participado de manobras operacionais voltadas a ocultar irregularidades [posteriormente] identificadas pelo Banco Central”.
Os 87 requerimentos foram votados em bloco, sem discussão do mérito individual de cada solicitação. Proclamado o resultado, houve um início de tumulto, com empurra-empurra e trocas de socos, motivando a interrupção da reunião.
Depoimentos
Além de votar os requerimentos, a CPMI do INSS vai ouvir o depoimento do empresário Paulo Camisotti. Filho e sócio do também empresário Maurício Camisotti – que está preso, acusado de envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas -, Filho está sendo investigado por suposta participação na fraude bilionária.
Os parlamentares também pretendiam ouvir o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB/MA) e o advogado Cecílio Galvão, mas eles não compareceram. De acordo com o presidente da comissão, o deputado Carlos Viana (Podemos/MG), Araújo alegou motivo de saúde e a proibição de deixar a capital maranhense, São Luís, e de se aproximar do deputado federal Duarte Junior (PSB), que integra a CPMI, conforme determinado pelo ministro do STF, André Mendonça.
Galvão alegou estar impedido de prestar depoimento nesta quinta-feira por ter compromissos profissionais – justificativa que motivou o presidente da CPMI a determinar que a secretaria do Senado adote as providências necessárias para, tão logo possível, realizar a condução coercitiva de Galvão.
O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) julgou parcialmente procedente denúncia que apontava irregularidades no Pregão Eletrônico nº 09/2017, realizado pela Secretaria de Estado da Administração Estado (SEAD).
O certame tinha como objetivo o registro de preços para contratação de serviços terceirizados de conservação, limpeza e higiene destinados a órgãos da administração pública estadual.
De acordo com o TCE, por maioria de votos, a Corte rejeitou a alegação de prescrição da pretensão punitiva e aplicou multa no valor de R$ 6.447,92 ao ex-secretário estadual de Administração, Cristiano Feitosa Mendes, em razão da condução considerada irregular do processo. A decisão acompanhou o voto do conselheiro relator Carlos Thompson Costa Fernandes.
Ao analisar a preliminar de prescrição, o TCE entendeu que não houve extinção da punibilidade. Conforme destacado no voto, a Lei Complementar Estadual nº 464/2012 prevê diversas hipóteses de interrupção do prazo prescricional, incluindo atos de instrução processual, notificações e decisões no curso do processo.
O relator ressaltou ainda que o princípio da unicidade da interrupção previsto no Código Civil não se aplica aos processos no âmbito dos tribunais de contas, diante da natureza específica do controle externo.
Conversão irregular do pregão
No mérito, o TCE considerou irregular a conversão do pregão da modalidade eletrônica para presencial durante a fase de lances de determinados lotes, após o acolhimento de recurso apresentado por empresa anteriormente desclassificada.
Segundo o entendimento da Corte, a alteração ocorreu sem respaldo legal e sem a devida publicidade, comprometendo a integridade do procedimento, quebrando o sigilo das propostas e reduzindo a competitividade.
Para os conselheiros, a conduta configurou falha grave, com potencial de afronta aos princípios da legalidade, isonomia, publicidade e vinculação ao instrumento convocatório.
Por outro lado, o Tribunal afastou parte das irregularidades inicialmente apontadas pela equipe técnica, como a suposta falha na remessa de informações ao Sistema Informatizado de Auditoria Integrada (SIAI).
Revogação de cautelar
O processo teve origem em denúncias apresentadas em 2018. Ainda naquele ano, foi concedida medida cautelar que suspendeu novas adesões à ata de registro de preços e determinou a realização de novo procedimento licitatório.
Posteriormente, a SEAD comprovou o cumprimento das determinações e a conclusão de novo edital, o que levou o Tribunal a revogar as medidas cautelares anteriormente impostas.
Ao fixar a tese de julgamento, o TCE reforçou que a conversão injustificada de pregão eletrônico em presencial viola princípios fundamentais da administração pública e pode ensejar responsabilização pessoal do gestor responsável pelo ato.
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