A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte, participou, na noite desta terça-feira (18), do Road Show São João, promovido pela Azul Viagens, em Belo Horizonte. A iniciativa integra a estratégia de promoção do destino no mercado nacional.
Durante a ação, agentes de viagens e profissionais do setor turístico conheceram os principais atrativos de Natal para o período junino, com destaque para a programação cultural, a gastronomia típica, as belezas naturais e as experiências que ampliam o potencial da capital potiguar como destino também durante o São João.
O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, afirmou que a participação em eventos do setor contribui para ampliar a presença da cidade nos principais mercados emissores de turistas do país.
“Participar de road shows como este amplia a visibilidade de Natal junto ao trade turístico. Estamos apresentando nossos atrativos, fortalecendo o relacionamento com agentes de viagens e trabalhando para atrair mais visitantes para a cidade”, disse.
A ação integra um circuito de capacitações promovido pela Azul Viagens em diversas cidades brasileiras, com foco na comercialização de destinos turísticos junto ao trade nacional.
Dando continuidade à agenda de divulgação, a Setur participa, nesta quarta-feira (19), de mais uma edição do Road Show São João, desta vez em Uberlândia, ampliando o alcance da promoção dos atrativos turísticos de Natal no mercado mineiro.
O Sistema Fecomércio RN lançou, nesta quarta-feira (18), o programa Mulheres em Movimento, durante evento que reuniu cerca de 350 empresárias e lideranças femininas potiguares no Praiamar Arena, em Natal. A iniciativa será uma série de imersões gratuitas que tem como foco o fortalecimento de negócios liderados por mulheres, por meio de uma jornada estruturada de desenvolvimento com duração de oito meses.
Com 25 vagas disponíveis, o programa é voltado para empreendedoras do Rio Grande do Norte que já possuem atuação consolidada e buscam crescimento com estratégia, sustentabilidade e fortalecimento da liderança. As inscrições estão abertas até a sexta-feira (20), exclusivamente pelo site da Fecomércio RN (www.fecomerciorn.com.br), onde também está disponível o edital completo com todas as regras do processo seletivo.
Durante o lançamento, o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destacou o papel estratégico da iniciativa no contexto econômico do estado. “O que apresentamos hoje é mais um passo na consolidação da nossa atuação por meio da Câmara da Mulher Empreendedora. O Mulheres em Movimento nasce como uma iniciativa estruturada, com método, acompanhamento e foco em resultado, para apoiar mulheres que já empreendem e querem avançar de forma mais estratégica, ampliando a competitividade dos seus negócios e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, afirmou.
A coordenadora da Câmara da Mulher Empreendedora – Fecomércio com Elas, Sâmela Gomes, reforçou que o programa vai além da inspiração e aposta em resultados concretos. Segundo ela, a proposta é oferecer uma jornada com aplicação prática no negócio, estimulando decisões mais estratégicas, fortalecimento da liderança e geração de impacto real nos empreendimentos participantes.
Seleção e conteúdo
O processo seletivo será composto por etapas eliminatórias e classificatórias, incluindo análise das informações estratégicas do negócio e envio de vídeo pitch. Para participar, é necessário cumprir critérios como ter CNPJ ativo, no mínimo três anos de atuação empreendedora e disponibilidade para os encontros presenciais ao longo do programa.
As participantes selecionadas terão acesso gratuito a uma formação completa, com encontros mensais presenciais, mentorias individuais e desenvolvimento de plano estratégico para seus negócios.
O programa seguirá até o final de 2026, com encontros mensais de quatro horas, combinando momentos de inspiração — com palestras de mulheres referência — e oficinas práticas com aplicação direta nos negócios. A metodologia inclui ainda mentorias individuais, autodiagnóstico empresarial e construção de plano de desenvolvimento.
Ao longo da jornada, serão abordados temas como liderança feminina, inovação, comunicação, gestão financeira, networking estratégico e posicionamento de marca.
Mulheres em Movimento
O evento de lançamento marcou o início de um novo ciclo de atuação da Fecomércio Com Elas voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no estado. Entre os destaques, a diretora-geral executiva da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Simone Guimarães, conduziu palestra sobre os desafios e avanços da atuação feminina em cargos de liderança, abordando o cenário nacional e as oportunidades para ampliação da presença das mulheres em posições estratégicas.
Ela destacou que, historicamente, as mulheres enfrentaram limitações no acesso a oportunidades, além de barreiras relacionadas à confiança e ao reconhecimento de seu potencial. No entanto, esse cenário vem passando por mudanças positivas e consistentes, como é o caso das Câmaras da Mulher Empreendedora, projeto nacional da CNC, que a Fecomércio RN abraçou.
“Atualmente, contamos com a participação de mais de 100 mulheres integrando essa e outras câmaras, o que evidencia avanços importantes na promoção da equidade de gênero. É fundamental fortalecer espaços que incentivem sua participação e ampliem a visibilidade de suas competências. Ainda é necessário avançar na superação da percepção de que a liderança é um papel predominantemente masculino”, avalia.
Simone também integrou o painel “Mulheres, Poder e Transformação”, ao lado da ex-juíza eleitoral e autora do livro “As mulheres e os Espaços de Poder no Rio Grande do Norte”, Adriana Magalhães, e da empresária Kênia Raíssa.
A programação também contou com a palestra de Juliana Vieira, professora titular do IFRN, pós-doutora pela Universidade do Minho, doutora em Educação e mestre em Engenharia de Produção. Ela apresentou a palestra “O Som do Futuro — as habilidades que encantam”, uma proposta que uniu música ao vivo, reflexão e conteúdo prático para discutir as competências que ganham ainda mais valor em um cenário de transformações rápidas.
Os preços da gasolina e do diesel A S500 voltaram a subir nesta quinta-feira (19) na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré. Esta é a quarta semana consecutiva de reajustes promovidos pela Brava Energia, que atualiza os valores dos combustíveis semanalmente.
No acumulado de um mês, a gasolina A passou de R$ 2,51, em 19 de fevereiro, para R$ 3,82, registrando alta de R$ 1,31. Apenas na última semana, entre os dias 12 e 19 de março, o aumento foi de R$ 0,63, saindo de R$ 3,19 para o valor atual.
O diesel também apresentou elevação no período. Na modalidade EXA, o preço saiu de R$ 3,28 para R$ 5,52 no comparativo mensal, o que representa aumento de R$ 2,24. Entre os dias 12 e 19 de março, o valor também subiu R$ 0,45, de R$ 5,07 para R$ 5,52.
Já na modalidade LCT, o diesel subiu de R$ 3,30 para R$ 5,53 em um mês, acumulando alta de R$ 2,22. Já na última semana, o combustível teve reajuste de R$ 0,45, passando de R$ 5,08 para R$ 5,53.
Desde 26 de fevereiro, todos os ajustes realizados pela refinaria resultaram em aumento nos preços. Os valores praticados podem impactar o preço final ao consumidor nos postos, a depender de fatores como logística, margem de revenda e tributos.
A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (18), a quebra dos sigilos de um fundo de investimento que adquiriu participações acionárias no Tayayá Resort. As ações transacionadas pertenciam anteriormente a uma empresa vinculada a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro (União-PR), concentra-se no Fundo Arleen, entidade que estava sob a gestão da Reag, empresa atualmente investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em desvios de recursos do Banco Master.
A movimentação financeira que motivou a decisão do colegiado envolve um aporte de milhões de reais feito pelo fundo para a aquisição da fatia que era de propriedade da Maridt Participações S.A. Conforme informações apuradas pela CNN e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) datados de outubro de 2025, a operação foi formalizada pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
O ministro Dias Toffoli confirmou publicamente sua condição de sócio na Maridt. Na ocasião em que o caso veio à tona, o magistrado declarou não possuir informações sobre quem faz a gestão do Fundo Arleen e assegurou que jamais teve vínculos de amizade ou qualquer relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Toffoli também foi enfático ao afirmar que nunca houve o recebimento de quantias financeiras vindas do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. O avanço das investigações parlamentares agora busca esclarecer a natureza e a origem dos recursos utilizados na transação imobiliária que uniu os interesses das entidades citadas no Tayayá Resort.
O advogado José de Oliveira Lima, que representa o banqueiro Daniel Vorcaro, tem buscado os investigadores do caso Master para firmar um acordo de delação premiada. De acordo com o defensor, seu cliente quer fazer uma “delação séria”, ou seja, sem poupar nenhum envolvido. A informação é da colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar.
A fala de Vorcaro é uma tentativa de aumentar as chances de negociação, pois investigadores enxergam com ceticismo uma eventual delação, haja vista que políticos do Centrão ligados ao empresário buscam uma “delação seletiva” para poupar seus nomes.
Espera-se que o acordo seja firmado por Vorcaro junto à Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a supervisão do ministro relator André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há ainda a possibilidade de uma delação conjunta de Vorcaro com o dono da gestora de recursos Reag, João Carlos Mansur, que também é representado por José Lima.
ENTENDA
Vorcaro está preso acusado de liderar um esquema de fraude financeira ligado ao Banco Master. As autoridades veem indícios de crimes como organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Segundo as investigações, o esquema consistia na criação e comercialização de títulos de crédito sem lastro – ou seja, ativos e dívidas que não tinham garantia real ou sequer existiam – usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. O objetivo era fazer a instituição parecer mais sólida e lucrativa do que realmente era, esconder fragilidades financeiras e continuar captando dinheiro no mercado.
Com esse patrimônio inflado, o banco passou a oferecer investimentos com rendimentos até 40% superiores aos praticados no mercado, o que atraía investidores em busca de retornos mais altos. Segundo as investigações, porém, o banco não tinha base financeira real para sustentar esses pagamentos. O esquema começou a ruir quando o Banco Central do Brasil identificou inconsistências nos balanços da instituição e determinou a liquidação extrajudicial do Master.
O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio nesta quarta-feira (18) ao nome de Sergio Moro (União Brasil) para o cargo de governador do Estado do Paraná, durante visita ao senador que foi juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e liderou a Operação Lava Jato, no mais importante esforço de combate à corrupção da História do Brasil, levando à condenação e prisão de figuras notórias como Lula (PT).
Na ocasião, Moro retribuiu o gesto declatando seu apoio a Flávio Bolsonaro para presidente. “Fora, Lula, muda, Brasil”, escreveu o paranaense em suas redes sociais.
O momento da declaração de apoio foi testemunhado por políticos aliados, como o presidete nacional do PL, Valdemar Costa Neto, senador Rogério Marinho (PL-RN), que é coordenador da campanha presidencial do seu partido, e os deputados Filipe Barros e Giacobo, presidente do PL no Paraná.
No Paraná, Sergio Moro vem liderando todas as pesquisas de intenção de votos com uma margem sobre seus adverários que sugere a possibilidade de vitória em primeiro turno.
Em um relato feito publicamente, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que recebeu um aviso sobre o envio de uma bomba com o objetivo de atentar contra a sua vida.
Segundo a magistrada, a informação lhe foi passada pouco antes de chegar ao Centro Universitário de Brasília (UniCeub), na manhã desta quarta-feira (18), onde discursou sobre os direitos das mulheres.
– Não morro de jeito nenhum. Faço um parêntese: agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos – pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais – disse Cármen.
De acordo com o Correio Brasiliense, a assessoria do STF não confirmou a informação.
A segurança de ministros da Corte é feita por policiais judiciais. Nos últimos anos, o Supremo criou uma secretaria de segurança interna, devido a ameaças tangíveis aos ministros da corte, como o envio de itens perigosos.
A ministra aposentada Rosa Weber, por exemplo, já teria recebido ácido em vidro de perfume.
A Prefeitura de Macau mantém ativo um convênio firmado com uma instituição financeira que recentemente passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro de grandes proporções. O acordo foi assinado em novembro de 2025 com a BMP Sociedade de Crédito Direto S.A., empresa sediada em São Paulo, e prevê a oferta de empréstimos consignados e cartões de crédito a servidores municipais, com desconto direto em folha de pagamento.
Pelo convênio, que tem vigência inicial de 60 meses e pode ser prorrogado, a instituição financeira ficou autorizada a operar linhas de crédito voltadas aos servidores do município, incluindo empréstimos consignados, cartão de crédito e cartão benefício. O modelo permite que as parcelas sejam descontadas diretamente dos salários, dentro de limites previamente estabelecidos.
Segundo as regras do contrato, os descontos podem chegar a até 40% da remuneração líquida para empréstimos consignados e mais 5% para cartões, totalizando até 45% do salário comprometido com as operações financeiras. Nesse arranjo, a Prefeitura atua como consignante, responsável por realizar os descontos e repassar os valores à instituição financeira, mas não assume responsabilidade pelas dívidas contraídas pelos servidores.
Instituição na mira da PF
O convênio foi firmado com o objetivo de ampliar o acesso dos servidores a serviços financeiros e linhas de crédito com juros menores, característica comum nas operações consignadas. No entanto, a parceria passou a chamar atenção após a instituição envolvida se tornar alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, por suspeitas de vínculos com as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
No mês passado, a PF deflagrou a operação “Cliente Fantasma”, que incluiu mandados de busca e apreensão contra a BMP e seu presidente, Carlos Eduardo Benitez. As investigações apuram a suspeita de facilitação de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 25 bilhões por meio do sistema financeiro.
De acordo com a Polícia Federal, a instituição teria permitido movimentações financeiras sem identificação adequada de clientes e deixado de comunicar operações suspeitas aos órgãos responsáveis pela fiscalização. As autoridades também apontam falhas no envio de informações obrigatórias ao Banco Central, o que teria dificultado o rastreamento de recursos ligados a empresas investigadas.
Um dos pontos que chamou atenção dos investigadores foi o atraso no registro de vínculos com empresas sob investigação no sistema do Banco Central. Segundo a PF, esse atraso teria impedido que ordens judiciais de quebra de sigilo bancário alcançassem a instituição no momento adequado, comprometendo o acompanhamento das movimentações financeiras.
Outro dado destacado nas investigações é que, apesar de movimentar cerca de R$ 65 bilhões por mês e manter mais de 150 mil contas ativas, o banco teria comunicado apenas quatro operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em um período superior a três anos. Pela legislação, instituições financeiras são obrigadas a informar transações consideradas atípicas ao órgão de inteligência financeira.
Para os investigadores, há indícios consistentes de possíveis crimes como lavagem de dinheiro, gestão temerária e omissão de informações ao sistema de controle financeiro. A apuração busca esclarecer se as falhas ocorreram por problemas administrativos ou se fizeram parte de um mecanismo para ocultar recursos de organizações criminosas.
Na epóca, a BMP afirmou, através de nota, que está colaborando com as autoridades e fornecendo informações sobre operações antigas de ex-clientes. A instituição também declarou que seus produtos e serviços continuam operando normalmente.
Contrato vigente
Mesmo diante da investigação em curso, o convênio firmado com a Prefeitura de Macau permanece vigente. Com isso, servidores municipais seguem podendo aderir às linhas de crédito consignado e aos cartões oferecidos pela instituição financeira investigada.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Mossoró para obrigar o Município a cumprir a legislação que exige acessibilidade em estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.
A ação, protocolada pela 15ª Promotoria de Justiça, tem como base o Inquérito Civil nº 04.23.2035.0000203/2022-55, instaurado ainda em 2022, após a constatação de que diversos prédios, incluindo escolas e funcionavam sem condições adequadas de acesso para pessoas com deficiência, mesmo com alvarás válidos.
De acordo com o MP, a Prefeitura vem concedendo e renovando alvarás de funcionamento sem verificar o cumprimento das normas de acessibilidade, contrariando o que determina a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
Falha estrutural
Durante a investigação, o próprio Município admitiu que não realiza fiscalização nos casos de renovação de alvarás, limitando-se à análise documental e à cobrança de taxas. A vistoria técnica, segundo os gestores, ocorre apenas em imóveis novos.
Inspeção realizada pelo Ministério Público em 2024 reforçou a falha: o sistema utilizado pela Prefeitura não possui sequer campo específico para comprovação de acessibilidade, nem exige laudo técnico ou vistoria presencial.
Para o MP, essa omissão cria um cenário de ilegalidade contínua.
“A cada novo alvará concedido sem fiscalização, renova-se a violação de direitos fundamentais”, aponta a ação.
Tentativa de acordo frustrada
Antes de judicializar o caso, o Ministério Público tentou resolver a situação de forma extrajudicial. Em 2025, foi proposta a assinatura de um acordo para que o Município implantasse um sistema de fiscalização a partir de 2026.
A proposta foi recusada pela Prefeitura, sob o argumento de que seria necessário ampliar o debate com setores econômicos e a sociedade civil, devido ao impacto da medida.
Sem avanço concreto após mais de três anos de apuração, o MP decidiu levar o caso à Justiça.
O que pede o MP
Na ação, o Ministério Público requer que o Judiciário determine que a Prefeitura:
Implante fiscalização efetiva de acessibilidade;
Passe a exigir comprovação das normas para conceder e renovar alvarás;
Regulamente os procedimentos administrativos necessários;
Adote medidas técnicas e operacionais para cumprir a lei no prazo de 90 dias.
O órgão também pede que, em caso de descumprimento, haja responsabilização dos gestores, inclusive na esfera penal, por possível prática de prevaricação.
Impacto social
O MP destaca que a falta de acessibilidade vai além de irregularidade administrativa e representa exclusão social.
Segundo a ação, barreiras arquitetônicas impedem o acesso de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida a serviços básicos, comprometendo direitos fundamentais como dignidade, autonomia e igualdade.
Além disso, a ausência de adaptações pode gerar riscos à segurança, como quedas e acidentes em locais sem estrutura adequada.
Pressão sobre o Município
A ação coloca pressão direta sobre a gestão municipal, que poderá ser obrigada judicialmente a mudar a forma como concede alvarás e fiscaliza estabelecimentos.
Caso a Justiça acate o pedido, Mossoró terá que reestruturar seus sistemas e criar uma política efetiva de controle urbano voltada à acessibilidade, algo que, segundo o MP, nunca foi plenamente implementado.
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