SELO BLOG FM (4)

Terrorista Sírio é procurado no Brasil, diz ministro

EX-PRESO EM CUBA, DEYAB TERIA CHEGADO AO BRASIL HÁ TRÊS SEMANAS. (REPRODUÇÃO)

EX-PRESO EM CUBA, DEYAB TERIA CHEGADO AO BRASIL HÁ TRÊS SEMANAS. (REPRODUÇÃO)

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confirmou que o governo brasileiro procura o terrorista sírio Jihad Ahmad Deyab, ex-presidiário de Guantánamo, em Cuba, que teria saído do Uruguai para o Brasil há três semanas. Deyab estava como refugiado em Montevidéu desde dezembro de 2014. Ele atuou em operações terroristas da al-Qaeda na África e foi recrutador do grupo na Europa.

De acordo com um comunicado de alerta da Avianca, do último dia 1º, com base em informações da Divisão de Antiterrorismo da Polícia Federal, a presença de Deyab no Brasil deve ser informada “imediatamente” à PF. A companhia aérea afirma ainda que o procurado, de 45 anos, tem dificuldades de locomoção e usa muletas.

Em visita ontem ao Rio, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o trabalho de inteligência dos órgãos de segurança do Brasil aponta que não há probabilidade de ataques durante a Olimpíada. Segundo ele, a possibilidade de ações terroristas sempre existe. Moraes, no entanto, ressaltou que o Brasil está preparado para conter qualquer ameaça.

— Não temos probabilidade de evento terrorista. A possibilidade sempre existe. De toda forma, trabalhamos como se houvesse a probabilidade — afirmou Moraes.

ENTRADA BARRADA TRÊS VEZES

O ministro do Interior do Uruguai, Eduardo Bonomi, afirmou que Deyab não violou a lei ao partir para o Brasil. Segundo ele, o Uruguai nunca aceitou o pedido dos Estados Unidos de obrigar os refugiados a permanecerem no país por dois anos:

— Se as autoridades do Brasil não o receberem legalmente, podem devolvê-lo ao Uruguai. Mas esse é um problema do Brasil.

Uma fonte da PF contou que o ex-detento já havia tentado entrar no país três vezes, mas fora barrado porque seu nome consta em bancos de dados internacionais como envolvido em terrorismo.

O Globo

Em Natal, família procura jovem que saiu para arraiá e está desaparecida

 AMANDA DANIELE PEREIRA, DE 25 ANOS, ESTÁ DESAPARECIDA DESDE O DIA 23 DE JUNHO.(FOTO:REPRODUÇÃO/SERGIO COSTA)


AMANDA DANIELE PEREIRA, DE 25 ANOS, ESTÁ DESAPARECIDA DESDE O DIA 23 DE JUNHO.(FOTO:REPRODUÇÃO/SERGIO COSTA)

Uma jovem está desaparecida após sair para um arraiá na cidade de Monte Alegre e seus familiares estão em busca de informações do paradeiro dela. Amanda Daniele Pereira, de 25 anos, está desaparecida desde o dia 23 de junho.

A mãe dela, Núbia Maria, relatou ao Portal BO que a moça saiu de casa, na rua Florestal, em Mãe Luiza, para ir a festa, pediu a benção e desde então não deu mais notícia. Amanda Daniele, ainda de acordo com a mãe, é usuária de drogas.

Ela tem duas filhas, sendo uma de 6 anos e outra de 2 anos. Ainda segundo a mãe, a filha nunca passou dias longe de casa sem dar notícias. Núbia Maria disse que acreditar que Amanda está morta e quer informações do paradeiro da filha.

Portal BO

 

Comissão do Impeachment conclui depoimento de peritos

COMISSÃO DO IMPEACHMENT.

COMISSÃO DO IMPEACHMENT.

A Comissão Processante do Impeachment retomou a audiência na qual discute o resultado da perícia feita em documentos que embasam a denúncia contra a presidenta afastada Dilma Rousseff para ouvir o assistente da defesa, Ricardo Lodi Ribeiro.

Ribeiro reiterou o que já consta de suas observações apresentadas ontem (4) por escrito. Na opinião dele, a presidenta não tem responsabilidade sobre a edição dos decretos de suplementação orçamentária porque eles foram a ela submetidos pelas áreas técnicas dos ministérios.

“Não há, no exame dos autos do processo, qualquer indício de tentativa, da presidente da República, de alterar as manifestações técnicas, no que tange aos decretos de suplementação. A única participação da Presidente, no que está demonstrado nos autos, é a assinatura desses decretos”, disse.

Quanto à acusação de que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao firmar uma operação de crédito com o Banco do Brasil para o pagamento do Plano Safra, o assistente da defesa também reafirmou sua posição de questionamento à caracterização de que o atraso no pagamento seja o mesmo que uma operação de crédito. Na opinião de Ribeiro, sequer o atraso fica plenamente caracterizado em razão da inexistência de um prazo previsto em lei para o pagamento.

“Em relação ao inadimplemento do Plano Safra, na verdade, juridicamente é até difícil caracterizarmos o inadimplemento, porque, na verdade, como a própria perícia reconheceu, não há data de pagamento. Em algum momento, busca-se implicitamente a data de pagamento com o termo inicial da incidência de juros. Então, não há precisão sobre o prazo de pagamento. O pagamento foi feito dentro do mesmo exercício, na existência de prazo previsto no regramento”, explicou.

Farsa

Mais cedo, durante o depoimento da assistente pericial de acusação, Selena Nunes, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) aproveitou sua inscrição para perguntas para classificar de “farsa” o processo de impeachment. A ex-ministra da Agricultura no governo Dilma, culpou o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamou de “escroque internacional”, pelos problemas fiscais do país.

Kátia Abreu apontou ainda a responsabilidade dos partidos políticos sobre os escândalos de corrupção. “Estamos vivendo aqui uma farsa, estamos vivendo aqui o inadmissível. E não vejo ninguém dizer da corrupção que está eivada no governo da Dilma… Foi ela sozinha ou foram todos os partidos, que mamaram, sugaram esse governo durante cinco anos e, agora, estão do outro lado da mesa pedindo o impeachment da própria? Foi ela sozinha que destruiu a Petrobras, ou foram todos os partidos que estão aí nas denúncias, nas delações premiadas?”, questionou aos colegas.

Sem responder diretamente à senadora e ex-ministra, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) reiterou sua convicção de que a presidenta afastada cometeu fraude quando o governo não contabilizou as chamadas pedaladas fiscais.

“Essa história do Banco Central, eu ouvi aqui do assessor jurídico: ele era contra isso, ele queria que registrasse sim. E por que não se registrou? Porque se registrassem o valor que se devia, que o Tesouro devia ao Banco do Brasil, ia aparecer no superávit primário e, aparecendo no superávit primário, não havia espaço fiscal para editar os chamados créditos. É isso que está acontecendo. É simplesmente isso. Claro que eu posso ser agressivo, xingar, mas, como dizem, isso é muito grito e pouco pelo”, disse, logo após a fala da colega.

Agência Brasil

Delatores: Cunha pagou US$ 300 mil em propina para Henrique Alves

O PRESIDENTE DA CÂMARA AFASTADO, EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ).(ANDRÉ COELHO/O GLOBO)

O PRESIDENTE DA CÂMARA AFASTADO, EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ).(ANDRÉ COELHO/O GLOBO)

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pagou US$ 300 mil em propina para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) a partir de desvios de contratos da Carioca Engenharia e outras empresas financiadas com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), segundo indicam as investigações do Ministério Público. O dinheiro teria sido depositado numa conta do ex-ministro na Suíça no período em que ele era presidente da Câmara e Cunha ocupava o cargo de líder do PMDB.

Henrique Eduardo Alves deixou o Ministério do Turismo em 16 de junho depois de ter sido denunciado pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As informações sobre o suposto pagamento de propina de Cunha a Henrique Eduardo Alves apareceram inicialmente nas delações dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, donos da Carioca Engenharia. Os dois confessaram terem feito pagamentos em várias contas na Suíça a pedido de Cunha.

As informações dos dois empresários foram reforçadas pela delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal ligado a Cunha, Henrique Eduardo Alves e ao corretor Lúcio Bolonha Funaro. Num dos depoimentos, Cleto disse que recebeu dinheiro de propina numa conta na Suíça depositado pela Carioca Engenharia a partir de uma negociação com Cunha. Com base nas três delações e informações repassadas pelo Ministério Público da Suíça, uma das outras contas indicadas por Cunha a Carioca era do ex-ministro do Turismo.

Nos documentos tornados públicos até o momento, a Procuradoria-Geral da República não informa quais seriam as razões do suposto pagamento de propina de Cunha a Henrique Eduardo Alves. Mas demonstram estreitas relações entre os dois e Fábio Cleto, réu confesso no desvios de dinheiro de obras financiadas com recursos do Fundo de Investimentos (FI) do FGTS. Pelas investigações, Cleto foi indicado em 2011 para uma das vice-presidências da Caixa a partir de um acerto entre Cunha, Henrique Alves e Lúcio Funaro.

A pedido de Henrique Alves, que queria indicar um dos vice-presidentes da Caixa, Cunha recorreu a Funaro. O corretor, então, indicou Cleto que, logo depois, foi nomeado para um cargo estratégico para o segundo maior banco público do país. A partir da vice-presidência, Cleto passou a reter ou acelerar projetos de financiamentos do FI de acordo com interesses de Cunha, com quem despachava regularmente. Segundo ele, o deputado cobrava ficava com 80% da propina paga por empresas interessadas nos recursos do FI.

Pelo menos 12 empresas teriam repassado propina a Cunha, Cleto e Funaro em troca de facilidades na liberação de recursos. Num primeiro momento, cabia a Funaro repassar parte do dinheiro para Cleto. Mas depois de uma briga entre os dois, Cunha teria assumido o papel de pagar as “dívidas” com Cleto. A partir daí, teria pedido a Carioca para fazer depósitos numa conta do ex-vice-presidente da Caixa na Suíça. Teria usado o mesmo expediente também para repassar dinheiro a Eduardo Alves.

As investigações sobre o ex-ministro estão sendo abastecidas também por informações do Ministério Público da Suíça. Recentemente, procuradores suíços repassaram ao Ministério Público no Brasil dados sobre uma conta bancária do ex-ministro, onde estavam depositados 800 mil francos. Não está claro ainda se a conta é mesma que teria sido indicada por Cunha para receber dinheiro da Carioca Engenharia.

OUTRO LADO

O advogado Marcelo Leal, responsável pela defesa de Henrique Alves, negou que o ex-ministro tenha “recebido qualquer recurso indevido como vantagem pessoal em contas no Brasil ou no exterior”. Em nota enviada ao GLOBO o advogado reclamou porque até o momento não teve acesso aos autos e se queixou “o vazamento seletivo de informações” contra o cliente dele.

O advogado Ticiano Figueiredo também negou que Cunha tenha cometido qualquer irregularidade. Ele disse ainda que a defesa só vai se manifestar quando tiver conhecimento do inteiro teor das acusações que pesam contra o deputado.

O Globo

Secretário Ronaldo Lundgren visita Mãe Luiza e destaca trabalho do Ronda Cidadã

RONALDO LUNDGREN DESTACOU O TRABALHO DOS MILITARES DA ÁREA QUE VEM REALIZANDO CONSTANTES AÇÕES PARA GARANTIR A SEGURANÇA NO LOCAL. (DIVULGAÇÃO/SESED)

RONALDO LUNDGREN DESTACOU O TRABALHO DOS MILITARES DA ÁREA QUE VEM REALIZANDO CONSTANTES AÇÕES PARA GARANTIR A SEGURANÇA NO LOCAL. (DIVULGAÇÃO/SESED)

O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Ronaldo Lundgren, visitou na manhã desta terça-feira (5) o bairro de Mãe Luíza, na zona Leste de Natal. Acompanhado do comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) e do delegado da 4ª Delegacia de Polícia Civil, o secretário caminhou pelas principais avenidas e ruas do bairro, que está inserido na Área Integrada de Segurança Pública 4 (AISP 4), onde tem a atuação do Programa Ronda Cidadã.
Ronaldo Lundgren destacou o trabalho dos militares da área que vem realizando constantes ações para garantir a segurança no local. “Nosso objetivo é conhecer de perto a comunidade e deixar claro a presença soberana do Estado no combate à criminalidade. Nossos policiais são capacitados e estão aptos a atender o anseio dos moradores”, disse.
Durante a visita, o secretário entregou às viaturas que estão na AISP 4 um aparelho celular para que a população possa ter um contato mais ágil com os militares. “A ideia é diminuir o tempo resposta da Polícia à comunidade quando necessitada. A população terá o contato direto da viatura do bairro, o que auxiliará também nas denúncias”, afirmou.
AISP 4
A AISP 4 tem 8,7 mil domicílios onde vivem aproximadamente 30 mil pessoas e faz parte do programa Ronda Cidadã que opera em duas frentes relacionadas entre si. A primeira é a metodologia reativa, que busca realizar ações de prevenção e repressão da criminalidade na região implementada.
Já na frente proativa, o efetivo procura atuar no acolhimento da comunidade e na inclusão social, executando atividades como confecção de carteiras de identidades, visitas às vítimas de violência, prestando auxílio em questões judiciais e de medidas protetivas, além da identificação de prédios abandonados e cadastro de trabalhadores informais, como flanelinhas que atuam nas ruas e praças dos bairros.

Servidores da saúde do RN completam duas semanas em greve com ato público

Os servidores da saúde do RN completam duas semanas de greve nesta quarta-feira (06). O movimento teve início no dia 22 de junho e atinge todos os hospitais da Região Metropolitana e o Tarcísio Maia, em Mossoró. Com forte adesão, tem reduzido atendimentos e cirurgias eletivas, em hospitais como o Deoclécio Marques, o Ruy Pereira e o Tarcísio Maia.
Neste dia, os servidores participarão de um ato unificado em defesa da saúde pública com o funcionalismo estadual e federal, nesta quarta-feira (06), a partir das 09h, em frente ao Hospital Onofre Lopes (Huol). De lá, sairão em caminhada.

O ato é convocado pelo Fórum dos Servidores Estaduais do RN e também por entidades do funcionalismo federal do INSS e da UFRN.
Mais cedo, às 08h, os servidores do Hospital Giselda Trigueiro realizarão um abraço coletivo no hospital.
NEGOCIAÇÕES
O governo estadual recebeu o Sindsaúde em duas audiências, na Sesap e no Gabinete Civil, mas não atendeu a pauta de reivindicações dos servidores, que vai da recomposição salarial a garantia de concurso público na saúde estadual e a retirada do PL que cria a Previdência Complementar.

Feira de Gastronomia e Arte começa nesta quinta-feira na Árvore de Mirassol

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FEIRA DE GASTRONOMIA E ARTE COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA NA ÁRVORE DE MIRASSOL

A Prefeitura do Natal, por intermédio da secretaria municipal de Turismo (Setur) e Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), promove a segunda edição da “Feira de Gastronomia e Arte de Mirassol” nesta quinta-feira (7), na Árvore de Mirassol com diversos iguarias de nossa gastronomia, música e apresentações culturais, visando uma maior valorização dos artistas da nossa terra.

O evento acontece de quinta a domingo e conta com 21 operações comercializando opções gastronômicas, além da praça exclusiva com 15 Food Trucks e um “espaço kids”. No artesanato, a loja “Natal Original” oferece o que há de melhor no artesanato potiguar. Um ambiente ideal para convivência com família e entre amigos.

Para a secretária de Turismo de Natal, Christiane Alecrim, o evento é uma forma de estimular e promover a gastronomia e cultura local, visando legitimar a utilização do espaço através do edital público.

O projeto foi desenvolvido com o intuito de oferecer mais uma opção de lazer para a população natalense e transformar o local em mais um atrativo turístico com edições mensais da feira que já acontecia anualmente nas festividades do “Natal em Natal”, durante o período da árvore de Mirassol.

 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

 

Quinta feira 07/07

17h30 – Quadrilha Junina (Forró Flávio Show)

19h00 – Cleyton Simplício e Banda

 

Sexta feira 08/07

18h00 – Apresentação de dança

Academia Evidance Natal (DJ Keuler Fox)

19h00 – Forró Pisada de Rico

 

Sábado 09/07

18h30 – Camila Walla e Banda

 

Domingo 10/07

18h30 – Flávio Show e Banda

Nélter Queiroz explica dados divulgados sobre reajustes em Jucurutu

CRÉDITO DA FOTO:EDUARDO MAIA

Exibindo

O deputado estadual Nélter Queiroz (PMDB) utilizou o plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na sessão ordinária desta terça-feira (6) para explicar os reajustes salariais concedidos para prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários dos municípios de Jucurutu, na região do Seridó. De acordo com ele, os dados apresentados em reportagem da Intertv Cabugi estão equivocados.

No pronunciamento, o deputado rebateu dados divulgados pela emissora de televisão InterTv Cabugi, filiada da Globo no Rio Grande do Norte, que fez uma reportagem mostrando que o aumento teria sido de 77% nos salários dos vereadores. “Isso não é verdade. Os vereadores de Jucurutu recebem como salário R$ 3.500,00 e como verba indenizatória R$ 2.500,00, somando R$ 6 mil. O Tribunal de Contas do Estado recomendou que a verba indenizatória fosse extinta e que fosse compensada no salário. Então, os vereadores aprovaram o valor de R$ 6.200,00”, explica.

Para o parlamentar, houve maldade na reportagem e solicitou que seja feita uma retratação por parte da emissora. “A população de Jucurutu não merece isso. A matéria foi maldosa e não ouviu o outro lado”, disse ele, que ainda citou dados positivos em relação à gestão pública da cidade. Segundo ele, o município está em 2º lugar no quesito transparência, no ranking do Tribunal de Contas da União e ainda é um dos 11 municípios potiguares adimplentes, dando condições para atrair recursos do Governo Federal.

Nélter Queiroz ainda relatou que atendendo ao pedido do Tribunal de Constas do Estado, a Prefeitura de Jucurutu enviou ofício para os bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal disponibilizando o acesso aos dados e movimentações bancária ao órgão fiscalizador.

O deputou sugeriu que a Intertv Cabugi faça uma reportagem sobre os auxílios de moradia e alimentação concedidos para órgãos do Poder Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério Público. Ele afirmou que irá solicitar o detalhamento da verba publicitária da emissora potiguar junto ao Governo do Estado.

TCE bloqueia R$ 198 milhões da Odebrecht e Andrade Gutierrez por fraude no Maracanã

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou por unanimidade nesta terça-feira o relatório do conselheiro José Gomes Graciosa sobre as obras de reforma do complexo do Maracanã para a Copa de 2014. Uma das medidas aprovadas é o bloqueio de R$ 198 milhões em créditos vigentes para as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez. A punição foi pedida, como mostrou O GLOBO neste domingo, pelo conselheiro Graciosa.

A sessão plenária aconteceu dias após a divulgação de trecho da delação premiada de Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, ex-dirigente da Andrade Guitierrez, na qual ele afirma ter autorizado o pagamento de propina para o TCE no valor de 1% do contrato do Maracanã, reformado por um consórcio formado pela Andrade Guiterrez, pela Odebrecht e pela Delta. Na mesma delação, ele também disse que pagou 5% de propina ao ex-governador Sérgio Cabral.

Pelo contrato original, o governo do estado deveria ter pagado R$ 705 milhões pela reforma, mas a inclusão de 16 aditivos fez a obra saltar para R$ 1,2 bilhão. Entre 2010 e 2014, o TCE instaurou 21 processos para analisar o contrato, os 16 aditivos e o resultado de quatro auditorias especiais da obra. Embora os auditores do tribunal tivessem apontado irregularidades e pedido a devolução de R$ 93 milhões (à época), até hoje o TCE não havia tomado qualquer decisão sobre o assunto.

AUDITORIAS DETECTARAM SOBREPREÇO

A retomada do caso coincidiu com a criação de uma força-tarefa no Ministério Público Federal do Rio para investigar os desdobramentos da Operação Lava-Jato no estado. A primeira providência do TCE foi unificar as relatorias dos processos, até então distribuídas para conselheiros diversos (oito estavam sem designação), nas mãos de Graciosa. Em seguida, tiveram de esperar um prazo de 15 dias úteis até a sessão de terça-feira, na qual o relator levará o seu voto.

O pedido para o bloqueio de R$ 198 milhões das empreiteiras do consórcio se baseia em 11 irregularidades listadas nos relatórios de auditorias. Entre elas, a atestação e o pagamento de itens duplicados, a realização de serviços desnecessários e fictícios, além de sobrepreço de materiais e problemas detectados nas rampas e arquibancadas do estádio.

No relatório, Graciosa pede esclarecimentos sobre os sucessivos reajustes na obra ocorridos em períodos inferiores a 12 meses, em desacordo com lei que dita que a periodicidade do reajuste de preços nos contratos administrativos é de um ano. Ainda no texto, o relator cita que a elaboração de projeto básico, de forma imprecisa, não foi baseado em estudos preliminares adequados à importância da obra, o que acarretou significativas modificações entre o projeto básico e o executivo.

“O objetivo, como se vê, não era, apenas, a realização de um evento futebolístico, mas propiciar o farto desperdício de dinheiro público, o que, certamente, contribuiu em muito para as dificuldades que hoje atravessam os estados que sediaram estes eventos desportivos. É inegável e inevitável a afirmação de que melhor seria se o Estado do Rio de Janeiro, um dos Estados sedes da Copa do Mundo, tivesse gasto 1,2 bilhão de reais na saúde e educação”, diz o relator no texto.

O Estado do Rio passa por dificuldades financeiras e não tem conseguido pagar em dia os servidores. O governo decretou estado de calamidade pública por conta da crise financeira.

Entre as obras no Rio em que a Odebrecht e a Andrade Gutierrez estão envolvidas, em consórcio com outras empreiteiras, estão o BRT Transolímpico e o Parque Olímpico da Barra. A Andrade Gutierrez participa ainda da despoluição das Lagoas da Barra e a Odebrecht, da Linha 4 do Metrô e do Porto Maravilha.

Em seu parecer, o Ministério Público que atua no TCE questionou se a retenção do dinheiro como garantia para pagar as irregularidades aconteceu, como havia sido indicado nas auditorias. O relator pede que a Secretaria estadual de Fazenda esclareça se isso ocorreu. O Ministério Público também quer saber o montante de compromissos financeiros (financiamentos, empréstimos e quaisquer outras operações de crédito) assumidos pelo Estado do Rio visando à captação de recursos para a execução de obras relacionadas à Copa do Mundo ou aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

EXTRA

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