
O presidente do Chile, José Antonio Kast, disse nesta quarta-feira (11) que o seu governo será de “emergência”. A declaração foi dada durante o primeiro discurso como chefe de Estado do país sul-americano. Mais cedo, o líder foi empossado para um mandato de quatro anos.
“Esse governo não chegou para administrar o inexistente, chegou para corrigir o que está mal, recuperar o que se perdeu e construir o que nunca se foi feito”, declarou.
Kast também criticou a administração anterior de Gabriel Boric. O atual mandatário disse que recebeu “um país nas piores condições que se poderia imaginar”.
“Um país com suas finanças públicas debilitadas, onde o crime organizado e o narcotráfico avançaram, as famílias se sentem abandonadas pelo estado”, afirmou.
Kast acrescentou que o “Chile tem outra ferida aberta”. Segundo ele, é a corrupção. Para isso, o presidente chileno solicitou uma “auditoria completa” na administração para “conhecer o estado da nação”.
Lula desiste de ir à posse
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu na terça-feira (10) de comparecer à posse de Kast. O governo brasileiro foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Além de Lula, Kast convidou para a sua posse o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O chileno tem uma relação próxima com a família do parlamentar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou em diversos momentos admiração por Kast. Em 2022, o político conservador do Chile declarou apoio ao capitão da reserva na disputa contra Lula.
Jovem Pan
