
Investigações brasileiras apontam que o cartel mexicano CJNG (Cartel Jalisco Nueva Generación), o maior grupo criminoso daquele país e especialista no tráfico de drogas sintéticas, intensificou ações no Brasil nos últimos três anos.
O UOL teve acesso exclusivo a dados das investigações paralelas que correm sobre o CJNG no Brasil. Um relatório que está nas mãos da PF (Polícia Federal) e de polícias estaduais aponta que, embora o grupo tenha surgido há menos de 10 anos, a partir de uma cisão do cartel de Sinaloa, cujo chefe foi, Joaquín “El Chapo” Guzmán, o CJNG teve crescimento acelerado.
O CJNG focou no controle de importantes regiões portuárias do México, nas cidades de Manzanillo, Lázaro Cárdenas e Veracruz, e no mercado de drogas emergentes, como as metanfetaminas e os opioides, que dependem em seus processos de elaboração de insumos oriundos da China.
Em São Paulo, policiais civis do Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes) afirmam que as drogas sintéticas, que anos atrás eram consumidas por pessoas de classe média, invadiram bairros da periferia, sendo tão consumidas quanto maconha e cocaína.
Isso leva os investigadores a crer que, em São Paulo e em todo o Brasil, independentemente da classe social, a droga sintética criou seu mercado. Coincidentemente ou não, no mesmo período que o CJNG intensificou sua ação no país. As polícias tentam entender, agora, se o cartel atua em parceria com facções criminosas brasileiras ou se disputa o território.
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