
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, ofereceu denúncia à Justiça contra Floyd L. Wallace Jr., turista norte-americano de 30 anos acusado da prática de múltiplos crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes no município do Rio de Janeiro.
A denúncia, apresentada na quarta-feira, descreve que o acusado atraía e induzia meninas em situação de vulnerabilidade a se envolverem em exploração sexual mediante a oferta de dinheiro, celulares e outros bens. Segundo a Promotoria, além de aliciar vítimas identificadas, há indícios de que o acusado também tenha envolvido outras crianças ainda não identificadas.
O MP pediu ainda a conversão da da prisão temporária em prisão preventiva, “diante da gravidade dos fatos, da reiteração das condutas ao longo dos anos e do risco concreto de fuga, por se tratar de estrangeiro”, justifica a o órgão.
Relembre o caso
As investigações revelam que Floyd visitava o Brasil desde 2022 e, ao longo de sucessivas viagens ao Rio de Janeiro, buscava adolescentes e crianças em condições socioeconômicas frágeis. Os fatos ocorreram em diferentes períodos de 2022 e 2023, principalmente em imóveis utilizados pelo acusado no bairro Santo Cristo, onde os encontros eram realizados.
A Promotoria destaca, ainda, que o acusado gravava clandestinamente imagens das vítimas com diversos dispositivos eletrônicos e armazenava o conteúdo, classificado como pornografia infantil.
O MPRJ denunciou o réu pelos crimes de favorecimento da exploração sexual de menores, estupro de vulnerável, registro não autorizado de nudez e produção e armazenamento de pornografia infantil, todos previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O norte-americano, que é youtuber e tem 30 anos, foi preso no dia 23 de dezembro. O estrangeiro, identificado como Floyd L. Wallace Jr., foi localizado por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) no bairro da Liberdade, em São Paulo. De acordo com as investigações, o suspeito se apresentava em perfis de redes sociais como “turista sexual” e “passport bro” — os termos são associados a pessoas que pagam para obter vantagens em atos sexuais em outros países.
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