
O Exército mexicano anunciou neste domingo (22) a morte de Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) e um dos criminosos mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos. A operação ocorreu no município de Tapalpa, a cerca de 130 quilômetros ao sul de Guadalajara, capital de Jalisco, estado que sediará quatro partidas da Copa do Mundo de 2026.
Sob a liderança de “El Mencho”, o CJNG se tornou uma das organizações mais poderosas e violentas do México, com presença em mais da metade do território nacional e atuação no tráfico de anfetaminas nos EUA, Europa e até Ásia. A morte do líder provocou reações violentas, com integrantes do grupo bloqueando vias em Jalisco, Michoacán e Tamaulipas, enquanto em Guanajuato incendiaram farmácias e lojas, em confronto com forças federais.
O governador de Jalisco, Pablo Lemus, confirmou que houve “confrontos na região” e que, como resposta, “em diferentes pontos de Jalisco indivíduos queimaram e atravessaram veículos para impedir a ação das autoridades”. A embaixada dos EUA alertou os cidadãos sobre riscos em várias regiões, orientando-os a buscar abrigo.
Nascido na região de Tierra Caliente, em Michoacán, Oseguera Cervantes começou a carreira criminal nos EUA e, após ser deportado, se envolveu com o narcotráfico no México, associando-se a Armando Valencia Cornelio, “El Maradona”. Após a morte de Ignacio “Nacho” Coronel em 2010, fundou o CJNG junto com o cunhado Abigael González Valencia, “El Cuini”.
O CJNG cresceu rapidamente, aproveitando a captura de líderes rivais, recrutando especialistas em finanças e químicos e expandindo negócios em pecuária, agricultura e construção, usados também para lavar dinheiro do tráfico. A organização também se destacou pelo controle sobre autoridades e portos estratégicos, facilitando a produção e distribuição de drogas sintéticas.
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