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Moraes limita articulação política de Bolsonaro na largada eleitoral

FOTO: REPRODUÇÃO

A decisão que autorizou a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar limita a articulação direta do ex-presidente com aliados e políticos na largada para a disputa eleitoral deste ano.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão por 90 dias de todas as visitas ao ex-presidente, exceto as da família, advogados e médicos. A medida busca resguardar o ambiente controlado necessário e evitar o risco de sepse e controle de infecções.

Moraes explica em sua decisão que o prazo de 90 de dias de suspensão das visitas correspondente, de acordo com literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, ao processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões com retorno da força, fôlego e disposição em ambiente controlado.

Os três meses nos quais Bolsonaro ficará impedido de articular diretamente com aliados e políticos corresponde ao pontapé inicial da corrida eleitoral. Neste período, acontece a janela partidária, quando há definição de troca de partidos, e a desincompatibilização dos pré-candidatos.

O motivo do impedimento de contato entre os dois foi a retomada, no final de 2025, de uma investigação contra Valdemar por participação no plano de golpe de Estado – motivo pelo qual o ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão.

Desde que foi preso preventivamente em agosto do ano passado, Bolsonaro recebeu, em um primeiro momento em sua casa e, depois, na Superintendência da Polícia Federal e na Papudinha, dezenas de autoridades, deputados, senadores e governadores.

Nesses encontros, articulou filiações a seu partido, elaborou a construção de candidaturas para as eleições deste ano e definiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho mais velho, seria o seu candidato à Presidência da República.

Flávio e Carlos Bolsonaro (PL) continuarão a exercer a ponte entre o ex-presidente e a classe política nos próximos meses. Os dois, assim como o vereador Jair Renan (PL) podem seguir visitando o pai duas vezes por semana por duas horas.

CNN Brasil

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1 Comentário

  • NÃO VEJO QUALQUER LIMITAÇÃO em face da decisão que definiu critérios a serem cumpridos durante o período inicial de cumprimento de pena domiciliar. Primeiramente está corretíssimo. a ida pro domicílio não significa que o réu terá direito a transformar sua casa em comité eleitoral. Ganhou esse benefício para investir na recuperação de sua saúde e não para participar de campanha eleitoral. O que o presidente Bolsonaro necessita é entender que está fragilizado em sua saúde e investir na recuperação, pois se relaxar e achar que é superior ao tempo, morrerá e a política continuará e ele passará a ser, apenas, um número estatístico. Noutro olhar, esse quadro de aparente perseguição judicial, somente está ampliando os benefícios eleitorais, prá tanto, basta acompanhar as pesquisas e as recepções dadas pelo POVO a esse fantoche corrupto que está lá “em riba”. Portanto, caros Watsons, aguardem a posse do filho nº 1 no dia 1′ de janeiro de 2027. Viu?

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