
Nesta quinta-feira (29), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que o governo Lula (PT) não defende bandido. A declaração ocorreu durante a avaliação da Operação Contenção, considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, realizada em outubro do ano passado, no Complexo da Maré e da Penha, que resultou na morte de 122 pessoas e na prisão de 113.
– Ninguém aqui defende bandido. Pelo contrário, o crime organizado precisa ser enfrentado. Mas a gente também precisa pensar que o crime organizado não está somente nas favelas – disse a ministra em entrevista ao Poder360.
A operação policial envolveu 2.500 agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão.
Durante a operação, quatro policiais morreram em combate e um quinto, Rodrigo Vasconcellos Nascimento, faleceu depois de mais de três semanas internado devido aos ferimentos.
– O Estado não precisa entrar numa favela ou periferia assassinando inocentes. É preciso levar cultura, esporte, lazer, saúde e educação. Esse é o ponto-chave – defendeu a ministra.
Na época, a polícia do Rio informou em nota que “mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado”.
– O trabalho de inteligência desenvolvido pela cúpula da Segurança Pública do Estado identificou que 59 tinham mandados de prisão pendentes, e pelo menos 97 apresentavam históricos criminais relevantes – dizia a nota.
Após a operação, Anielle, ao lado da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, foi ao Complexo da Penha para ouvir moradores sobre a megaoperação. O Pleno.News acompanhou o velório do policiais mortos em combate e não foi vista a participação de um representante oficial do governo Lula para prestar apoio às famílias dos policiais.
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