
Investigações conduzidas por organizações internacionais de combate à corrupção identificaram um conjunto de ativos avaliados em bilhões de dólares ligados ao ditador venezuelano Nicolás Maduro e ao seu círculo próximo.
Relatórios recentes apontam que esses recursos estariam distribuídos em pelo menos 20 países, fora da Venezuela, e incluem uma ampla gama de bens de alto valor.
Segundo os documentos acessados por autoridades e por grupos de fiscalização, os bens suspeitos totalizam cerca de US$3,8 bilhões, embora partes desse patrimônio ainda estejam sob investigação e possam ainda não ter sido totalmente contabilizadas pelas autoridades responsáveis.
Os ativos identificados em diferentes jurisdições incluem imóveis em áreas de prestígio, contas bancárias, aeronaves particulares, relógios de luxo e cavalos de corrida, entre outros itens de valor significativo.
Esses bens estariam registrados em nome de pessoas físicas ou jurídicas ligadas a membros do governo venezuelano ou a intermediários associados.
Grande parte dessas fortunas está localizada fora das fronteiras da Venezuela, frequentemente em países europeus e nas Américas, o que, segundo as investigações, têm dificultado o rastreamento e a recuperação de recursos suspeitos de terem sido obtidos por meio de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Autoridades financeiras de países como Suíça, Espanha, Panamá, Colômbia e Argentina estão entre aqueles que participam das investigações ou já adotaram medidas específicas para congelar ou monitorar parte dos ativos ligados ao regime venezuelano.
Nos Estados Unidos, operações que começaram ainda na década passada foram intensificadas nos últimos anos com sanções e bloqueios judiciais.
Imóveis avaliados em dezenas de milhões de dólares na Flórida foram bloqueados, e em 2025 autoridades norte-americanas anunciaram o congelamento adicional de cerca de US$700 milhões em bens atribuídos a Maduro e a seus associados, incluindo casas, aviões, joias e veículos de luxo.
Diário do Poder

