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Lulinha: conheça a história do filho de Lula que mora na Espanha e é foco da CPMI do INSS

FOTO: DIVULGAÇÃO

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, está no foco da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Nesta quinta-feira (26), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, aprovou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

Mas, afinal, quem é Lulinha e como ele passou a ser citado no caso das fraudes no INSS? Veja os detalhes a seguir.

Fábio Luís Lula da Silva, de 51 anos, é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva.

Ele é irmão de Sandro Luís, Luís Cláudio, Lurian Cordeiro Lula da Silva e Marcos Cláudio Lula da Silva.

Formado em Biologia pela Unip (Universidade Paulista), iniciou sua vida profissional como monitor no Zoológico de São Paulo.

Anos depois, passou a atuar no setor empresarial, tornando-se sócio da Gamecorp, rebatizada como G4 Entretenimento.

Desde então, atua como empresário em mídia e tecnologia, tendo residência fixa em Madri, na Espanha, onde trabalha no setor privado.

De acordo com o R7, Lulinha foi citado em uma das fases da operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de desvios no INSS, como um dos possíveis beneficiários.

Na CPMI, o pedido de quebra de sigilo partiu do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL).

O requerimento afirma que a investigação aponta a empresária Roberta Luchsinger como “peça central do núcleo político da organização criminosa”. Tal movimento seria liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

Segundo o parlamentar, Luchsinger teria atuado na ocultação de patrimônio e na gestão de contas para lavagem de dinheiro. O documento também sustenta que a empresa dela, a RL Consultoria, recebeu repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, apontada como suposta empresa de fachada do grupo.

Além disso, conforme o requerimento, mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Luchsinger, o “careca do INSS” teria afirmado que o valor seria para o “filho do rapaz”, em uma suposta referência a Lulinha.

Segundo informações do R7, ainda no âmbito da CPMI, um pedido anterior de convocação de Lulinha foi rejeitado. Na ocasião, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos), afirmou que havia suspeitas de que ele teria atuado como intermediador de interesses ligados a Antunes.

A senadora Eliziane Gama (PSD) disse que não existiam provas que sustentassem a relação e classificou os pedidos como motivados por questões políticas.

Nesta quarta-feira (25), o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou um pedido na PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitando a prisão preventiva do empresário. O requerimento tem como base delações premiadas de ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em nota à coluna de Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. Segundo o jornal, esta é a 1ª vez que ele comenta o tema por meio de advogados constituídos.

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