
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira 18, que a alta nos preços do diesel, da gasolina e de outros combustíveis no Brasil ocorre por influência de fatores externos e também por atuação de agentes internos.
“Tá cheio de gente no nosso meio que gosta de tirar proveito da desgraça”, disse o presidente durante evento em Brasília.
Lula citou medidas adotadas pelo governo federal para conter o avanço dos preços. “Aqui no Brasil tomamos a decisão de isentar PIS-Cofins e de fazer uma outra subvenção pra não deixar o preço do combustível chegar. Mas, quando as pessoas não prestam, não tem jeito. Por que o álcool aumentou se o álcool não é feito de petróleo? Por que a gasolina aumentou se somos autossuficiente? É porque tá cheio de gente no nosso meio que gosta de tirar proveito da desgraça.”
Presidente cita guerra e impacto global
O presidente afirmou que conflitos internacionais têm impacto nos preços. “Vocês estão vendo o que está acontecendo no óleo diesel neste país. Por que é isso? Vocês se deram conta de que os tiros que o Trump deu no Irã estão fazendo o diesel aumentar no mundo inteiro? No mundo inteiro. O barril de petróleo saiu de US$ 65 pra US$ 120”.
Ele também questionou o impacto de eventos externos no país. “Estamos longe de Israel, por que nós temos que pagar o preço do combustível? Por irresponsabilidade dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Quem são eles? Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra (Reino Unido). São os cinco países que produzem mais armas, que têm armas nucleares, têm bomba atômica”.
Lula também fez referência à pandemia de covid-19. “Muita gente se aproveitou da covid pra ganhar dinheiro.”
Governo anuncia fiscalização de fretes
Em meio a tensões com caminhoneiros, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo deve suspender o registro de contratação de frete para empresas que descumprirem a legislação.
Segundo o ministro, a medida inclui fiscalização de todos os fretes realizados no país por meio de sistema eletrônico desenvolvido em parceria com o Confais (Conselho Nacional de Política Fazendária).
“Nós fizemos um convênio com o Confais e compartilhamos o BI, temos todas as informações fiscais, a gente tem como acompanhar agora todos os fretes por fiscalização eletrônica”, disse.
Agora RN
