
A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, assassinada pelo marido ex-marido Paulo José Arronezi na última quinta-feira (24), teria aberto mão de escolta policial por acreditar que “o perigo havia passado”. De acordo com entrevista de uma amiga da vítima dada ao jornal O Globo, a juíza deixou o esquema de proteção havia um mês por se sentir incomodada com a presença permanente de seguranças.
“Viviane era uma mulher forte, independente financeiramente e reservada. Estava refém de um relacionamento que demonstrava ser fatal. Ela procurou os órgãos oficiais, fez um registro de ocorrência e chegou a pedir uma escolta, mas pode ser que tenha achado que o perigo havia passado. Queria preservar as filhas”, contou a juíza Simone Nacif.
Andréa Pachá, escritora, juíza e também amiga da vítima, ainda afirmou que o silêncio marca muitos casos de feminicídio.
“Essa violência ocorre em todos os locais e classes sociais. E o silêncio não é só por medo, mas pela convicção de que é possível reverter a situação com racionalidade.”
O casamento entre Viviane e Paulo José durou 11 anos e terminou em 2020. Segundo a Polícia Civil, em setembro, Viviane já havia feito um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido.
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