
O britânico Joseph Bennett, de 21 anos, sofreu ferimentos graves após ser atacado por um cão da raça american bully XL, de incríveis 65 quilos, em Peacehaven, Sussex. O jovem cuidava do animal, chamado Hunter, a pedido de um amigo. De acordo com o relato da vítima, a agressão teve início no jardim da residência após a focinheira do cão se soltar durante uma atividade recreativa. O ataque durou aproximadamente 20 minutos, período no qual Bennett utilizou conhecimentos técnicos de artes marciais mistas (MMA) para impedir que o animal atingisse sua região cervical.
Durante o confronto, o jovem sofreu a perda de tecidos musculares num bíceps, além de lacerações profundas nos braços, nos ombros e no tórax. Bennett recordou que a estratégia de defesa, no episódio ocorrido em fevereiro de 2024, consistiu em oferecer os membros superiores como escudo para proteger a garganta e o rosto. Após o incidente, o cão fugiu do local e foi posteriormente localizado pela polícia. O animal foi sacrificado pelas autoridades após também investir contra um agente da lei. A vítima foi encaminhada a um hospital próximo, onde foi submetida a três intervenções cirúrgicas para reconstrução de vasos sanguíneos e reintegração muscular, contou reportagem no “Daily Star”.
O processo de recuperação incluiu múltiplos enxertos de pele e meses de fisioterapia. Apesar dos procedimentos, Bennett apresenta sequelas permanentes que o impossibilitam de realizar movimentos precisos com o braço atingido, resultando na interrupção de sua formação acadêmica em artes digitais voltadas para jogos de computador. Além das limitações motoras, que o impedem de praticar esportes e tocar instrumentos musicais, o jovem relatou o desenvolvimento de quadros de ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático.
Atualmente, Joseph trabalha em tempo parcial no setor de hospitalidade, devido à incapacidade de exercer atividades que exijam esforço físico pleno ou coordenação motora fina. O caso reforça o debate sobre o comportamento de raças de grande porte e os riscos associados ao manejo desses animais. Mesmo diante da gravidade das lesões, o sobrevivente declarou compreender que o ataque foi motivado por instintos biológicos do animal, embora a extensão dos danos tenha alterado permanentemente sua trajetória profissional e pessoal.
A partir de 31 de dezembro de 2023, o governo do Reino Unido proibiu o American Bully XL na Inglaterra e no País de Gales (na Escócia, a partir de 2024) devido a ataques com morte no país, tornando ilegal vender, abandonar, reproduzir ou possuir a raça sem um certificado de isenção, que exige castração, seguro, microchip e uso de focinheira/coleira em locais públicos.
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