
Uma reportagem do The Washington Post mostra que o empresário brasileiro Joesley Batista viajou a Caracas no fim de novembro de 2025 para tentar convencer o presidente venezuelano Nicolás Maduro a renunciar e aceitar exílio na Turquia como parte de uma saída negociada da crise política no país.
A tentativa aconteceu meses antes da intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro, em 3 janeiro de 2026.
Segundo a publicação, Batista atuou como interlocutor informal em negociações que incluíam condições estratégicas para os Estados Unidos em troca da retirada de Maduro do poder.
A proposta levada por Joesley incluía a renúncia imediata de Maduro e a oferta de exílio seguro na Turquia, com garantias de que ele e sua família não seriam extraditados para os Estados Unidos.
Durante o encontro, também foram discutidos temas como acesso americano a minerais críticos e petróleo venezuelanos e a possível ruptura da Venezuela com Cuba, que manteve forte aliança com o governo de Maduro.
Fontes ouvidas pelo jornal disseram que, apesar das conversas, Maduro e sua esposa rejeitaram a oferta e mostraram resistência às condições apresentadas por Batista.
A reportagem destaca que, depois de esgotadas as tentativas diplomáticas e negociações informais, a administração do presidente dos Estados Unidos decidiu pela ação militar que culminou na captura de Maduro em Caracas em janeiro de 2026.
Representantes da J&F, grupo ligado a Joesley Batista, não comentaram publicamente a atuação dele nessas negociações.
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