
Um iraniano ferido permaneceu deitado entre mortos no centro de medicina-legal de Kahrizak (província de Teerã, Irã), fingindo-se de morto por três dias, com medo de que, se fosse descoberto, autoridades do regime teocrático do aiatolá Ali Khamenei o executassem com um “tiro de misericórdia”, informou o Centro de Documentação de Direitos Humanos do Irã (IHRDC) nesta quarta-feira (21/1). O homem teria sido ferido na onda de repressão aos protestos populares que varreram o país nas últimas semanas.
O IHRDC está investigando o caso, mas devido aos bloqueios e às restrições de internet impostos pelo governo iraniano, a verificação dos detalhes passados não foi possível, conforme relatou reportagem no “Jerusalem Post”.
De acordo com o relato compartilhado pelo IHRDC, a família do homem passou três dias procurando por ele, que havia desaparecido durante os tumultos, vasculhando hospitais e o cemitério de Behesht Zahra antes de finalmente encontrá-lo no centro de Kahrizak, onde imagens dos corpos de manifestantes haviam se espalhado pela web.
O sobrevivente estaria ferido a tiro. Segundo o relato, ele permaneceu imóvel sob um lençol de plástico por três dias, sem comida ou água. Após ser localizado, ele foi transferido para um hospital para tratamento. A identidade do ferido é desconhecida.
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