
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a marca de 15 trocas de ministros desde o início do atual mandato, em janeiro de 2023, após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública na última semana.
A média de substituições no primeiro escalão é de aproximadamente uma troca a cada dois meses, um ritmo que se mantém constante ao longo dos quase três anos de gestão.
A mais recente mudança ocorreu com a renúncia de Lewandowski, que comandava a Justiça desde fevereiro de 2024.
Oficialmente, ele alegou razões pessoais e familiares para deixar o cargo, em meio às dificuldades enfrentadas pela pasta para avançar projetos como a PEC da Segurança e o Projeto de Lei Antifacção no Congresso.
Até que o novo nome seja confirmado, o secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, está à frente da pasta como interino.
Ao longo do mandato, as trocas envolveram diversas pastas estratégicas e aconteceram por motivos que variaram desde acordos políticos com a base parlamentar, pressões internas por desempenho até saídas diante de denúncias ou alegações de incompatibilidades políticas e administrativas.
Entre as mudanças anteriores, destacam-se:
Mudanças no Turismo, com a substituição de Daniela Carneiro por Celso Sabino, após rupturas com o partido que o indicou.
Alterações na Saúde e Relações Institucionais, com troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha e de Padilha por Gleisi Hoffmann.
Mudanças em áreas como Previdência Social, Comunicações, Direitos Humanos e Esportes, com substituições motivadas por denúncias ou articulações políticas.
A série de mudanças reflete uma gestão marcada por ajustes frequentes no comando de ministérios, num cenário de ambiente político intenso, especialmente em um ano eleitoral.
O governo ainda não anunciou todos os nomes que ocuparão as vagas deixadas recentemente, e novas alterações podem ser anunciadas ao longo de 2026, conforme a dinâmica política se aproxime das eleições.
Diário do Poder

