
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou nesta 5ª feira (26.fev.2026) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A sessão foi marcada por tumulto entre congressistas depois da votação.
Deputados e senadores da oposição usaram as redes sociais para ironizar a reação de integrantes da base governista, associando o episódio a “desespero”.
O deputado Delegado Caveira (PL-PA) afirmou que a “petezada” entrou em “surto” depois da CPMI aprovar a quebra do sigilo fiscal do filho do presidente. Ele também escreveu que “a casa está caindo” e que “o desespero bateu”.
O senador Jorge Seif (PL-SC) disse que a reação de congressistas do PT demonstra que “bateu desespero”. Em publicação, questionou o que o partido “quer esconder da população” e mencionou tentativa de blindagem de familiares do presidente.
Já o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) afirmou que a aprovação da quebra de sigilo provocou reação da base governista e classificou o episódio como demonstração de que houve nervosismo durante a sessão.
Na mesma linha, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que “a esquerda não gostou muito da aprovação da quebra de sigilo bancário do filho do Lula na CPMI do INSS”.
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) publicou que houve “quebra-pau” na comissão depois da aprovação da medida e afirmou que integrantes da base teriam partido para agressões.
A CPMI investiga suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS. A quebra de sigilo autoriza que a comissão tenha acesso a movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos relacionados ao investigado.
Até o momento, não há decisão judicial que atribua crime a Lulinha. A medida integra a fase de coleta de provas no âmbito da comissão parlamentar.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que ele não tem relação com irregularidades e que está à disposição para prestar esclarecimentos, desde que tenha acesso aos autos da investigação.
Poder 360
