
A França registrou em 2025 mais óbitos do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee).
O país, que tem 69,1 milhões de habitantes, apresentou saldo natural negativo de 6 mil pessoas, resultado da combinação entre a queda da natalidade e o aumento do número de mortes.
Apesar disso, a população francesa cresceu 0,25% em 1º de janeiro de 2026 em relação ao ano anterior. Esse aumento ocorreu exclusivamente por causa do saldo migratório, estimado em mais 176 mil pessoas, já que o crescimento natural, diferença entre nascimentos e óbitos, foi negativo pela primeira vez desde 1944.
Em 2025, nasceram 645 mil bebês na França, uma queda de 2,1% em relação ao ano anterior e o menor número registrado em um único ano desde o fim da guerra. O indicador conjuntural de fecundidade caiu para 1,56 filho por mulher, após 1,61 em 2024, mantendo uma tendência de queda observada desde 2010, quando o índice era de 2,02 filhos por mulher.
Os especialistas atribuem a redução da natalidade a fatores como mudanças nas aspirações pessoais, dificuldades econômicas, instabilidade no trabalho e desafios para conciliar vida profissional e familiar. O custo elevado de serviços como creches também aparece como um obstáculo importante ao desejo de ter filhos.
Ao mesmo tempo, o número de mortes chegou a 651 mil em 2025, aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. O Insee aponta que esse crescimento está ligado ao envelhecimento das gerações do baby boom e ao impacto de uma epidemia de gripe sazonal, considerada particularmente virulenta no início do ano.
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