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‘Forçou sexo oral’: preso por estupro coletivo fez outra vítima em festa da escola

FOTO: REPRODUÇÃO

A prisão de Victor Hugo Oliveira Simonin, envolvido no caso de estupro coletivo em Copacabana, encorajou uma nova denúncia de violência sexual contra ele. Uma ex-colega de Simonin no Colégio Pedro II, agora maior de idade, procurou a polícia para relatar um abuso ocorrido quando ela tinha apenas 17 anos.

O episódio aconteceu durante uma festa escolar. Segundo o depoimento da vítima, o que começou com um beijo evoluiu para uma tentativa de agressão quando Victor passou a exigir atos sexuais. “Ele pediu para eu fazer sexo oral nele. Eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali”, recorda a jovem.

Mesmo com a negativa explícita, o agressor teria passado a usar a força física para subjugar a adolescente. “Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo. Eu falei: ‘Victor, eu não vou fazer isso aqui. E aí nisso, ele continuou’”, relatou. A situação escalou quando a vítima se desequilibrou e caiu; momento em que Simonin teria forçado o sexo oral.

O ato só foi interrompido com a intervenção de um segurança do evento. A jovem explica que demorou a processar a gravidade do que viveu. O entendimento de que havia sido vítima de um crime só veio com a repercussão do caso de Copacabana. ”Eu ouvi e eu falei: ‘tá’, realmente aquilo ali foi um estupro e eu preciso realmente falar sobre isso”, declara.

Após o trauma na festa, a adolescente ainda recebeu convites de outro menor envolvido no estupro coletivo para ir em um apartamento, mas recusou. “Eu não cheguei nem para casa dele, nem para casa do Victor Hugo. nunca fui na casa de nenhum dos dois. Eu só fui chorar agora e foi não pelo que aconteceu, mas pelo que poderia ter acontecido”, desabafa.

Em nota oficial, o Colégio Pedro II afirmou que acolhe denúncias e aplica as medidas disciplinares previstas. Sobre o recente estupro coletivo, a instituição informou a abertura de um processo que pode resultar na expulsão definitiva dos envolvidos.

Mantra Redpill

No momento da sua prisão, Simonin chamou a atenção ao chegar à delegacia vestindo uma camiseta com a frase em inglês “Regret Nothing” (Não me arrependo de nada”, em tradução literal).

A escolha da vestimenta gerou forte reação nas redes sociais. A expressão estampada na peça é frequentemente associada a fóruns e grupos misóginos na internet que disseminam discursos de ódio contra mulheres, os chamados grupos “Redpill”.

Correio 24h

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